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domingo, 27 de agosto de 2023
domingo, 11 de junho de 2023
quarta-feira, 31 de maio de 2023
O misticismo não necessariamente necessita de enteógenos
O misticismo não necessariamente necessita de enteógenos
Recente programa de TV sobre problemas com substâncias em rituais místicos deu certa polêmica, quando se mostrou o uso de veneno de sapo para se chegar a determinado estado de suposta manifestação do divino, êxtase, outro estado de consciência ou mesmo usado para tratamento de depressão, o que era o caso dos depoimentos. Outro uso mais presente é o de ayahuasca, que também vem sendo buscado por quem sofre muitas vezes de depressão, o que não é a finalidade do meio original ou xamânico, já desvirtuando até mesmo esse caminho. Resultou em crises de pânico e ansiedade.
Fato é que nas escolas místicas tradicionais, geralmente não se usa qualquer substância, tendo muitas técnicas místicas para se conseguir algum estado de êxtase ou alteração de consciência. As técnicas não envolvem grandes atividades, nem muita coisa, por vezes. Até se olhar uma vela pode ser um exercício místico inicial, em muitas das escolas místicas e iniciáticas ocidentais atuais.
Dentre os meios de exercícios místicos se destacam:
orações
meditações
exercícios respiratórios
visualizações
concentrações
ritualística
uso de velas
incenso
palavras recitadas
mantras
sons
músicas
cores
luzes
sinos
água
óleo
yoga
posições sentadas ou ásanas
imagens
invocações
jejuns
redução de carne
castidade
repetições de sentenças
afirmações
centenas de formas
Dentre tantas outras formas de se buscar o místico e a união com o Divino, o êxtase ou mesmo um estado alterado de consciência. Nessas escolas e práticas que se pode encontrar, não há o uso de enteógenos. Nem se precisa buscar qualquer substância. O que o humano já tem a sua disposição, como centros de energia, sua supraconsciência, seu anjo interior, Espírito Santo, chacras, Consciência Cósmica etc, já servem e muito a revelar o potencial de união divina e êxtase presente em todos.
Os meios fáceis podem ser ilusórios, e deve se tomar cautela para ingestão de qualquer substância, uma vez os casos problemáticos retratados nos últimos tempos, com pessoas que se perderam por esse caminho de enteógenos. Já as práticas místicas mais seguras seriam a oração, jejum e outras, que já estão disponíveis nas religiões, mesmo no cristianismo. Não se precisa buscar fora o que já se tem na sua tradição. Escolas sérias existem de misticismo, e as rosacrucianas seriam especialmente indicadas para esse fim, com mais segurança.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
sábado, 31 de dezembro de 2022
quinta-feira, 7 de abril de 2022
quarta-feira, 23 de março de 2022
domingo, 6 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
O NATAL E SUA MÍSTICA
O
Natal e sua mística
Nasceu
o Salvador, em 25 de Dezembro nasce o Cristo. Jesus não sabemos quando nasceu.
Ambos tiveram uma unidade, assim como parte da Trindade, e são plenamente
humanos e divinos. Há quem duvide do Natal por confundir o maior iniciado de
todos os tempos, Jesus, com o Cristo, a parte do Terceiro Logos, ou Verbo. João
disse que ele estava no princípio, então era Deus. Deus não é homem, apesar de
poder viver entre os homens. O Natal é comemorado, e lembramos também de São
Nicolau, que tem inúmeras igrejas na Europa em sua homenagem. Enfim, o
cristianismo existia antes da tradução da Bíblia e guarda uma vasta tradição
cristã, nem sempre escrita.
O
Natal vai além de dar presentes, enfeitar as ruas e casas, ou mesmo do Papai
Noel. Tudo isso colabora em festividade, para recordar o nascimento de Nosso
Senhor Jesus Cristo. A árvore de Natal é paralela à árvore da vida descrita no
livro bíblico do Gênesis. Na doutrina mística da cabala, que significa o que
foi recebido, também há um diagrama chamado árvore da vida. Esse diagrama
representa os atributos de Deus, e algo que é intermediário entre Deus, que é
infinito, e a humanidade, finita. Também na árvore da vida se pode colocar os
anjos. Essa árvore tem seu lado direito e esquerdo, os atributos de graça
divina, ou misericórdia, e o atributo de severidade, ou justiça de Deus. Um
símbolo parecido é a escada de Jacó, onde anjos sobem. Dizem que 600 mil anjos
desceram, e ainda que alguns anjos desceram e jamais subiram novamente. A
árvore de Natal é em certo sentido uma escada, semelhante à árvore da vida dos
cabalistas, ou místicos judeus, e assim Jesus sabia disso tudo e muito mais, pois
era judeu, quando falava ser filho de Deus, ou que ele e o Pai eram um. Tanto a
justiça, quanto a misericórdia, mostra os aspectos de Deus. Jesus nos mostrou a
graça e o amor, e o Pai mostrava julgamentos, como de Sodoma, Gomorra, Egito e
mesmo o dilúvio. Tudo isso se revela a aqueles que têm olhos para ver, e
ouvidos para ouvir. Jesus nasceu entre essênios, que preservavam tradição de
batizar em água, fazer santa ceia e demais ensinamentos tradicionais e
místicos. Ao nascer, vieram magos astrólogos o visitar, o que já mostrava toda
uma mística envolvida, além da estrela que brilhava no céu, possivelmente
Vênus.
Que
o Natal seja um tempo de luz a todos, acreditem ou não na data, mas que
preservem o respeito a Jesus, independentemente da data que tenha nascido o
Nosso Salvador. Que o Cristo nasça ainda no coração de cada um, para que o amor
flua em sua presença, e assim todos sejam renovados renasçam no batismo
espiritual, do Espírito Santo. Um Feliz Natal a todos!


