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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Poder e Segredo

Poder e segredo


Além do poder que conhecemos,de presidentes da república, existe um poder oculto. Esse é o governo oculto do mundo, pela Grande Fraternidade Branca. Os poderes não podem abusar, e se houver perigo ao universo, haverá interferência externa, ainda desconhecida da humanidade.
Grandes civilizações desapareceram da história sem pistas. Assim pode acontecer a impérios que abusem de seu poder, em qualquer tempo. Em prol da totalidade se pode sacrificar o desajustado. Assim ocorreu com Sodoma e Gomorra, bem como com a Atlântida.
Tudo se encaminha parta um governo mundial, haja feita as barreiras de nacionalidade se romperem com comunidades, como o exemplo da europeia. Fato é que entre países da América latina ainda há diferenças, não conseguindo nem um livre comércio, quem dirá uma integração. Mas o governo mundial será um poder acima de soberanias, para evitar tiranias.
A história segue ciclos e nenhum poder humano e material parece eterno. Impérios nascem, crescem, envelhecem e morrem. Acaba sendo uma história como Giambattista Vico entendia, em três fases: deuses, heróis e humanos. Também o ponto de mutação de Fridjof Capra trouxe à tona um oculto no poder.
O poder da propaganda é um poder político oculto. Símbolos e frases de efeito muitas vezes seduzem para o falso. A imagem de governante humilde, de esquerda, trabalhador,  é uma dessas falsidades.
Segundo Homero o poder da multidão pé loucura, e na verdade reis são pastores do povo.
Em um livro chamado “História das doutrinas políticas”, de Mosca Gaetano, fala de uma classe política, de modo que o poder começou com o chefe varão mais forte ou com caçador mais hábil. Os segredos das artes sempre existiram, a exemplo das corporações de ofício e ordem de cavaleiros. 
Mesmo em Israel houve reis poderosos e sábios, como Salomão, que conhecia outras religiões e práticas ocultas, e mesmo um tirano como Abimeleque, que exterminava seus irmãos. OP segredo parece que ficou muito na cabala e nos curandeiros chamados de baal-shem-tov, os mestres do Nome de Deus. As pragas do Egito foi uma clara forma de uso desse poder oculto na política.
No livro chamado “A elite do poder” de Wright Mills,  fala que o governo é da aristocracia, dos ricos e se faz pelas celebridades, e se faz pelos meios de comunicação em massa. A tinta da imprensa substituiu o sangue azul. E a mídia escolhe e cria as celebridades. 58% homens de negócios e 7%religiosos ou sindicalistas.
Fato é que todo o país tem um governante angélico, um anjo próprio. Assim mesmo que as coisas estejam confusas, a inspiração dessa entidade operará em seus governantes.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Fantasmas de vivos


Certos fenômenos pesquisados pela parapsicologia revelam que fantasmas podem surgir de vivos, através de uma fantasmogênese do que parece ser uma projeção psíquica de um paranormal. Também o ocultismo revela que o mago pode trabalhar com uma criação mental sua e fazer que esse ente quase material ou vaporoso se manifeste à distância, o que alguns entendem erroneamente sempre como espíritos de mortos ou desencarnados. Isso sem falar que muitos desses espíritos são na verdade elementais e cascas astrais da memória de pessoas que sim, morreram, mas que não mais possuem controle sobre esse “defunto” espiritual. Mas a projeção dessa contraparte vaporosa ou ectoplasmática já foi estudada e provada em muito em “materializações”, algumas até fotografadas, e também o espiritismo contribuiu muito com esses fenômenos. Os elementais usam da personalidade dos mortos, em ocultismo. Mas voltando a parapsicologia, percebemos que o ectoplasma é um fluido vital que se projeta do paranormal e pode fazer proezas. Isso em não só imitar partes do corpo, como o corpo inteiro, à alguma distância do sensitivo. Mas os fantasmas se devem muitos a vivos porque sempre ou quase projetamos em sonho nosso corpo astral, e assim ele nem sempre é invisível. Também em filmagens e fotografias vemos com mais frequência essas aparições, apesar de ali poder ser ideoplasmia, um outro fenômeno, de projeção do pensamento na fotografia ou vídeo. Mas se falarmos em um paranormal que não sabe, e o mesmo projeta de forma psíquica em algum lugar o seu ectoplasma, formando a imagem de si mesmo ou de outra personalidade, vemos que isso não constitui espírito de morto. Também que o local pode ainda guardar uma memória de acontecimento traumático, repetindo esse fato de forma padronizada, sendo percebido pelos mais sensíveis. Isso também constitui fenômeno paranormal. Mas o mundo astral é vasto na forma de seres, aqui apenas restando que o paranormal pode criar algo e projetar, e que isso surge dele mesmo, e não de um mundo do além ou mesmo extraterrestre.

 (Trecho de livro meu)





terça-feira, 13 de novembro de 2012

Filosofia Medieval

FILOSOFIA MEDIEVAL




Vemos no período chamado das trevas alguma produção teórica, mesmo que seja numa teologia desvirtuada, seja em criação de máquinas, mesmo que para uso duvidosos como para a questão, na Inquisição, através de tortura.
O período medieval tentou conciliar razão e a fé, tendo em Santo Agostinho o grande defensor desse crer para compreender.
A filosofia assim se tornou apenas uma serva da religião, ou da teologia. Vemos que mesmo assim temos uma boa reflexão sobre a metafísica, sobre Platão e Aristóteles, que são cristianizados em, suas teorias metafísicas. Nietzsche chegou a falar que o cristianismo não passava de um platonismo para o povo, talvez se referindo a esse período.
Tomás de Aquino também concilia a razão e a fé, e leva Aristóteles a uma sintonia com cristianismo. Ele prova a existência de Deus pela causalidade. A natureza seria a ordem das coisas, e Deus a primeira causa de tudo. Vemos que ele discorria muito também sobre anjos. Também distingue Estado de Igreja, o que é produtivo para posterior secularização do mesmo Estado. E a felicidade segundo ele está unicamente na contemplação da verdade, não em bens materiais ou no corpo, diversamente de nosso atual tempo, onde se investe mais que tudo em estética, sendo o Brasil um dos campeões mundiais nesse sentido.
No fim da Idade Média surge a imprensa, e dessa forma se pode propagar mais o conhecimento teórico e filosófico. Acontece que enquanto no oriente serviu para orações budistas e taoistas, no ocidente de início não emplacou a impressão de livros, existindo antes as cartas de jogo ou adivinhação, o tarô. Com a impressão se multiplicou o acesso e o público no aceso ao conhecimento, que antes era bem restrito.
A descoberta do Novo Mundo também quebrou em muito as noções de Ptolomeu e das Sagradas Escrituras, se tomadas no sentido literal. Com colombo houve uma revolução, uma verdadeira viagem espacial. Uma nova história e geografia surgia.
Também circulou a obra de Flávio Josepho, o que revelou a história judaica, entes desconhecida em muito. Isso era positivo, porque revelava também a história dos primeiros cristãos, e ainda era uma prova da existência e obras de Jesus de uma outra fonte, fora o que dizia a Igreja. Muita coisa escrita por Paulo foi corrigida.
A Vulgata estava com erros de tradução, descobertos por Lorenzo Valla, tal trabalho descoberto por Erasmo.
Acontece que era analfabeta a maioria da população, e de pouco adiantaria tantos livros e escritos impressos.


Vendas de livros se davam através de viajantes, e famosa foi a feira de Frankfurt. A alfabetização se dava muito em meios Calvinistas. Mas o livro estava muito caro, e na prática se pirateava e copiava, sendo que até Galileu usou de tal expediente.
Vemos além da tradução da Bíblia, a obra filosófica de Erasmo de Rotterdã, como destaque filosófico e de best seller da época, com seu Elogio a Loucura (ou da estultice), obra polêmica e com grande humor, fácil de se popularizar.
A obra mais vendida e popular na época foi Prognósticos, do médico João Lichtenberg, que se tratava de um livro sobre previsões, estrelas e destino do mundo. Falava sobre o anticristo e outras coisas. Chegou esse livro apocalíptico a ter 14 edições em alemão na época, período que seria descoberto o Brasil.
Outra obra que tomou fama com filme recente e que é medieval, é o “Martelo das Bruxas” (Jacob Sprenger), que serviu de manual para a caçada dessas mulheres, ou daquelas que eram suspeitas, que eram muitas. Era um manual de inquisidores. Vi um filme esses dias sobre Francisco Goya que retratavíra bem como eram tratadas as mulheres frende a obsessão de se perder o poder.
Isso sem falar em escritos de feitiçaria, grimórios, que misturavam o fantástico da época a criatividade artística e um pouco de cabalismo popular, com sabedoria pagã que se popularizou.
E Vesalius com suas obras de anatomia.
Também se vê na Divina Comédia, de Dante Aliguieri uma obra prima que concilia a poesia a uma filosofia de época. Assim coloca em choque a sabedoria dos homens e a sabedoria de Deus, condenado todas as quimeras e abusos de poder nos círculos do inferno. Há grande conhecimento da cultura pagã e mitologia nessa obra também.
Vemos Ockhan, Alberto Magno, Anselmo, Scotus e tantos outros que filosofaram nesse período.
Destaque fica a Péricles Prade, filósofo e poeta de Florianópolis, que trata do tema da filosofia medieval e renascentista, e em especial da alquimia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cemitério e sua face oculta


Cemitério e sua face oculta



Cemitério vem da palavra grega que significava dormitório. Um amigo esotérico Andranamum) disse que significa semi-etérico, e ele vê inúmeros elementais e espíritos nesse local. Desta feita, quem cuida dos restos mortais são seres chamados de gnomos, e quase sempre rodeiam cemitérios com seus pontudos chapéus e barbas longas, semelhantes de papai-noel. Um foi inclusive fotografado na Argentina. O caixão era um barco e servia para guiar o morto no Hades (céu ou inferno), a fim de atravessar o rio que lá havia.
Mas o cemitério é muito útil, por ser uma referência a transição dimensional, e local de contato de diversas entidades. Seu guardião segundo a Umbanda é Calunga, e certos espíritos da linha de Exu's também guardam esses locais, além de os habitar, sendo os espíritos de aura vermelha. Diferem de demônios, mas quase sempre são confundidos com estes, por seus hábitos demasiado humanos, como gostos em relação a sexualidade, violência e bebidas.
Há quem fique com medo da morte, e veja no cemitério um local assustador. Vemos que a morte é natural, e observando esse 2 de Novembro se percebe que a vida renasce, tamanho o número de crianças que vêm junto a pais ao local de descanso. As almas assim necessitam de orações, de perdões e até missas, e muitas vezes isso em nosso atual tempo materialista é deixado de lado, de forma equivocada. Em muitos túmulos o clarividente consegue ver o corpo sutil do falecido flutuando, e até que se dissolva seu veículo material, fica esse “fantasma” de certa forma existente. Também no misticismo afro se chama de eguns os espíritos dos mortos, para diferenciar dos desencarnados humanos.
Vemos então que muitos desses seres do invisível, e que rodeiam cemitérios são na verdade elementais ou cascões do astral, os corpos energéticos muito apegados a corporeidade. Por isso de se assemelharem a ventos frios (sílfides), a alguma luz ou fogo (salamandras) e mesmo a mofos e marcas na terra (gnomos) ou umidade (ondinas). Talvez por eu compreender tanto a morte, seja para mim algo natural, e digo que estou preparado para esse momento. Somente temo as pessoas que amo e que ainda terei em relacionamento, o que gera sofrimento. Isso me aproximou a me avizinhar desse portal para a grande iniciação, que leva ao mundo verdadeiro, o espiritual e eterno, que temos um prelúdio nos sonhos, quando conscientes.
Vemos a vida que pulula e diversas famílias e casais passeando no cemitério, então a vida forma um ciclo, onde tudo se alimenta, onde a matéria exige uma renovação, haja vista a carne não herdar o Reino dos Céus. Então fico feliz em ter essa visa calma e espero ter contatos atômicos, seja com elementais, espíritos ou quem vier, guardando sempre respeito com esse local e pedindo autorização para ali adentrar. Também sempre protegido e evitando o excesso de sua frequência, e hoje eu aconselharia ao povo efetuar algum banho de sal grosso ou limpeza com incenso ou ervas. Finados é um portal para contatos com esse plano da quinta dimensão, mas não devemos confundir com a quarta (elemental), que se refere a outros seres do mundo invisível. Não se precisa falar que o local tem alto potencial mágico, e que em mãos erradas pode gerar grande mal. Mas uma oração e respeito, e o dormitório de nossos entes queridos está sempre guardado.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Fraternidade Branca


A Fraternidade Branca é universalizante, inclusiva e por fim estimula ao desenvolvimento do livre pensador. Une as diferenças e estimula a tolerância e diversidade. Não é religião e nem política, mas tem membros políticos e religiosos. Na verdade é ela que estimula a participação, pois alguém precisa comandar.
Na Fraternidade Branca há a busca da evolução social e esta pode ser mal vista por tradicionalistas, bem como por fundamentalistas, assim revela que a mesma não tem dogma ou fundamentalismo.
Forma assim uma rede ou teia de ralações mais ampla que outros segmentos e instituições, colaborando com diálogos inter-religiosos e interpartidários, além de secularizando o governo.
Faz ainda a síntese do conhecimento antigo, das ciências ocultas e assim pode ser mal vista. Agrega assim diversas ordens de cavalaria, filosóficas. Também soma os saberes da renascença e do iluminismo, não afastando conhecimentos pagãos de seus saberes.
Tem na verdade seu foco, seja qual for a verdade, derrube ou não os dogmas há milênios defendidos. Também ensino como a cabala e tantos outros estão bem presentes nela, a teosofia e uma série de conhecimentos elevados e místicos.
Também a critica que ficou por parte de alguns é de não mais se ter a devida seleção para o ingresso, bem como seus encontros terem virado mais jantares que trocas para a evolução moral. Outra crítica é de se ter tornado demasiado materialista, perdendo um pouco de sua origem mística.
De início era uma só dividindo-se em duas. Uma foi para o campo mais místico e outra para o material ou econômico. Muitos integram ambas as fraternidades.
Reflete a Fraternidade Branca os mistérios solares, bem como segredos do funcionamento do universo, bem como as potencialidades humanas, a fim de desenvolver sua qualidade de vida.
A Fraternidade Branca reflete em plano visível o que a Grande Fraternidade Branca é no invisível. A GFB tem em seu meio os grandes mestres da humanidade, auxiliando de forma impessoal e não podendo ser invocados ou canalizados. Tal ajuda a evolução da humanidade, progresso em ciências e descobertas.
Por fim, vemos pessoas de grande notoriedade integrando a Fraternidade Branca, como políticos, artistas, atletas, advogados, médicos, juízes, delegados etc. Isso não significa algo demoníaco, porque justamente a busca da luz é o contrário de qualquer objetivo mesquinho. Claro que a proteção entre irmãos é bem maior que a quem não faz parte dessa ordem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A economia, a religião e a política

  A economia, a religião e a política 

Há a evolução de um darwinismo biológico para um darwinismo legal. A religião protege o mais fraco, pois é o doente que precisa de médico, não os outros. Vemos que o que parece bonito em nossa Constituição Federal, e mesmo idealista e utópico, é apenas uma máscara para a lei dos mais fortes, ou mais espertos. A política revela bem esse modus vivendi. Falou Marx que: “Aos economistas burgueses parece-lhes que a produção funciona melhor com a polícia moderna do que, por exemplo, com a aplicação da lei do mais forte. Esquecem-se apenas de que a ‘lei do mais forte’ também constitui um direito e que é esse direito que sobrevive, com outra forma, naquilo a que chamam ‘Estado de direito’”.
Disse o anarquista Bakunin que: “O governo pela ciência torna-se tão impossível quanto o do direito divino, o do dinheiro ou da força brutal. Todos os poderes são, doravante, submetidos a uma crítica implacável. Homens nos quais nasceu o sentimento de igualdade não se deixam mais governar, aprendem a governar a eles mesmos”. Contrariamente, vemos que desacreditando já da igualdade formal e legal, vemos que aquela que se aproxima da realidade também esta apenas numa Utopia de Morus ou Cidade do Sol de Companela, senão na cidade de Agostinho de Hipona. E disse "a justiça humana substituirá a justiça divina" (Deus e o Estado). Vemos que pelo contrário, onde a justiça humana falha resta apenas a justiça divina para nos acolher.
Ademais, disse Erick Fromm que “O homem privilegiado, seja política, seja economicamente, é um homem depravado de espírito e de coração. Eis uma lei social que não admite nenhuma exceção e que se aplica tanto a nações inteiras quanto às classes, companhias e indivíduos. E a lei da igualdade, condição suprema da liberdade e da humanidade.” “um mínimo de satisfação deve ser proporcionado aos que são governados”. (O dogma de Cristo e outros ensaios). De certa modo a pessoa procura pela religião uma satisfação, não apenas de salvação, mas também do aqui e agora, satisfeito economicamente. E essa prática se constitui em uma política, em uma interação na cidade ou Estado.
Essa economia muitas vezes não está apenas na política partidária, mas está em uma série de atividades sociais, de grêmios desportivos a fraternidades, e cada vez mais vemos a força do conjunto. Na época do individualismo liberal se vê por outro lado um socialismo incógnito. Vemos que a maioria elege, e essa maioria não se constitui dos donos dos meios de produção. Há um sistema de pesos e medidas, de moderação, como se a democracia em si fosse o poder moderador. E a religião se constitui muitas vezes a veste existencial daqueles seres para que evitem a angústia.
Na obra “As 48 leis do poder” de Robert Greene e Joost Elfers, se diz na sétima: “FAÇA COM QUE OS OUTROS TRABALHAREM POR VOCÊ MAS SEMPRE FIQUE COM O CRÉDITO”. Nada mais certo que isto para alguns, pois a fama fica com um sacerdote ou representante político, mas quem trabalha é o servidor e aqueles missionários, que têm contato direto com o povo. Ficar com o crédito da vitória é fácil para um líder militar, mas se ele não estava no campo de batalha, não é honrado de tal crédito. Diz uma das leis para evitar o azarado e infeliz.
A religião tem a função de unir os homens, mas o defeito de unir aqueles que se assemelham. Já a fraternidade ou uma associação desportiva une pessoa de diferentes credos, auxiliando a maior amplitude de contatos, assim para a política se resumindo em mais votos e em mais oportunidade econômica. Na medida em que se restringe o acesso, bem como onde não se há um foco material, fica excluída em parte a oportunidade econômica. Mas Satanás ofereceu a Jesus todos os reinos desse mundo, ele não aceitando. Então a salvação espiritual é prejudicada por demasiado apego, bem como todos os vícios são armadilhas de Satanás.


Excerto para programa de filosofia na rádio Liberdade FM, 87,9, que apresenta junto a filósofo Dr. Cléverson Israel Minikovsky

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Espiritualidade difamada

Espiritualidade difamada


            Estranho como tradições santas e puras do oriente passam ao ocidente como espécie de prostituição ou mercantilismo. Mesmo em sociedades secretas já ouvi essa queixa, por parte de amigo e frequentador curioso que ingressou em uma onde havia sex magick. O mesmo vemos com a tradição do tantra, que passou aqui como sinônimo de sexualidade espiritualizada, mas que requer iniciação e extremo controle, o que nem de longe os operadores ocidentais suportariam. Isso também ocorre com outras espiritualidades, com interesses obscuros por traz do que antes servia a um contato com o Divino, com Deus ou a Deusa.
            Mas o tantra virou marca de DVD erótico, e vemos em um holismo algo bem distante do que o discipulado com mestres legítimos proporcionava. A tradição tântrica tem toda uma filosofia teórica e só muito distante estaria a prática no sentido corporal, que para muitos gurus é somente prática de mão esquerda, nunca algo de verdadeiro caminho de luz. Ao ocidente isso veio muito pela Gnose, e mais recentemente por fraternidades de iniciação, muitas que vieram do espaço norteamericano. Assim como religiões cristãs norteamericanas que acabaram com um culto indígena brasileiro e sua cultura, desde 1953, vemos que atualmente se quer por outro meio acabar com a legítima espiritualidade hindu.
            Tudo está à venda. Quando um verdadeiro adepto existe, ele deve ficar no total anonimato, para não se ver engolido pelo Satanás mercantilista, ou por uma espécie de Era de Kali, cada vez mais poderosa em nosso tempo. O excesso de liberdade proporcionou essa confusão, verdadeira prostituição não legítima. Verdadeiro caminho só parece perdurar com iniciação, talvez até individual e com nem um passo em falso, pois caminhos alternativos geram toda uma sorte de caos desnecessários. A não ser que seja caoismo, o que seria isso mesmo, um “tudo é permitido”, meio perigoso.
            Mas tanto o tantra, como o taoismo, estão presentes na America do Norte e aqui vêm meio que por influência dessa cultura, trazendo consigo certa libertinagem Cult e envolvendo uma classe média que se amplia. O mesmo se diga das igrejas cristãs populares, que enriqueceram por agora não serem mais tanto populares, por a classe média estar colocando o dízimo acima da fé desinteressada. As doutrinas são transformadas em heresias, claras heresias.
            Assim, apesar das propagandas tentadoras, deve o buscador ficar alerta que não é fácil um caminho verdadeiramente tântrico, ou mesmo gnóstico de mão direita. Também não ache o cristão que terá tudo dado de mãos beijadas, sem antes se humilhar a lavar os pés do mestre Jesus e dos seus irmãos. Nosso tempo prefere a porta larga, e cada vez está mais longe da porta estreita. Isso faz da espiritualidade algo prostituído, que nem mesmo Lilith sonharia, que judeus chamavam de rainha dos abortos e perversões. Por fim, esses caminhos tortuosos são formas de nos testar para que encontremos o caminho verdadeiro, seja em qual “morada” do Pai se encontre.  

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Filosofia da Linguagem

Filosofia da linguagem


A linguagem é mais do que se imagina. Gotlob Frege fala no problema da igualdade. Assim defende que é relação de sinais ou nomes. Para tanto, cita entendimento kantiano que se a=a nos leva a algo a priori, enquanto a=b, não. Assim, a relação de uma coisa consigo mesma e a relação que não se dá entre distintas.
Para Wittgenstein a linguagem deveria temer dar um mesmo nome para um mesmo objeto, e nunca para objetos distintos. A maior parte de proposições de filósofos vem da lógica da linguagem não compreendida. Fala-se sem sentido. Fazemos figuras dos fatos. Por outro lado, ondas sonoras e notação musical são exemplos de símbolos que não correspondem a fatos. Segundo Wittgentein, ainda, a filosofia não interpreta, apenas clarifica. E o universo de cada um seria a sua linguagem.
O fisicalismo de Carnap nos leva a diminuir a filosofia como matéria independente e aumenta o poderio da física. “Linguagem unitária para evitar a dispersão da ciência”. Qual seria essa linguagem unitária? Já para Deleuze, Wittgenstein teria estragado a filosofia. Outrossim, para Nietzsche: “Não existem fatos, existem somente interpretações de fatos”. Já para Pierce, o homem é um signo. Fala ainda em sua doutrina de primeiridade, secundidade e terceiridade.
Uma dupla negação constitui uma afirmação? ~~P =P? Posso falar, “não, não quero...” e isso significa que reforço o não. Porém, se eu falar que “nego negar a verdade”, posso estar falando que a afirmo. Pode ser o giro que volta ao mesmo lugar. Mas será o rio atravessado duas vezes o mesmo rio, se lembramos de Heráclito? A própria linguagem não seria uma metáfora?
O “Circulo de Viena” distinguiu a ciência da metafísica, e criou método para fazer essa distinção. O absurdo é que quando pensamos na filosofia e na ciência, sabemos que seu início se deu pelo que não era verificável, e que apenas após se começou a se verificar com o avanço tecnológico, como a questão do átomo e celular. A filosofia como uma semiótica: com sintaxe, semântica e pragmática. Parece que desejaram transformar a sabedoria em uma gramática.
Essa semiótica ou teoria do signo já existia desde Platão e Aristóteles. Existiu em ciências, como na medicina, em Galeno e na tecnologia, com a criptografia, criada por Tritemio. Platão na relação entre nome, ideia e coisa, e, Aristóteles entre signo certo, e signo incerto.
A renascença teve uma visão pansemiótica com Paracelso. Usa o homem, princípio interior e estrelas como símbolos para acompanhar Deus na mensagem do mundo. São as assinaturas, que podem ser identificadas no rosto, pela fisionomia (lembro que tenho livro sobre o tema, Fisionomia Oculta), nas mãos por quiromancia, assim como assinatura das estrelas “astrologia”, do fogo, piromancia, água hidromancia.. etc. Tais matéria são mais sintonizadas com ciências ocultas. A doutrina dos augúrios, ainda difundida por Cornélio Agrippa. Aí se vai para a doutrina da cabala e a linguagem volta ao metafísico. Por fim, sou neo-renascentista, nesse sentido.

(Resumo de programa de rádio Filosofia é Liberdade, da rádio comunitária Liberdade FM, 87,9, de São Bento do Sul/SC, apresentado junto a Cléverson Israel Minikovsky)

domingo, 19 de agosto de 2012

Filme Poder além da vida


Filme “Poder além da vida” e a filosofia do aqui e agora


            Ao pegar esse filme na locadora, pensava eu que encontraria algo espírita ou de ficção científica. Não era. Por fim, encontrei uma metanarrativa da intuição que falava para um homem. Esse rapaz vivia uma vida de festa e mulheres, onde seu apartamento era visitado por moças e a bebedeira com amigos era constante, apesar de ser ginasta olímpico. Ainda novo, não havia participado de nenhuma, porém agora pela falta de sono foi comprar algo em posto de gasolina pela madrugada e encontra um senhor misterioso, que lhe dá lições de sabedoria. A vida do rapaz se vê transformada, com novos paradigmas e uma nova cosmovisão. O senhor faz espécie de magia, estando hora no solo e noutro momento no teto do ponto, o que surpreende o rapaz, que vai embora perplexo.
            Vida de muito treino e certa diversão, nada faria o ginasta olímpico mudar a não ser encontrasse alguma crise maior em sua vida. Ele volta ao posto e recebe lições de sabedoria do seu novo amigo mais velho, que parece um pai que o moço não possui. Chama-o de Sócrates e este o ensina de começo perguntando se ele é feliz. Isso me lembrou Aristóteles e mesmo um certo toque de Epicuro, mas por fim o rapaz acabou levando uma vida mais casta, parando de exagerar em seus hábitos e evitando bebida e sexo desenfreado, costume já usual. Assim passa por uma séria de testes de humildade e parece também desenvolver poderes psíquicos, como projeção astral e leitura de pensamentos. Começa a perceber o que amigos pensam, e seu pessimismo revelado. A lição principal é para ele viver o “aqui e agora”, sem mais nada pensar, e assim fazendo consegue se o melhor no instrumento cavalo com alças, um que não era sua especialidade, haja vista amigo ter se contundido.
            Algo inesperado, porém acontece, após a revolta do rapaz com seu mestre, de modo que sofre acidente de moto, após nova farra. Isso nos leva bem a lição de moral, não de viver a vida, mas do excesso. Nenhum excesso e bom, segundo Aristóteles. E muitos filósofos falam na temperança, o que não parecia existir nesse jovem atleta. Assim prestes a ir a Olimpíada,acontece de ele ficar inválido e desenganado pelos médicos. Tenta se suicidar, ao subis na torre de uma igreja. Volta de bengala a procurar apoio e só encontra em seu velho amigo, no Sócrates. Voltou a treinar em argolas que foram construídas em sua residência, e assim com muito esforço consegue dar a volta por cima. Uma lição de vida que reflete o autor do livro e personagem real da história. Nos extras ele fala que ampliou um pouco os diálogos.
O filme nos leva a crer que há algo superior que encontramos na concentração, numa conduta bem afastada daquela da nossa vida moderna, com seu hedonismo desenfreado. E o atleta não compete por medalhas, mas para vencer no seu destino, para viver cada momento como se fosse único, e perceber as coisas cheias de plenitude, a vida que rodeia com suas maravilhas, antes despercebidas. Um bom filme para elevar o astral. Boa fotografia em cenas finais e efeitos de surpresa e de mudança de narrativa, o que dá mais movimento ao drama. Bom para quem gosta de algo diferente e que faça pensar, não apenas para acompanhar a pipoca e refrigerante em divagação irracional. Um atleta sempre revela uma história de superação, mas muitos se desviam do caminho e sofrem grandes quedas, piores que as quedas em sua atividade esportiva. As quedas de espírito são as piores. E viver a totalidade do momento faz com que se perceba o Todo, que dá poder e sucesso.
           

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Raça e racismo

Raça e racismo

Vemos que sob ponto de vista ocultista as quatro letras do nome de DEUS (IEVE ou Javé/Jeová) representam as 4 raças que estariam nos 4 pontos cardeais – Ao norte a raça branca, ao sul a negra, ao leste a amarela e ao oeste a vermelha.
Cada uma dessas raças realizou uma evolução em separado e cada raça possui sistema próprio para se elevar a iluminação. Daí que alguns místicos ocidentais perceberam que alguns sistemas orientais não servem ao homem ocidental, como o exemplo do exercício respiratório usado por Max Heindel.
A Europa caracteriza um continente completo, enquanto os outros são restos de civilizações antigas. Vemos assim as extintas raças atlante e lemuriana, que ainda aparecem em religiões e mitologias, sob histórias de gigantes e de homens que tinham contato íntimo com seres celestes. Em Noé da Bíblia vemos um Atlante, e talvez em uma descrição de guerra de anjos uma forma de descrever lutas entre magos daquela raça. Também, Enoc possivelmente era da raça atlante.
A raça egípcia original era vermelha, e seu remanescente se encontra no Peru. Ambas têm pirâmides, hieróglifos, esfinges e outras características semelhantes.
Quando um continente desaparece na Terra, e uma raça, outro surge em hemisfério oposto. E cada raça passa por fase de infância, juventude, maturidade e velhice.
O racismo se supera por vivermos numa casa comum que é a Terra e principalmente pela cultura, que mostra a diversidade artística a que possuímos e a paz possível. Com as lições de guerras históricas, aprendemos que não é a raça o norte para a salvação. Jesus teria aceitado diferentes raças entre seus discípulos, e os três reis magos seriam de três raças.
A Terra é resultado de 4 planetas cristalizados, e assim surgiram as 4 raças. A raça branca surgiu depois e foi tratada como a escuridão da história por outros povos. A raça branca teria nascido no polo norte.
Em cada planeta habitado, dos sete a que passa uma ronda, há 7 raças raízes e 7 sub-raças, e assim ao fim dessas raças há sempre um cataclismo, uma catástrofe natural, que põe fim a raça. O relato do dilúvio e de certos asteróides falam do fim dessas raças, isso relatado por tradições antigas e iniciáticas. No meu livro Bíblia e misticismo falo dessas 7 raças como os sete Adões.  
O racismo em muito retrata reminiscência arquivadas nos gens de antigas batalha por expansão territorial. Os Cruzados foram e voltaram muito templários, trazendo da raça árabe os conhecimentos ocultos, reprovados pela Igreja.
As primeiras raças dos homens teriam sido de corpo espiritual ou astral, e mesmo outras hermafroditas e nascidos do suor, segundo Vedas.
O racismo está sendo superado à medida que se tem mais conhecimento e que se procura a tolerância. Vemos que a cultura tira o preconceito.

(Excerto de programa de rádio Filosofia é liberdade, que passa aos sábados às 21:40 horas, apresentado junto com Cléverson Israel Minikovsky)