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domingo, 24 de junho de 2012

Maçonaria e São João

Maçonaria e São João




                Hoje é um dia comemorado nas lojas maçônicas do mundo, pois é o dia de seu padroeiro: São João. João além de ser aquele que batizou Jesus, também era aquele que escreveu o evangelho mais místico, além do Apocalipse, apesar de serem supostamente pessoas diferentes. Como tudo na maçonaria, mais vale o símbolo. E assim fugi um pouco da caipirice, apesar de ser eu também meio caipira em sotaque. Adentro nessa que é a fraternidade iniciática mais famosa da história, dos irmãos do esquadro e do compasso. Sendo em princípio ordem de construtores ou pedreiros, se tornou uma ordem filosófica com a influência de rosacruzes e assim busca a evolução e progresso da humanidade, e a fraternidade entre os homens, conciliando suas diferenças. São João estimava muito a fraternidade, e por isso ter ficado como padroeiro. E na verdade é o São João de Jerusalém João Smoler) o patrono, que era protegido dos soldados da Cruzada, e viveu em torno do ano 500 de nossa era, fundando hospital e Ordem de Cavaleiros Hospitalares.
            Ao serem abertos os trabalhos ritualísticos de uma loja, ou mesmo ao se chegar em uma, se deve proferir o nome de João. Vemos que o símbolo não é sem sentido, pois João/Ioannes significa porta, portal, e assim podemos pensar na iniciação. A maçonaria não é religião, mas nem por isso deixa de ter seus ritos com simbologia cabalística, alquímica, remontando as escolas de mistérios da antiguidade. A iniciação é morte simbólica e assim João foi decapitado. Espíritos de elevada hierarquia como anjos dizem aparecer apenas a sua cabeça. A iniciação poderia ser comparada a uma conversão religiosa (semelhante ao batismo de João Batista...), apesar de que aqui falamos em um grupo de homens com mentalidade semelhante, e ajuda mútua. Também vemos no céu a estrela Orion identificar a simbologia de João, que seria comparado a Leão/Judá, assim rei e também a Salomão. Não sem sentido, a loja maçônica imita do templo de Salomão, e seu principal herói é Hiram Abiff, líder na construção nesse templo.
             Na verdade a comemoração é de solstício (mudança de estação de inverno e de verão...) e usa de um João para o de verão (Evangelista, 24 de Junho) e o de Jerusalém para o de inverno (27 de dezembro). Os solstícios indicam dias e noites mais longas ou curtas e assim portais para o céu. De grande importância ritualística. Assim a fraternidade dos filhos de uma viúva pode se dedicar a essa comemoração, que hoje em especial é venerada no  mundo todo. Não apenas comer doces em festa junina, mas relembrar a obra desses grandes iniciados, esses vários João (Evangelista, Batista e de Jerusalém..) e assim divulgar o amor e a fraternidade humana, para que siorvam de exemplo por suas obras que marcaram a história. As lojas maçônicas tem a comemorar pois o João Smoler fundou ordens de cavaleiros e hospitais, e ainda tinha relação com os Templários, os quais foram a base da ordem Mac.’..

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Anjos e demônios: diferentes mas semelhantes

Anjos e Demônios: diferentes mas semelhantes



                Eu estava lendo ontem um livro de Ambelain sobre teurgia e percebia que a diferença que colocamos entre esses seres ou forças inteligentes a que batizamos de anjos e demônios não é tão gritante assim. Mesmo porque a noção que temos de anjo vem da palavra grega daemon, que em tese seria a mesma coisa. A descoberta recente é que as esferas ou sephirot da cabala são a mesma coisa que os anjos, ou seja, intermediários entre Deus e a humanidade. Na prática claro que existem diferenças, mas também muitas semelhanças, principalmente quando se pensa na queda dos anjos.
            Comecemos pelo princípio. Deus não se “contamina” com a imperfeição, logo usa de trabalhadores, arquitetos espirituais para trabalhar a Criação: os anjos (noutras culturas chamados de devas, demiungii, logoi, deuses etc..). Alguns desses anjos forma chamados de demônios, apesar de que em verdade o que poderíamos entender por daemons seriam os antigos “deuses’, espíritos de goécia, que tanto atraiam feiticeiros na Idade Média. A diferença básica entre anjos e demônios é a seguinte, e não se trata de um ser bom e outro mau, pois uns podem ser maus e outros bons: a diferença é que demônios são criativos e criam leis novas, e anjos obedecem às leis a que foram inseridos. Desde modo, nos aparentamos mais com os demônios que com anjos, haja vista as transformações que operamos nas leis.
            Na Bíblia, em muitos contatos com o Senhor, na verdade eram os anjos que travavam contato com profetas. Também no livro de Jó se vê Satã servindo ao Senhor Deus e em episódio de Moisés no Egito e no êxodo, se vê magia que parece usar deles, o anjo da morte e mesmo as pragas, que são trabalho que possivelmente somente essas entidades demoníacas fariam. Assim vemos que ninguém é inútil no mundo, ou nos mundos. Sabemos que existe a redução da luz divina, mas nunca a ausência da luz. Mesmo nos piores seres sempre há uma semente de esperança, e seja em anjos caídos, em daemons fiés a ordens de pragas do Egito, anjo da morte fiel, ou no demônio que matou esposos de Sarah, anjo que anunciou Jesus a Maria e outros, sabemos que todos esses seres participam de nossa realidade, trazendo o infinito em emanação. Mas na cabala os anjos são chamados de “animais sagrados”, o que nos leva a crer que a aparência não nos deve ser norte de julgamento, nem maniqueísmo de bem e mal. 



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Nascimento sob ponto de vista místico

Nascimento sob ponto de vista místico


Do ponto de vista Rosacruz a vida tem início com o primeiro suspiro, ou com o primeiro sopro, inalação de ar pelos pulmões, e assim se dá a encarnação da personalidade-alma. Parece que assim se entre em sintonia com a Bíblia e a criação de Adão, com a vida em nefesh que se deu pelo sopro.
O nascimento de Jesus foi anunciado a Maria e mesmo a José pelo anjo Gabriel, responsável por essa mensagem. O livro cabalístico do Zohar diz que todas as crianças que estão para nascer são anunciadas pelo anjo Gabriel. E a Virgem Maria foi segundo alguns preparada para esse nascimento especial. De certo modo todos os maiores mestres espirituais nasceram de virgens, desde Krishna, Zoroastro, Hórus, Buda e outros.
Após a Páscoa, que comemoramos recentemente, em torno de 9 meses depois, nasce o Cristo no Natal. O Cristo Cósmico nasce e morre nos solstícios e equinócios solares. Então a morte do princípio Cristo ressuscita no Natal, quando toda a natureza comemora a esperança da sua manutenção, da vida que vem daquele que está Vivo. O Cristo Interno nasce quando o homem se torna um novo homem pela sua regeneração espiritual. O nascimento no mundo material é a morte do mundo espiritual e a morte no mundo espiritual é o nascimento no mundo material.
O cesto de Moisés, que foi abandonado no rio Nilo de certa forma representava o útero materno, e o encontro da egípcia foi a possibilidade do nascimento do Judaísmo dentro do Egito. As águas são o líquido amniótico e o útero é o cesto que protege o bebê dos malefícios externos.
A arca de Noé é também a representação de um especial útero, onde nascem todas as espécies, sendo em hebraico chamada de Thebah, a matriz. Também a arca da aliança é uma espécie de útero, onde está a Torá especialmente protegida para que nasça a palavra de Deus, ao ser lida pelo santo, tsadik. E a arca é guardada por anjos, querubins estes representados em sua parte externa. Pela igreja os querubins ou anjos têm a aparência de pequenas crianças. E a Tora ou a Bíblia se inicia com a letra Beth hebraica (de Bereshit, no princípio, no Gênesis), feminina, que é a casa, ou que podemos ver como um ninho.
A iniciação é um modo de ao mesmo que se passa por uma morte simbólica, também se encontra um nascimento simbólico para outro nível de consciência. Em diversas fraternidades isso é representado através de rituais e em muito simboliza a transformação da morte física para renascimento no mundo espiritual, ao exemplo de Osíris no Egito e tantos outros, como Cristo que sobrevive a cruz e supera a morte na matéria (que representa a cruz). O conhecimento dos mistérios revela os segredos da vida e da morte.
Também no símbolo do ovo vemos uma origem e nascimento do Universo, esse que tem relação com a serpente. A física também vê antes da origem  do universo em seu Big bang uma espécie de massa uniforme, esta numa espécie de ovo. Antes da Criação, segundo esotéricos e mesmo com a cabala, havia a água do caos, sem forma e vazia. E em várias mitologias esse ovo tem relação ainda com a serpente, que vemos no livro inicial mosaico, o gênesis. O nascimento surge então das águas, do ovo ou útero e se alguma serpente (o espermatóide..espermatozóide tem aparência de serpente). O grande universo se reflete no pequeno, o céu é imitado no corpo do homem.
E o nosso corpo material, um dos quatro, é filho da Mãe terra, e nascemos de átomos organizados pela Inteligência Cósmica, reaproveitados, que é o que muitos chamaram de pó. Viemos desse modo e nessa interpretação, do pó e voltamos para o pó, mas apenas nossa porção material, não a espiritual ou alma.
Na astrologia o signo zodiacal relacionado a maternidade é o de câncer, pois o caranguejo representa o útero materno. E é comum cancerianos serem muito afetivos e cuidadosos com seus filhos e família.

Excerto de programa de rádio "Filosofia é liberdade", que vai ao ar aos sábados, as 21:40, na Rádio Liberdade FM

domingo, 8 de abril de 2012

Sistemas de Magia.. em livro Sociedades Secretas e Magia

Sistemas de magia



            Uma classificação de sistemas de magia moderna e sintética existe em Liber KKK, dos caóticos Iluminados de Thanatheros (IOT), onde há a bruxaria, o xamanismo, a alta magia, magia ritual e magia astral. Por motivos que já expliquei, considero a bruxaria diferente da feitiçaria, e aqui o termo mais correto é feitiçaria, e não bruxaria, pois essa última estaria mais em sintonia com o sistema Wicca. O xamanismo vemos muito na umbanda e no candomblé, que parece ser o sistema mágico mais usado no Brasil, e mais eficiente, talvez pela sua tradição africana. Já a magia ritual parece ser o que vemos mais em um sistema dogmático de magia, este presente em sociedades secretas, como a OTO, a Astrum Argentum. e a Aurora Dourada, e que nos referimos como um sistema cabalístico, com uso de pentáculos, pantáculos, círculos mágicos, armas mágicas e assim por diante. No mesmo passo vemos a alta magia, que esse sistema dogmático levado ao extremo, com operações envoltas em preparações cuidados e todo um sistema rígido. A magia astral requer não os instrumentos, mas mais a visualização e o encontro de estados alterados de consciência, e assim se chega a determinada gnose. Alguns autores se referem a xamanismo e suas experiências com tóxicos, o que não tem muito a ver com o que índios ou africanos fazem, uma vez que quem deveria ingerir qualquer coisa, mesmo a cachaça, seria a entidade, e não a pessoa.
            Voltando a sistemas de magia, há autores que se referem à magia eletrônica, a magia sexual, a magia angélica, e muitas outras formas de magia. Poderíamos nos lembrar de diversos grimórios e sistemas variados de uso da arte mágicka, e o sistema enoquiano pode nos vir como um dos peculiares nesse sentido. Assim há chaves enoquianas, de um alfabeto especial que parece nos abrir portas para o subconsciente, que segundo alguns são palavras muito poderosas. Outro sistema digno de nota e A Magia Sagrada de Abramelin, que nos revela os segredos dos quadrados mágicos. Por meio de tal se pode dominar espíritos e conquistar o que se deseja,  em especial após o contato com o anjo da guarda. Outro sistema é o de magia hermética, de Franz Bardon, que é uma forma parecida com cabala. Ainda temos sistemas xamânicos como o do Vodu, e mesmo outro mais prático, o do Hodu, e a diversidade vai longe. Também para quem acha algo demoníaco, existe o sistema de goétia, que já falei em outro capítulo, que é o contato com as legítimas entidades com esse nome. Também há magia planetária, magia zodiacal, com os sistemas condizentes as suas identidades. De certa forma por traz do véu de religiões há muita magia, responsável por transformações na realidade e pelos chamados milagres, que muitas vezes são atos de poder da vontade, ou mesmo interferência do mundo astral ou espiritual em nossa dimensão ou realidade. Assim egrégoras resultantes de crenças têm seu poder mágicko e os sistemas de magia que são condenados nada mais são que as revelações do que por outro lado se vê apenas como desculpa da fé, traduzido apenas como a fé das pessoas.

Δ
(Retirado do Livro Sociedades Secretas e Magia, pela editora AG Book)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnevale e sua mística

Carnevale

        
Período e festividade que antecede a quaresma, esta última que vai até a Páscoa. O carnaval era chamado de entrudo pelos portugueses e consistia em jogar coisas nas pessoas que desfilavam, tipo tinta, água, farinha etc. Significa festa da carne, e em princípio era uma festa religiosa. Alguns entendem que era período que antecede a cólera de Deus, e por isso um momento para “aproveitar”. O motivo é óbvio: na quaresma se passava 40 dias em abstinência da carne (e parece que muitos também do sexo...), para cristãos, e ainda a quarta-feira de cinzas é clara representação da morte. É preciso assim aproveitar a vida antes dessa morte simbólica. Daí que são  importantes essas coisas para o iniciado.
         Mui semelhante a festas pagãs, o carnaval é aqui no Brasil a nossa marca registrada, e se eu falar que sou filósofo, certamente algum estrangeiro achará que sou festeiro em meus pensamentos. Pensando em divindades de fertilidade, fica claro que alguma festa com bebida e sexo havia, e muitas pessoas fazem isso todo o fim de semana, sem comemoração alguma. Então para o profano há apenas aí uma curtição e farra, enquanto que para quem compreende tradições ocultas há sim comemoração e de certas energias cósmicas, especialmente venusianas. Mas não acontece em mês de maio, o que nos leva mesmo a outras festividades que não puderam ser extintas pela Igreja, mas apenas adaptadas. Assim como deuses adaptados em santos e datas outras, vemos que o carnaval acabou sendo útil para anteceder a quaresma. Acontece que hoje devem ser poucos que “guardam” a quaresma nesse sentido de jejum e abstinência, e as pessoas vivem em “festa da carne”, não tendo mais sentido a festa, a não ser para a alta classe desfilar fantasias caríssimas e atores aparecerem na TV. A competição de escolas de samba é já uma arte, e talvez seja o que salva a identidade brasileira frente ao mundo, que é o carnaval.
         De longe essa festa sempre me lembrou bacanais e orgias dedicadas a deuses como Dioniso, Baco e outros semelhantes. Também sabás medievais me são aqui bem claros, pela libertinagem e liberdade desse momento. Não devemos julgar moralmente tais feitos, uma vez que enquanto não há culto, há apenas uma festa da carne, talvez inocente. No oriente existia algum ritual tântrico talvez que se assemelhasse a essa festa, mas claro que de mão esquerda. Mas com a sexualidade banalizada e o profano substituindo qualquer forma de sagrado, seja cristão ou neopagão, não vemos mais que uma festa semelhante a outras festas. Não tem a proibição dos sabás das bruxas e nem tem a compensação que antecede a quaresma. Aqui no sul do Brasil, em cidade de colonização alemã e polonesa, nem ao menos há carnaval. As pessoas aproveitam para descansar, porque trabalham por aqui muito, e ainda outros passeiam para a praia, para se bronzear e aproveitar depois a sua carne. O que há de semelhante ao carnaval por aqui é a festa do rock em Rio Negrinho, onde alguns também tiram a roupa, e a festa vai por 4 dias sem parar e com muita bebida.
         Nas festas das bacantes, que cultuavam a Baco, havia toda a ausência de regra, e parece que também algum lesbianismo. Na terra de Safo e suas seguidoras, bem como de toda o gosto de mesmo gênero, não há de se estranhar que algumas moças se divertissem mais do que o limite. Isso regado a muito vinho, só poderia resultar em algum bacanal. Vemos ainda em certas sociedades secretas a referência a essa dinâmica de Afrodite, claro que de uma deusa negra, mas mais realista e material. O carnaval é assim talvez o resquício de muitos costumes que adaptaram partes dessas iniciações que claro tinham em origem motivo religioso, mas que com o tempo foram perdendo o significado. Com a Igreja e suas fogueiras, restou apenas alguns dias para justificar e compensar a quaresma, que são 40 dias para preparar-se para a Páscoa (ressurreição de Cristo). Por outro lado, as iniciações a Baco e Dioniso também requeriam certa transcendência, mesmo que fosse uma provocada pelo vinho e pelos sentidos. E festas pagãs parecem ter entrado, com suas fantasias (máscaras), e todos os outros paramentos coloridos e simbólicos. Trocas de papéis também eram feitas, como o rei vestir-se de vassalo e o vassalo de rei. Mas 40 dias tem grade significado bíblico e ainda iniciático.
          Pessoalmente vejo que esse ano para mim se inciou como um carnaval. Não pensava eu que buscasse ainda algo de Afrodite com tanto empenho, mas vejo que devido a certos fatos, comunguei com a deusa, equilibrando a taça com a espada. Também é fato que houve uma união alquímica e que assim fui encaminhado no mercúrio filosofal, e que ainda a matéria bruta se tornou um elixir dedicado a momentos de eternidade ou samadhi. No mais estou quase adepto de alguma gnose que foi por tempo perdida, e que aos poucos desejo encontrar, para conversar com agatodaimon (e controlar cacodaimon). O carnaval para mim antes não fazia sentido, mas por algo que me guiou esse ano, poderei contemplar esse fogo abrasador que não se apaga no templo, porque apaga-lo é cometer sacrilégio. Esses já esquecidos adeptos do fogo-luz agora ressurgem naquele que na terra do carnaval nasceu. O Logos surge interno e fala com uma espada de dois gumes, e seus olhos são chamas, e seus cabelos de coroa de luz, e é mesmo escrito seu nome no livro da Vida. O Sol está em sintonia com a Lua, e o Rei se abraça com a Rainha. Carnaval é assim apenas uma visão profana e distorcida desses mistérios.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Filme Atividade Paranormal e sua análise oculta

Filme Atividade Paranormal e sua análise oculta




         De início parecia algo amador, mas com o tempo percebi que era essa a intenção. Talvez para dar mais realismo e contrastar o silêncio e fenômenos sonoros, para assim assustar as pessoas mais sugestionáveis. Dessa forma um filme de pouco investimento na produção se transforma em um sucesso. Mas Atividade Paranormal e sua continuação, que tem mais noções sobre espíritos, fazem as pessoas pensarem em um modo medieval, frente a nossa atual sociedade moderna, com sua ciência que diz saber tudo e soluções para a felicidade em consumismo e farmácia. No mais o filme parece um Big Brother sem as cenas de possíveis atos libidinosos ou festas com bebedeiras e provas de resistência. Aqui imaginamos fantasmas e coisas se mexem sem motivo aparente. A sugestão faz o filme e com a aparência de realidade vemos pelo menos algo criativo, frente a um cinema enlatado e de mesmice.
         Um parapsicólogo ao ver os fenômenos lembraria dos vários que já ocorreram na história, cujo termo é poltergeist. Casas onde móveis se mexem, lâmpadas queimam sem motivo, muito mofo, sombras, batidas, barulhos inexplicáveis, vultos, e mais muitos outros fenômenos, tudo isso já aconteceu em grande escala, e por isso talvez quem assista o filme tenha uma compreensão. Mas o exagero acontece e a desculpa do demônio (ou demônios) pareceu a tônica do filme, mas uma vez nos levando a visão medieval das coisas. Pessoas morrem no final e não se dá solução nem explicação a nada, em uma ignorância sobre a parapsicologia e mesmo sobre o espiritismo, este último colocando todos os demônios como nada mais que desencarnados, pessoas que perturbadas continuam a entristecidas incomodar os vivos. Quanto a parapsicologia, o fenômeno é de telergia ou psicocinesia, o pode da mente movendo objetos e isso de forma inconsciente, sem nenhum além, alma penada ou demônio. Um desequilíbrio emocional, alguém na puberdade e certo ambiente colaboram com o fenômeno, geralmente acontecendo em emoções muito fortes e uma luta extrema por sobrevivência. Mas na realidade o fenômeno existe, mas não há o teatro dos vampiros do final dos filmes Atividade Paranormal, nem os exageros da possessão.
         Eu sendo um ocultista, talvez pelo menos aproveite relacionar os fenômenos e criticar as classificações. Primeiro que todos temos um espírito que nos protege, ou uma energia, e isso é nosso Sagrado Anjo Guardião, que não permitiria tamanhas influências de entidades negativas. Segundo que pelo que vi no filme, estava claro ser um elemental de fogo, salamandra, pelo domínio desse elemento, primeiro no jogo ouija e segundo no fogão a gás, com tochas parecendo ter vida própria. Sobre ser um demônio, parece que não, uma vez que a relação com esses “deuses primitivos” está longe de nossa realidade, e poucos mexem com essas entidades, especialistas em goécia, e só. O demônio (daemon) não tem muita interação com pessoas simples, parecendo mais um anjo ao contrário (muitos deles conservam ainda o título de querubim, trono etc..) e demônios gostam de aparecer sobre forma animal, o que não aconteceu no filme. E julgar anjos de bons e demônios de maus foi obra de teólogos, e a coisa é mais complexa, supera esse moralismo maniqueista. Mas acertaram em colocar a criança e o cão no segundo filme, uma vez que estes têm mesmo maior contato com o astral, o mundo espiritual, e isso é pela experiência um fato, pelo menos para a criança que lembra desses fatos.
         Sobre a possessão, essa já ocorreu de forma semelhante, e muitas histéricas já o manifestaram, bem como pessoas que estavam internadas em manicômios. Para mim, grande parte desses fenômenos não se devia a espíritos exteriores, mas mais a uma personalidade da pessoa mesma, porém de outra vida (e outro sexo) que queria se vingar, atacar etc. O primeiro Atividade Paranormal tem uma relação entre o casal, e o segundo entre o casal e sua família. Um livro de Eleasar C. Mendes relata um estudo sobre essas personalidades subliminares e sua influência em casais e relações amorosas, bem como ataques. Seria no caso do primeiro filme um homem que em vida passada foi marido da protagonista e agora queria impedir o atual na “traição” dela, e isso acontece no plano espiritual. No segundo filme o evento ocorreu por fim com a adolescente, e confirmaria a teoria parapsicológica da maior incidência de fenômenos com essa linha etária, no caso poltergeist. Estranho que o filme não mostra nenhum vulto ou ectoplasma, o que na realidade ocorre quando há esses casos, e filmes existem na internet com tais eventos. Cena interessante é a criança levitando, e no mais um pouco de monotonia no filme. O estranho é que essa personalidade subliminar, um outro eu, de outra vida, queira se vingar e interfira na presente vida com crença de estar noutra vida, onde fatos eram outros, e com um poder paranormal. Vivos e mortos em interação, ou vidas que se somam, não se apagam nunca.
         Fato é que o perturbador é a falta de fé e técnica de defesa astral em ambos os filmes, e total desconhecimento das coisas. Poderia se chamar por exemplo sacerdotes de candomblé ou umbanda e a limpeza da casa seria feita e seu espírito maligno (quiumba), ou o da mulher, seria doutrinado para ter consciência do seu mal e libertar/libertar-se, com cantos e ervas sobre a casa ou pessoa. Ou um mago hermetista poderia dissolver a entidade astral com alguma técnica (Eliphas Lévi falou em livro sobre o fazer com uma espada..), e isso dentro de um sigilo, ou transportado para um cristal, ou ainda absorvido pelo mago mesmo. Mas muita técnica é exigida a esses exorcismos ( e um padre não mais saberia fazer...), tendo ainda os exorcistas de serem pessoas de elevada moral, purificados, com defesas, armas mágicas, paramentos outros, usar de círculo mágico, espada, punhal (ou tridente) e assim por diante. Não é tarefa fácil se livrar de certos espíritos. E nem brincadeira, e nem aqueles do filme teriam chance. Uma busca da fé já poderia dar o escudo, caridade, transformação. Pois a influência de espíritos é permitida por algum motivo pelas leis cósmicas. Se esse motivo desaparece, não há o porquê de continuar a possessão ou ataques astrais. Fato é que o filme faz refletir e a maioria das pessoas continua com o medo como única forma de lidar com os fenômenos, enquanto cientistas parapsicólogos, espíritas e ocultistas já o trataram em larga escala, há muito tempo e trocando o medo pela razão, pelo conhecimento e saber.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meu amigo viu fantasma

MEU AMIGO VIU UM FANTASMA!!!!



Um relato interessante recebi há alguns dias de uma amigo, C., que disse ter visto nas proximidades do cemitério uma loira pela qual teria passado a pé e que ao olhar para trás, viu que esta entrou correndo no cemitério, mas ao desviar olhar, percebe que esta desapareceu. Este me ligou um tempo depois e perguntou o que deveria ser, e não respondi nem queria arriscar alguma explicação ao fenômeno. Parece que semelhante a “lendas urbanas” de loiras pedindo carona que desaparecem, noivas, vultos etc, está cada vez mais ignoradas em virtude da vida moderna, onde a razão toma cada vez mais o lugar de reinado. Para os antigos, que talvez fossem supersticiosos, as coisas eram corriqueiras, e não havia o espanto de se ver um fantasma, pois era um assunto tratado muitas vezes, mesmo que envolto em lendas e mitos. A metapsiquica e a parapsicologia trouxeram um pouco desses fantasmas para o aspecto científico, estudando a princípio fenômenos espíritas, materializações. Vejamos.
Segundo Oscar Quevedo, aquele mesmo do “isto non ecxiste!”, parapsicólogo, trata seriamente do tema e o chama de fantasmogênese, que é sim existente, existe, mas que segundo ele não se deve ao além (nada de morto ou espírito), mas a ectoplasma, espécie de substância que sai do corpo de um paranormal, um dotado, e que isso pelo vapor adquire certa forma e parece se manifestar em um raio de 50 metros, ainda semelhante a mover objetos (casas mal assombradas?), fenômeno chamado de telergia. Contudo o fenômeno é passageiro, pois usa da energia do médium-paranormal-dotado. Isso tudo está fotografado, foi estudado e há boa informação no livro “As forças físicas da mente”, desse autor.
Outra questão é que pode ser fantasma de vivo. Uma projeção mental ou ideal materializada. Pois há um caso de um senhor que doente se materializou para a esposa (em Campinas, SP), em espelho perto da cama, mesmo a 300 km de distância! Isso acho que em livro “A face oculta da mente”. Talvez uma imagem via telepatia (projeção psíquica), seria uma explicação mais simples. Mas há coisas que talvez não se expliquem por esses fenômenos, como antes falei em 50 metros e agora vem o fato de 300KM. Voltamos ao espiritismo, mas as explicações ficam sem nexo, como um espírito que já se reencarnou muitas vezes com variadas personalidades e ainda se identifica como um Sócrates, Paulo etc. Mas o espiritismo tem avanços, principalmente com vários profissionais da psicologia que aderem a esse ponto de vista. Ouço uma rádio espírita pela parabólica, e todas pegam isso, bastando regular, a rádio Boa Nova, que agora ouço um locutor falando de vários estudos e temas de psicologia. Mas um fantasma seria um espírito em seu corpo quase material, chamado de perispírito pelo espiritismo. Isso se dá por um fluido animal e um universal que se combinam e provocam a manifestação ou fenômeno, isso precisando de uma pessoa (o médium). E espíritos mais materializados, mais materialistas teriam essa facilidade de aparecer mais. Já a parapsicologia ainda é um bebê. Então explicar os fantasmas não parece por esse caminho algo muito pleno ainda, pelas lacunas e contradições, e nem o espiritismo parece muito completo.
O antigo ocultismo já explicava os fatos, mas muito estava em segredo, presente na escola dos mistérios, hoje continuadas por sociedades secretas. Porém bem mais científicas e cuidadosas, não ousando tanto nas explicações. Há dois anos ou mais tento estudar algo teórico de magia, o que me mostrou outro lado das coisas. Já na Índia os fenômenos extraordinários eram bem mais comuns, talvez por muitos terem conhecimento desses poderes inerentes ao ser humano. Lá se fala em linga sarita, que é o duplo-etérico, o corpo astral, que se manifesta como um fantasma. Aqui a coisa toma outro rumo. Isso não se dá por morto ou além, mas por alguém vivo que se projeta de alguma forma, muito rara, mas que acontece. Mas a magia classifica um rol de entidades e seres do mundo espiritual ou astral, muito mais vasto que espíritos de mortos. O mago, por exemplo, se bem treinado, pode criar um fantasma para seu auxílio, um um “elemental artificial”, que pode ter função de proteção, informação etc. Mas há ainda os demônios, que se manifestam por animais, ou homens que se transformam nesses animais e vêm dos mesmos.
Há ainda o defunto desse corpo astral, que não é mais utilizado, e isso é o que vemos mais na forma de fantasmas ou se manifesta – isso é chamado de cascão astral. “Mas como?”, alguém pergunta. Quando uma outra entidade usa desse “defunto” espiritual, sendo quase sempre um elemental (que às vezes se encarna como ser humano). Logo nem todos as “pessoas” são seres completos (microcosmos). O fantasma segundo outros é uma forma mais grosseira de luz astral, que é meio que o mesmo que o linga sarita ou corpo etérico. Vestimos assim mais veículos, não apenas o corpo físico e uma alma. Ainda há um autor que fela em personalidades intrusas, sub-personalidades que podem agir à distância. E um mago pode projetar na mente de outra pessoa alguma imagem ou mesmo situação. Contudo não acredito existir um mago por perto de meu amigo. O fantasma da loira é assim algo que não explicamos de pronto, mas que selecionando essas doutrinas podemos encontrar aquela que se encaixaria, estando o corpo astral ou cascão talvez como o mais possível. Exista a possibilidade de um grupo de pessoas criar uma egrégora por idealizar uma loira, e essa vir a ter certa vida (isso acontecia com antigos deuses..). Então as possibilidades são muitas, e explicar o fenômeno é possível, mas com uma visão interdisciplinar, e levando em conta o saber dos antigos, como o da magia, uma vez que ainda não temos uma ciência avançada nesse sentido. E antes talvez começar por explicações como sonho acordado, alucinação, projeção, sugestão, paranormalidade, para depois irmos a que eu citei, a magia e ao ocultismo. O fantasma, mesmo assim nos provoca medo, talvez por desconhecermos seu paradeiro, e a loira é por fim mais inteligente que nós todos.



Fontes

Oscar G-Quevedo – O poder físico da mente, volume II
Oscar G-Quevedo – A face oculta da mente
Curso de Magia – J.R.R Abrahão




sábado, 12 de novembro de 2011

Meu aniversário e meu aeon


Meu aniversário e meu aeon



            Hoje fiz aniversário. Muito feliz levei bolo e salgado para um lanche com meus amigos, no escritório de Cléverson, Patrick e Luciano, que degustaram e me presentearam, pela data mais do que mágica, 11/11/11, e assim recebi presentes interessantes, entre estes um livro sobre misticismo, um vale DVD e uma caixa porta-caneta. Não me importo muito com minha idade, uma vez que minha alma não tem idade, ou que deve ter em torno de 18.000.000 de anos, deste que recebi essa forma humana, ainda antes sem seu corpo físico (em terceira raça, segundo teosofistas), e hoje já terminando a quinta raça raiz para adentrar na sexta, próximo a mais um cataclismo (dentre alguns que já aconteceram na história universal) e que alguns entendem o fim do mundo de 2012 (na verdade 2026, 14 anos de erro no calendário Maia...), que parece ser mais uma alteração de eixo da Terra, modificando assim o clima mundial (o que já ocorreu uma vez na Era Glacial e seu fim...). Mas fiz 30 anos, ou melhor, meu ego nesse mundo e com o nome de nascimento, etc. Meu eu superior talvez tenha a idade do aeon, dessa Era que iniciamos em algum período dentro de 100 anos, e que já provocou mudanças em nossa sociedade, em especial a tecnológica, com a terceira onda (após a primeira agrícola e a segunda industrial). Sou assim representante de meu tempo, de meu aeon, da energia que move todas as coisas, da palavra que ganha vida (ou o mantra).
            Não nasci em vão. Um grande homem surgiu em 11/11/1981, nesse tempo que iniciava um período Plutoniano, logo superior e impessoal, de alterações de concepções morais, e que na data 11 indicava o dia relacionado a mestres e conferencistas, ou mesmo a um sacerdote, como indica em seu livro de magia, Papus. Sou serpente e dragão (de sabedoria), e assim partilho da energia da Mãe Cósmica e Virgem (que pisa a minha cabeça, ou dá entendimento, uma vez Bina na cabala ), ou das águas por onde planou o Espírito (Santo) de Deus (inteligência/Hochma na cabala ), conforme sintonia entre livro de Gênese e Apocalipse bíblicos (em interpretação mística...). Mas o que é o 11? É o número mágico por excelência, uma vez ABRAHADABRA possui onze letras (ou cinco A.A.A.A.A.=V.V.V.V.V.=pentagrama, estrela de 5 pontas). Também a “árvore da ciência do bem e do mal” da cabala possui 11 esferas (a da vida possui 10). Isso tudo representa o Universo e a minha pessoa (e de qualquer pessoa que tenha consciência …). Jesus (Yeheshuah) também é um pentagrammaton, ou o Espírito que encarna na matéria (para nos salvar da morte, perdição espiritual), representado por certos gnósticos como a serpente (de metal ou bronze), que usou Moisés para não ser atingido pelo veneno, colocada numa estaca (cruz).
            Também o 11 é uma forma outra para 2 (1+1), o que revela uma outra forma para união, união diferente. Certas escolas místicas interpretam isso como diversidade sexual, mas isso não parece ser um indicativo convincente. Também a data de 11 de novembro leva ao signo de Escorpião (outra forma para serpente), e que na Bíblia é indicado como a terra do Egito, e mesmo poderíamos descobrir que o escorpião vive bem no deserto (também em túmulos). Vida-morte, ou melhor, sexo e transformação é o segredo do símbolo. Mas como astrólogo sei que escorpianos e a influência desse signo em outros signos (por ascendente, Vênus em seu signo, Lua em seu signo etc), faz dois extremos: o sensual, onde o sexo se torna o motivo de sua existência – e o sacerdote ou místico, onde isso é transformado em algo sutil ou mesmo desenvolvidos sentidos secretos (pela kundalini desperta). No tarô ainda 11 é a força, que na verdade é o autocontrole de forças interiores. Também contao com forças espirituais. No de Crowley é a carta da luxúria, com Babalon sobre a Besta, ou representando os signos de Aquário e Leão.
            Na China explodiu o número de casamentos hoje e que fez os cartórios passarem a noite fazendo registros. Outra coisa meio estranha é que 2011 não é 11, logo isso parece mais um fato que tem de ser analisado em contexto maior, como a que planeta rege o ano e se em 100 anos haverá a mesma energia, o que não ocorre. Logo esses muitos chineses que se casam hoje não terão o hieros gamos (casamento sagrado) que esperam, nem a sorte é uma coisa tão simples (se não todo mundo ganharia em loteria..). Por certo teriam de se ver as crianças que hoje nasceram, não as pessoas que casaram. Sempre se revela por fim a distância entre o sábio e entre os profanos, que na superstição procuram datas e segredos que não compreendem, e que fazem modas para coisas que podem ter sim um mistério mágico verdadeiro, mas que desconhecem. E meu aniversário é assim uma data especial quando o saber me leva a entender isso, pois do contrário seria apenas mais uma data, entre 365 do ano, ou 36.500 em cem anos, o que não revelaria grande importância, haja vista que o que faz o homem sábio não é esse mundo, mas um outro mundo, metafísico e bem mais velho em idade e em número de nascimentos para suas individualidades (Atmas, Budhis...).
           

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Caso de menino que mata a professora sob vista ocultista

Caso do menino que mata a professora sob vista ocultista

Mariano Soltys




            Na medida em que você se preocupa com uma coisa, você atrai essa coisa, seja normal ou sobrenatural. Presenciamos recentemente um caso misterioso de um menino de 10 anos que leva a arma do pai para a escola, saca em sala de aula, atira na professora pelas costas, e saindo da sala atira contra si mesmo. Relatos de amigos e testemunhas atestam que a família do menino é religiosa, muito correta e que este era um anjo, tirava boas notas e nunca teve qualquer problema disciplinar. Um tanto quieto somente. A professora sobreviveu, talvez pela imperícia do menino.
         De longe me pareceu um estado de possessão demoníaca ou alguma personalidade intrusa do plano espiritual, que usou do menino. O laço astral talvez se explique em dívida de outra existência, e o ambiente religioso (onde às vezes se fala muito em demônio...) pode ter sido local propício para atrair velha companhia da alma do menino (que talvez já estivesse desprotegido espiritualmente). Fato é que nada se faz sem permissão de leis maiores e causalidades que não compreendemos. O menino não fez o crime, acredito. Vejo que ou era uma espécie de entidade vampírica ou mesmo um cascão astral, o que nos aparece muitas vezes em fantasmas. Tais seres, muitas vezes, têm ligação com pessoas que fazem acordos em outras vidas, para qualquer finalidade, e isso pode ter sido em Idade Média, ou por dívida meterial, inventários etc. O menino possivelmente tinha essa dívida, apesar de agora ser garoto inocente, filho de bons pais e com uma religião positiva.
         Falar muito em algo atrai esse algo, não bane ou exorciza.  A mente projeta pelo subconsciente energias negativas e primitivas, muitas talvez provenientes de sistema límbico e reptiliano, fases cerebrais anteriores ao nosso córtex, de pensamento racional. Como todos têm essa “herança”, o perigo é que se desperte de forma inconsciente esses “demônios” da maldade, que têm personalidade que parece independente (assim como alucinações). Mas isso não precisa vir em visões, mediunidade ou possessões. O simples pensamento negativo parece  ser uma influência desses seres ou de um sistema primitivo, que deseja morte, sangue, sacrifício etc. O menino além de ouvir essa “voz sinistra”, parece que foi sugestionado quase em hipnose para fazer o que fez.
         Outro fator é também espiritual e envolve encarnações passadas: a professora deve ter tido um laço em outra vida, muito forte com o menino – talvez ele foi a vítima da outra vez. Isso é uma roda que continua e continua, a não ser que se perdoe, perdoe mesmo, jurando em Cristo, para Deus, do fundo do coração, para que se rompa esse laço espiritual negativo. Grande parte de casamentos com muitas brigas, inimizades de familiares, vizinhos, crimes, se deve mais por vidas passadas e ódio inconsciente que qualquer motivo real, justificável, presente. Perceba bem alguém que não vai com a cara de outra pessoa – ela apenas te dirá que não gosta, e pronto. Aqui isso foi multiplicado por mil vezes, e o menino ainda foi alimentado pela entidade sinistra, que numa personalidade totalmente contrária a ele, fez com que ele fizesse tudo isso sem mover-se com consciência.
         Existem casos de crianças cruéis e criminosas. Esses casos aparecem muito facilmente, pois estas judiam de animais, batem em outras crianças até sangrar, falam palavrões e assim por diante. Fato é que esse menino era quieto demais, e talvez isso denuncie que ele ouvia vozes, assim não podendo falar com os “outros”. Mas um menino bom. Não é raro em crimes alguém falar que ouvia vozes ordenando para matar, matar.  Isso passa batido muitas vezes e se diagnostica como esquizofrenia, psicose etc, mas ainda envolve fator paranormal e oculto, mesmo explicado por uma linguagem ocultista. Sair de si é muitas vezes o relato mais frequente em tais casos. Pessoas em bares, festas, brigas, torcidas de futebol.. etc, tudo isso ainda indica uma forma-pensamento que faz muitos agirem de forma imoral ou criminosa. Forças ocultas estão nessa dinâmica, e cada vez mais a sociedade e sua ciência não conseguirão explicar essas “fatalidades”. Chamar demais algo não é brincadeira, e isso em época medieval era feito por  pessoas preparadas (exorcistas), não por qualquer um. Abrir faixas inferiores do subconsciente acaba por revelar “demônios” que podem mesmo, roubar, matar, destruir, e isso em qualquer pessoa (mesmo criança) que sirva de meio para eles agirem, de “médium”.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As coisas melhoram

                                     As coisas melhoram



                Penitência é uma grande prova mística. O sofrimento para a maioria das pessoas é contudo algo que elas afastam e repudiam. Uma crise econômica, como a que presenciamos atualmente, bem como uma dificuldade pessoal em várias áreas da vida, fazem de nós pessoas melhores. Não é à toa que o filósofo Nietzsche desejava dificuldades para os amigos. Não sei se ficaria bravo se me desejassem algo ruim, haja vista já estar meio que vacinado contra o vírus do fracasso. Mas as coisas melhoram, e a sabedoria dos antigos já me ensinou através de uma astrologia judiciária, que não há fases comuns das energias dos planetas nas pessoas, mas que cada uma é singular de acordo com seu céu, da sua identidade nesse sentido, mapa natal.
            Vivemos em um tempo de pouco esforço, mas de muito conforto. Não percebemos, mas até onde nossos antepassados tiveram de trabalhar para que a sociedade chegasse à comodidade em qual nos encontramos? Não vivemos crises, apenas temos lutas mais serenas em comparação aqueles que enfrentaram guerras no passado, trabalhos forçados, fome, dor e tudo o mais, isso inserido em nossa memória do DNA, em nosso átomo semente do Corpo Vital. Ademais, na memória da natureza. A garoa me encobre e esconde minha alma, mas minha alma é tão maravilhosa que apenas molha sua vestimenta, algo acessório, um acidente. A substância continua maravilhosa, sou grandioso, só a coroa moral me pertence.
            Outrossim, a crise de um negócio faz o mesmo não ser rentável nem a curto e nem a longo prazo. Vácuos de relacionamentos, bens de consumo nunca comprados, felicidades tardias. Não vejo que isso tudo seja de todo ruim, uma vez que aprendo que a vida é uma grande complexidade, e que se hoje está uma pessoa na sarjeta existencial, amanhã se encontrará no sucesso da fama. Dinheiro e alegrias. Li hoje em um texto judaico místico que toda a riqueza é de Deus, e que quem a tiver tem de compartilhar com a comunidade. Nunca tive tão próximo desse conceito, e talvez isso seja uma maior caridade, na esteira de Kant, uma moral da intenção, mais do que do mero ato.
            Aqui há umidade e humildade. Vejo que devemos compreender que não nascemos para sermos mimados na escola da vida, que a tal bênção e prosperidade vem mais para quem está na presença do divino (Shekinah) e naquele que age com justiça. Mas e porque sofre quem agem corretamente? É que as forças cósmicas e leis seguem um ritmo (princípio hermético), e que alguns antigos tentaram compreender essas forças (seja por astrologia, i ching, tarô, cabala, Bíblia etc), de modo que a vida de cada um se reveste de uma complexidade semelhante às estrelas do céu, e que prever certas coisas é possível, mas não tudo. O que importa não é prever, mas compreender que as energias de cada tempo são propícias a determinadas obras.
            Mas as coisas melhoram, eu garanto. Talvez isso faça parte do nosso tempo (fim da órbita e ano solar – 2012...), e mesmo o fim do tempo de cada um, e para mim esse ano 7 (espiritualidade/sabedoria/solidão) que me acompanha. Israel ficou 40 anos no deserto, Jesus 40 dias e assim por diante. Não foram glorificados? E não seríamos todos nós planetas em órbitas que em momento certo estão visíveis, esplendorosos, e em outro momento ocultos, eclipsados? Mas como um ocultista entendo planetas como seres, entidades com espírito e inteligência, de onde forma adaptados os 12 bíblicos, sejam tribos, apóstolos etc. as coisas melhoram pois cada energia, seja de guerra/marte, saturno/dificuldade, etc, tem seu tempo de influência, e isso nada tem a ver com a idade de cada homem, se ele fez sua obra em juventude ou não, pois ele pode ser dono de seu destino, mas jamais das forças cósmicas e das leis que regem seu destino.