Seja bem vindo, mistico buscador!!!!

Acompanhe minhas postagens e aprenda o caminho para a luz e para o conhecimento oculto



quarta-feira, 31 de maio de 2023

O misticismo não necessariamente necessita de enteógenos

 O misticismo não necessariamente necessita de enteógenos 







Recente programa de TV sobre problemas com substâncias em rituais místicos deu certa polêmica, quando se mostrou o uso de veneno de sapo para se chegar a determinado estado de suposta manifestação do divino, êxtase, outro estado de consciência ou mesmo usado para tratamento de depressão, o que era o caso dos depoimentos. Outro uso mais presente é o de ayahuasca, que também vem sendo buscado por quem sofre muitas vezes de depressão, o que não é a finalidade do meio original ou xamânico, já desvirtuando até mesmo esse caminho. Resultou em crises de pânico e ansiedade. 





Fato é que nas escolas místicas tradicionais, geralmente não se usa qualquer substância, tendo muitas técnicas místicas para se conseguir algum estado de êxtase ou alteração de consciência. As técnicas não envolvem grandes atividades, nem muita coisa, por vezes. Até se olhar uma vela pode ser um exercício místico inicial, em muitas das escolas místicas e iniciáticas ocidentais atuais. 


Dentre os meios de exercícios místicos se destacam:


  • orações

  • meditações

  • exercícios respiratórios

  • visualizações

  • concentrações

  • ritualística

  • uso de velas

  • incenso

  • palavras recitadas

  • mantras

  • sons

  • músicas

  • cores 

  • luzes

  • sinos

  • água

  • óleo

  • yoga

  • posições sentadas ou ásanas

  • imagens

  • invocações

  • jejuns

  • redução de carne

  • castidade

  • repetições de sentenças

  • afirmações

  • centenas de formas 


Dentre tantas outras formas de se buscar o místico e a união com o Divino, o êxtase ou mesmo um estado alterado de consciência. Nessas escolas e práticas que se pode encontrar, não há o uso de enteógenos. Nem se precisa buscar qualquer substância. O que o humano já tem a sua disposição, como centros de energia, sua supraconsciência, seu anjo interior, Espírito Santo, chacras, Consciência Cósmica etc, já servem e muito a revelar o potencial de união divina e êxtase presente em todos. 







Os meios fáceis podem ser ilusórios, e deve se tomar cautela para ingestão de qualquer substância, uma vez os casos problemáticos retratados nos últimos tempos, com pessoas que se perderam por esse caminho de enteógenos. Já as práticas místicas mais seguras seriam a oração, jejum e outras, que já estão disponíveis nas religiões, mesmo no cristianismo. Não se precisa buscar fora o que já se tem na sua tradição. Escolas sérias existem de misticismo, e as rosacrucianas seriam especialmente indicadas para esse fim, com mais segurança. 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

O NATAL E SUA MÍSTICA

 

O Natal e sua mística

 






Nasceu o Salvador, em 25 de Dezembro nasce o Cristo. Jesus não sabemos quando nasceu. Ambos tiveram uma unidade, assim como parte da Trindade, e são plenamente humanos e divinos. Há quem duvide do Natal por confundir o maior iniciado de todos os tempos, Jesus, com o Cristo, a parte do Terceiro Logos, ou Verbo. João disse que ele estava no princípio, então era Deus. Deus não é homem, apesar de poder viver entre os homens. O Natal é comemorado, e lembramos também de São Nicolau, que tem inúmeras igrejas na Europa em sua homenagem. Enfim, o cristianismo existia antes da tradução da Bíblia e guarda uma vasta tradição cristã, nem sempre escrita.





O Natal vai além de dar presentes, enfeitar as ruas e casas, ou mesmo do Papai Noel. Tudo isso colabora em festividade, para recordar o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. A árvore de Natal é paralela à árvore da vida descrita no livro bíblico do Gênesis. Na doutrina mística da cabala, que significa o que foi recebido, também há um diagrama chamado árvore da vida. Esse diagrama representa os atributos de Deus, e algo que é intermediário entre Deus, que é infinito, e a humanidade, finita. Também na árvore da vida se pode colocar os anjos. Essa árvore tem seu lado direito e esquerdo, os atributos de graça divina, ou misericórdia, e o atributo de severidade, ou justiça de Deus. Um símbolo parecido é a escada de Jacó, onde anjos sobem. Dizem que 600 mil anjos desceram, e ainda que alguns anjos desceram e jamais subiram novamente. A árvore de Natal é em certo sentido uma escada, semelhante à árvore da vida dos cabalistas, ou místicos judeus, e assim Jesus sabia disso tudo e muito mais, pois era judeu, quando falava ser filho de Deus, ou que ele e o Pai eram um. Tanto a justiça, quanto a misericórdia, mostra os aspectos de Deus. Jesus nos mostrou a graça e o amor, e o Pai mostrava julgamentos, como de Sodoma, Gomorra, Egito e mesmo o dilúvio. Tudo isso se revela a aqueles que têm olhos para ver, e ouvidos para ouvir. Jesus nasceu entre essênios, que preservavam tradição de batizar em água, fazer santa ceia e demais ensinamentos tradicionais e místicos. Ao nascer, vieram magos astrólogos o visitar, o que já mostrava toda uma mística envolvida, além da estrela que brilhava no céu, possivelmente Vênus.





Que o Natal seja um tempo de luz a todos, acreditem ou não na data, mas que preservem o respeito a Jesus, independentemente da data que tenha nascido o Nosso Salvador. Que o Cristo nasça ainda no coração de cada um, para que o amor flua em sua presença, e assim todos sejam renovados renasçam no batismo espiritual, do Espírito Santo. Um Feliz Natal a todos!