Seja bem vindo, mistico buscador!!!!

Acompanhe minhas postagens e aprenda o caminho para a luz e para o conhecimento oculto



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A serpente e as árvores do paraíso sob o ponto de vista místico

A serpente e as árvores do paraíso sob o ponto de vista místico




         Geralmente se interpreta o sentido desses símbolos retratados no livro do Gênese da Bíblia (ou Bereshit), que se refere ao princípio, de forma meramente literal ou moral. A serpente é assim um espírito do mal, com forma de réptil (dragão?) e as árvores especiais do paraíso, do Éden, são aquela que o homem pode comer os frutos, árvore da vida, e aquela que ele não pode comer, a árvore do conhecimento ou ciência do bem e mal. Longe de uma interpretação meramente literal dessa passagem, ou mesmo meramente moral, vamos propor um sentido místico nesse artigo, uma vez que não somos mais crianças, nem subestimamos os sábios de Israel, ou Moisés.
         Segundo o místico Saint Yves D'Alveidre, o Éden é o tipo imortal das culturas, de um mundo cultivado pelo universo divino. Parece se referir a um plano espiritual, onde habitam os anjos e  reina o sagrado Cristo (AOR, Verbo etc), numa metrópole anterior ao homem, espécie de Kadmon. Adão Kadmon é o arquétipo, modelo de todo o homem e humanidade. Os Elohim entraram em AOR para essa obra. As árvores são a regular, da vida, referente a imortalidade, e a secular, que se refere ao tempo e a ciência. Os quatro rios são quatro ondas de energia astral. A árvore da vida é colhida quando o homem estuda a Bíblia (ou Torá), e a árvore da ciência do mal está ligada a espíritos das trevas, como o adversário (Satan), como Lilith, etc.
         O Adão original é um espírito celeste, relaciona-se ao astral e assim é a relação com a serpente. A serpente, também uma descoberta de Lúcifer/Prometeu/Mercúrio, mensageiro entre céu e terra, essa serpente é Nahash, a luz astral que o homem conheceu antes de “conhecer” Eva, ou Aisha. Sobre a serpente tem um bom material em estilo cabalístico o autor Stanislas de Guaita. Eu mesmo em meu livro Mistério ocultos do amor ofereci a chave secreta a esse mistério, relembrando que a primeira mulher de Adão não foi Eva (Aisha), mas sim uma serpente demônio chamada Lilith, ou Heva, com quem teve filhos espirituais, seres do astral de natureza inferior, como elementais, larvas etc. Também a Aisha teria conhecido uma serpente-demônio chamada Samael, e dessa união resultaria um filho especial, o Caim, que depois mataria seu irmão Abel, o justo (tsadik).
         No Zohar, livro cabalístico onde se comenta a Torá (Bíblia), há a referencia de que o homem culpado esconde sua cabeça e estende os braços, em posição semelhante a serpente. Se refere a má tentação (yetzer hara) que leva o homem a não ser santo, justo (tsadik, benoni), tornando-o um verdadeiro maligno, pecador (Rasha). No Zohar há a referência ao prepúcio ao se referir a essa serpente, e não devemos esquecer da circuncisão, que é sinal de aliança com o Senhor, seja ela física ou espiritual (castidade). Mas o que tem a ver o falo com a serpente? Tudo. Entre gnósticos essa chave está revelada. Pois é a energia sexual que provoca a serpente de fogo (kundalini), tem estreita relação com o sopro da vida, e ainda a má prática, como crime sexual e onanismo cria elementais no astral, os quais podem perturbar as pessoas, ter uma espécie de vida própria (cerca de nove meses). Assim Lúcifer/Prometeu trouxe ao mundo a serpente/fogo sexual/semen/espematozóide para  o homem, o que por mal uso levou-o até a dimensão temporal, queda, mas ao mesmo tempo esse fogo divino do céu leva o mesmo homem a ser criador, gerar filhos físicos e espirituais.  Assim é um mercúrio, um agente sutil. A queda é dimensional e a matéria é substância da dimensão de Malkut. O Espírito Santo é também esse fogo serpentino, despertando seus dons, como os poderes (da kundalini) pelo poder ainda de Cristo, na santidade e retorno ao paraíso (WDN, Éden, modelo de Israel celeste, Reino). O Juízo Final é a destruição dessas bestas criadas pelos homens no mal uso sexual. A árvore não é nada mais que algo gerado por uma semente, e esta vem de boa ou má origem, nada mais.
                  

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Respirar e Pranayama

Respirar e Pranayama




O domínio do pensamento parece ser uma coisa distante para a maioria das pessoas. Também a forma que respiram não parece corresponder a harmonia. Na yôga, porém há exercícios que auxiliam ao domínio de si mesmo, de pensamento, do corpo físico e sutil. Pranayama é técnica que se faz presente nessa obra espiritual, juntamente com asanas (posições corporais), mudras gestos nas mãos), invocação de kundalini, mantras etc.
Primeiro que se deve respirar profundamente. Enquanto o profano respira até a garganta, o iniciado deve respirar até os pés. Pelo respirar tudo pode ser controlado, até o pensamento. Os mantras parecem ser por essência controle de pensamento, mas sem correta respiração não pode encontrar desprendimento de maya, da ilusão dos sentidos e divagações que afastam do Divino.
Sendo o Divino o Todo (Pan), uma unidade onde tudo é tudo e nada é nada, longe da dualidade de nossas concepções, chegando ao nível de Nirvana ou Samadhy. Geralmente os místicos têm o contato simples com visões de santos ou divindades (Dhyana), o que foi já retratado em diversas religiões, inclusive catolicismo. Mas respirar faz o corpo se aquecer, leva a concentração em uma ideia fixa, auxilia na oração e meditação. O começo de toda a boa meditação deve ser por ventura com uma respiração profunda e ritmada. De certo modo, a energia do sol, Prana, está presente nesse contato. Há quem viva com pouco alimento e possa aproveitar dessa energia, pois no ar se encontra a origem de nossa vida (sopro inicial – nephesh). Pode-se dominar a força corporal e a intensificar.
Não acredito que haja sociedade iniciática onde não se leve em conta técnicas de meditação, ou mesmo pranayama. Mesmo que se aconselhe a procurar certo aconchego de um ritual, sanctum, abadia, templo etc, sobra que não há caminho a não ser buscar o alimento dos pulmões. Mas se pode ir além, em exercícios ritmados e com pausa onde o ar é expelido lentamente. Se pode inspirar contando até certo número e fazer o mesmo ao expirar, com uma pausa entre as duas fases, em contagem que pode variar dependendo do objetivo. A intensidade do exercício varia do preparo do yogi ou mago.
Há sociedades secretas que dão especial importância a pranayama, como a O.T.O. (Ordo Templi Orientis), Aurora Dourada, Astrum Argentinum, etc. Vendo um diário mágico (Liber DXXXLX), se percebe que no dia a dia do mago há a prática inevitável desse exercício respiratório, inclusive combinado com outras práticas, como asanas, mudras, concentração, jejum etc. Advém que da prática feita corretamente pode surgir um alterado estado de consciência e um suor especial, curativo. Parece que Crowley deu grande importância a essa prática e a sua influência em muitas ordens secretas abriu portas a diversos ensinamentos orientais, o que antes com Blavatsky era apenas em grande parte divulgado em teoria.
Exercícios de pranayama especiais existem, como a respiração lunar, onde se fecha uma das narinas quando se inspira e se expira pela outra, fechando a outra. Pode-se fazer uma respiração rápida e curta para certo propósito. Já em um livro de parapsicologia há a respiração energizante, onde se deve expirar com força e rapidamente, até esvaziar completamente o pulmão. Uma pessoa adoecida respira com dificuldades, um atleta respira sem ofegar. Outra prática está em se mentalizar uma nuvem dourada de energia entrando pelas narinas, expelindo após alguma nuvem de impurezas. Em tantra enquanto o homem expira a mulher inspira e vice-versa, alternativamente. Um exercício curioso é inspirar fazendo um canudo com a língua, de forma que o ar esfria e a sensação física é mesmo de esfriamento, em um especial estado. Outra prática é ao exalar o ar se emitir o som aaaahhhh..., o que seria uma respiração vital.
O que nos leva ao aspecto místico e mágico dessa especial respiração é que prana é energia vital. E que essa energia se divide em ida, pingala e sushuma, três caminhos levando-nos a pensar na kundalini. Também se relaciona ao aspecto do Sol, nossa fonte de energia principal, verdadeira fera cheia de poder (ou Besta...). Porém, segundo os vedas:
"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."
"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado, o praticante ganha ascendência sobre a morte".
"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo"(Prana Upanishad).
"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão, audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois todos estes sensos são manifestações do Prana.' (Charakha Samhita). (K- Pranayama, tradução de Pássaro da Noite, e-book em www.bookbrasil.com.br, acesso em 15 de novembro de 2009).
De certo modo, percebemos que possivelmente uma divindade, anjo ou ser sutil deve ter ensinado essas práticas, ou mesmo a relação mais íntima com o próprio corpo em uma elevada sabedoria levou a essas descobertas, com uma prática que em outras ideias místicas não é possível com tanta facilidade e acessibilidade.
Claro que de nada adianta se praticar pranayama se outros hábitos são nocivos, como ingerir bebidas, usar drogas, remédios, excesso de carne, etc. A prática segundo um comentarista dos Upanishad leva a uma purificação dos nervos. Talvez seja a chave de cura para tanta ansiedade que envolve nosso tempo atual, essa Yuga (Era). O domínio de pensamentos é assim encontrado e a sintonia com o Cósmico se faz possível, levando ao distanciamento do império profano e materialismo. Não é à toa que o Eterno soprou a vida em Adão, nesse golem de barro, dando-lhe vida por esse meio, e mantendo-o igualmente pelo mesmo método.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Praia, mar, alquimia e tantra

Praia, mar, alquimia e tantra




Estive na praia esse fim de semana. A água estava fria, mas o mistério do sal me veio a consciência, como um filosofar em meio as ondas. O mar é salgado, e o sal é importantíssimo, é o elemento feminino da alquimia, unindo-se ao mercúrio masculino e formando o andrógino enxofre. Sal, mercúrio e enxofre são três elementos principais da alquimia. Paracelso observara que o sal está no suor de nosso corpo e na urina. Em tantra pode-se associar a shakti, a sacerdotisa que comanda no maituna, na “união dos indissociáveis”.
A praia em si é um elemento que atrai muito as crianças, pela energia que estas ainda conseguem captar, de tom positivo, e pelo laço que tem no inconsciente com esse meio. O som das ondas se chocando com as pedras já é em si relaxante, convidativo a meditação. O mar também nos convida para o amar. O sal é assim revelado nesse mistério.
O sal era elemento nobre entre os antigos, sendo o depositário deste o rei, e aquele homem comum que por merecimento ganhava o mesmo, o que depois foi tido como salário. Além de ser usado para conservar alimentos, como o charque, o sal é um elemento que perpetua. Ligado à terra, ademais. As marés se alteram de acordo com as fases da lua, revelando novamente um aspecto yin, feminino, desse elemento.
Em tantra tem especial importância o suor e as lágrimas, bem como a saliva, e o sal é elemento do ato de amor, da alquimia sexual. As essência que daí advém alteram estados de consciência e o sal tempera o início da manifestação dessas glândulas. O mercúrio (sêmen) surge em um estado onde há a entrega final, cujo fim é sempre protelado, numa concepção diferente dos hábitos corriqueiros. A mulher domina em tantra e na cultura machista em que vivemos, onde o homem é centro de prazer, e a mulher um objeto, não há espaço para essa filosofia onde o corpo se une a espiritualidade. O que é motivo de queda aos outros é o de salvação ao tântrico.
Voltando a praia, esta é geralmente associada a fantasias de índole erótica, como nas de ilhas desertas. Também em diversas mitologias e religiões, há a deusa com a semelhança de sereia, como a Yemanjá do candomblé, e a Iara de cultos indígenas. Entidades espirituais como as ondinas também se ligam as águas, ao elemento, sendo que muitos feiticeiros se perderam ao efetuar pacto por se apaixonar por sua bela aparência e docilidade. Da classe dos elementais, estas auxiliam em tarefas de umidade, chuvas, fertilidade.
No amor acaba que o tesouro é o sal, o qual se encontra no suor e órgãos genitais. A união para a busca do hermafrodita engenha essa grande obra, as vezes gerando filhos físicos, outras filhos espirituais, estes últimos que auxiliam as pessoas, como o que conhecemos por anjos da guarda ou espíritos familiares. Esses filhos são gerados pelo suor, este que também alimenta a aura. Um quinto filho seria a quintessência. Na praia vi uma família com cinco filhos. O ritual de maituna começa por mãos entrelaçadas e o olhar. No amor muitas mulheres choram, o que revela o retorno a esse mistério do sal alquímico, das lágrimas. A Nova Era revela dia após dia as conquistas femininas, o sal que se revela para a formação de um andrógino social. Por fim percebi a relação entre praia, mar, alquimia e tantra, nesse passeio em fim de semana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O místico e iniciado atual

O místico e iniciado atual



         Houve o tempo em que todo o místico era uma figura proeminente na comunidade onde estava inserido, seja não só pelo comportamento, ascetismo, isolamento, bem como as vestes que usava, muitas vezes semelhantes a da sua ritualística. A distância entre a vida do profano e do iniciado assim ficava muitas vezes como um obstáculo a essa senda, por poucos a trilha sendo enfrentada. Mesmo ao tempo daquele grupo fundado por Pitágoras, esta sociedade secreta protótipo daquelas que até hoje conhecemos, com seus ensinamentos místicos e com a numerologia popular entre esoteristas. No Egito antigo e mesmo em outras sociedades, as provas mesmo eram extenuantes e requeriam especial preparo, o que reservava o caminho a poucos e preparados neófitos. Hoje o acesso ficou mais amplo, apesar de o desconhecimento ser ainda grande no assunto da iniciação e misticismo e levar a uma série de equívocos, como a desculpa que que alguma serve o demônio e outras superstições do gênero, geralmente para evitar a concorrência e vindo essa opinião do meio ortodoxo de religiões. Veremos o acesso a determinadas ordens iniciáticas e místicas.
         Primeiro vamos classificar a iniciação. Existe a iniciação pessoal, a autoiniciação, aquela de estudante e a virtual. Podem existir outras, mas para efeito de alusão essas são as que temos acesso. Na iniciação pessoal o candidato tem de estar presente a determinado ritual, como o exemplo da Maçonaria, onde se passa pela câmara de reflexões, questionário e se é indicado por algum membro dessa ordem para o acesso, se é convidado. Na iniciação à distância, pode haver um estudo com envio de monografias, em forma impressa ou mesmo através de um CD Rom, mas também combina geralmente com rituais de graus e frequencia de templo ou reuniões entre irmãos, sem obrigar a frequência desse templo em umas, e, noutras obrigando à partir de determinado grau (a Illuminati). Já nas ordens da Rosa-Cruz, há geralmente envio de monografias e o número de graus varia de uma ordem para a outra, bem como as exigências de ingresso. Na FRA por exemplo não se pode fumar, e isso é uma exigência que revela sua alta exigência moral com relação a membros. Na Rosa-Cruz Áurea se estimula ao vegetarianismo, o que pode afastar alguns pela sua dieta habitual não ser compatível. Na AMORC há maior liberdade e parecem seus ensinamentos estarem bem atualizados com os avanços da sociedade e da ciência. Mas a escolha parte sempre do buscador. Com relação a iniciação virtual, a a Martinista, de cunho cristão, Sociedade das Ciências Antigas, que foi a primeira que frequentei e que gratuitamente à partir de e-mail acompanha o iniciado na via mística e teúrgica, onde são ensinados exercícios de controle de pensamento, orações, meditações, o aspecto esotérico dos defeitos capitais, a astrologia e simbologia. Há avaliações e o estudante percorre a via do coração, de Saint Martin, Martines de Pasqualy, Boehme e outros místicos cristãos.
         Para a vanguarda e aqueles que já se afastaram dos meios ortodoxos, existem sociedades secretas como a Astrum Argentinum e a OTO, estas de cunho thelêmico, na linha de Aleister Crowley, com a yoga característica, o Livro da Lei, os libers, a prática de magia e até tantra, conhecimentos vários. Confunde-se a magia sexual da primeira com farras de profanos, mas nada tem em comum com esse comportamento e geralmente o iniciado faz magick dessa linha com sua esposa. Outrossim, conhecimentos de cabala são evidenciados e percebe-se nos integrantes um conhecimento profundo desse misticismo, que é a cabala ocidental (um pouco diferente da hebraica). Outras ordens são aquelas de linha luciferiana, que surgem ainda novas por aqui, sendo que já encontramos livros de membros da Dragon Rouge e mesmo sites na internet onde se traduzem escritos de ordens da mão esquerda e da linha draconiana.
         Há ainda, o que temos de colocar em cadeira especial, os Caóticos, movimento mágico independente que foi fundado com Peter James Carrol, onde há o rompimento com as antigas ordens ocultistas e iniciáticas, sendo uma síntese e avanço de todas, de cunho especialmente mágico. Para um místico ou mago caótico, pode ser usado qualquer meio, desde que funcione em magia, como eletrônica, Papai Noel, algum deus esquecido, símbolos mágicos especialmente criados (sigilos), mantras, gargalhadas, deusa da discórdia, gargalhada como banimento e assim por diante. Já é um rompimento com os antigos paradigmas mágicos e com o sigilo que era antes colocado entre ordens místicas e iniciáticas, englobando a tecnologia e descobertas da física quântica a magia, o que para tradicionais e dogmáticos não se faz possível. Pode-se uar como oráculo até um programa de busca da Internet, e mesmo o meu blog pode ser uma revelação especial."Nada é verdadeiro, tudo é permitido”, dizem, com relação a magia. Nos meus livros já fiz referência a esses movimentos atuais e de vanguarda em ocultismo. Mas devido a cisões, brigas, rompimentos e concorrência em grupos iniciáticos, chegando uns até ao fim, como a Aurora Dourada e outras, por esse motivo caóticos decidiram renovar o sistema de se estudar e praticar magia. Mas há ordens que não defendem mais teurgia, como a AMORC, e mesmo outras apenas se tornaram grupos de encontro e jantares de classe alta, não mais guardando a tradição mística para qual foram criadas. Mas a diferença do místico atual é que ele convive na sociedade, trabalha, participa de eventos, não mais é alguém que tem de se afastar para os seus trabalhos e rituais.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Iniciação e comprometimento

 


         Bate a porta e te será aberta... Diga a palavra de passe, faça o sinal que recebeste como prova de tua iniciação... A iniciação é um evento que ao longo da vida mesmo ocorre, inclusive na pessoa mais simples e ignorante. Essas são iniciações naturais da vida, como o primeiro passo da criança, a primeira palavra, a entrada na escola, o primeiro amor, a vocação para o trabalho etc. Contudo, a iniciação nos mistérios requer um comprometimento bem mais tenaz, haja vista que sem merecimento não pode o profano adentrar na verdade e domínio da vida. Nas escolas esotéricas, que são imagem e semelhança das verdadeiras ordens místicas, estas invisíveis, a iniciação requer uma transformação de comportamento especial, e sem isso apenas coleciona-se títulos e graus sem merecimento, quando na realidade não passa o homem ou mulher de mera pedra bruta, não lapidada.
         Há em certas ordens a simbologia da morte. Mas não é o fim de tudo, senão daquele homem sem uma moral elevada, sem a missão pelo bem da humanidade, sem a busca do summum bonum. No Egito antigo essa iniciação era mais complexa, e requeria a passagem de provas de água, ar, terra e fogo, onde o candidato tinha de ter especial espírito a fim de superar essa senda, em projeção astral testado. Na magia isso também é essencial, uma vez que ao lidar-se com elementais do fogo, por exemplo, o mago tem de ter dominado esse elemento, não ter qualquer espécie de medo, uma vez que doutro modo as salamandras não o irão obedecer. Há ordens em que se exige uma prova física, como caçar e devorar um animal, com métodos primitivos e apenas o esforço físico. Outras ordens tem ritual simbolizando uma morte simbólica do profano, com o consequente renascimento do iniciado para uma nova vida. Mesmo no cristianismo o batismo é essencial e pelas águas se abandona a vida de pecado e se aceita Cristo sem reservas.
         Vemos nas bancas de revistas e na Internet mesmo, até em livros, uma série de absurdos a respeito das sociedades esotéricas, mesmo com relação a iniciação, confundindo-se essas ordens de grande estima pela humanidade com organizações criminosas. Nada têm a ver as últimas com as primeiras. Teorias de conspiração, absurdos em unir filosofias antitéticas, invenções de toda a ordem, revelam geralmente a opinião de profanos, não iniciados.
 
         A primeira dificuldade daquele que trilha a senda é o Senhor do Umbral, que por todas as formas barra o caminho, levando a dúvida, ao encontro do deserto. Não é a toa que Jesus foi tentado no deserto. Tentações,  desejos, materialismo, consumismo, modas, um “grande satã”, tudo afasta o probacionista do seu intento original, isso em qualquer ordem mística ou esotérica. Mas muitos caminhos existem, e cabe ao leitor ou leitora que agora é privilegiado em ler esse artigo,  escolher o seu rumo ao progresso da humanidade e ampliação da sua consciência, independente do caminho que trilhe, desde que não dúbio desde início. Mas ordens como as da Rosa+Cruz, Teosofia, Maçonaria, Illuminati, Gnósticos e outras semelhantes são confiáveis, pela tradição mesmo que carregam. Não levam a dúvida as religiões, mas ampliam sua visão e aprimoram o homem ou mulher, para que se tornem místicos e dominem a vida, em Luz, Vida e Amor, como um arquitetos da justiça, da liberdade e fraternidade.


 
         A iniciação parece ser um evento Cósmico, espiritual, pois aquele que é escolhido, já tem a capacidade para seguir esse caminho, uma vez que já passou possivelmente em vidas passadas ou através de seus genes herdados, a experiência da sintonia com os mistérios, com as leis da natureza e Cósmicas. Através desse labor, descobre essas leis e em cada período histórico as revela para a humanidade, parceladamente, o que vemos ocorrido com descobertas dos grandes gênios da humanidade, como as leis físicas, o átomo, as vibrações da matéria, remédios para enfermidades, meios tecnológicos e assim por diante. A evolução é assim garantida, mas não excedida nem refratária. Nisso há sim um governo oculto do mundo, mas trabalha em prol deste, e não numa conspiração para a destruição como muitos pensam. Tal grupo esotérico é o que se costumou chamar de Grande Fraternidade Branca, ou Ordem de Melquisedec, a que Jesus se referiu, e não parece estar apenas no oriente. Está no oriente espiritual, naquela aurora da sabedoria e a iniciação é o início para a sintonia com essa Egrégora, com a Grande Obra reservada ao trabalho constante pelo progresso da humanidade. Por fim, o comprometimento do iniciado está além de obter acesso em determinada ordem, com seus graus, joias, palavras de passe ou outro arcabouço hierárquico, mas está naquela sintonia com a missão desses iluminados, que é espiritual e não põe em dúvida os ensinamentos adquiridos, uma vez que revelam ser um Sol místico em meio a treva da ignorância. 
 

O Cristo Cósmico

O Cristo Cósmico


Estamos próximos do renascimento do Cristo, que a cada ano renova a natureza pelo fogo solar, sendo o aspecto do Logos, ou Verbo. No solstício de inverno ele salva a todos nós e ao universo, sendo o Cristus Rex de nosso sistema. Os magos o anunciaram, pela sagrada astrologia, que através da tradição veio pelos hebreus para nós, sendo coroada com o Cristo, na era de Peixes. Como já afirmou Angelos Silesius, o Cristo tem de nascer dentro de nós, pois não é apenas na Galileia que teria nascido, e não bastava nascer apenas lá. O místico compreenderá a dimensão também mítica do Salvador, que vai muito além do simples homem ou profeta. Descobre a gnose.
Ele É o Grande Arquiteto, conforme os martinistas, e responsável é pela regeneração do homem para que surja o Novo Homem, uma reintegração dos seres. Após a queda de Adão, por seu pecado e a civilização que levou consigo, o que culminou em Atlântida submersa e destruição de Sodoma e Gomorra, que a tradição nos trouxe como organizações que não perduraram, revelando assim períodos superados nas Eras da história, nos seus sete períodos. O Cristo é o Novo Adão e através dele que podemos encontrar o mistério da iniciação, do mistério do Espírito Santo, da transformação do instinto em luz, em boa obra, em dons místicos. Numa trajetória solar, Ele se revela como fonte da vida, do renascimento, da ressurreição e reincarnação. Não é a toa que ocorreu a transfiguração. Não teme a ignorância e dúvida do Diabo, pois o homem descrente e maligno é fantoche da serpente, pior que qualquer anjo caído.
Refletindo ainda mistérios de Osíris e Mitra, o Emanuel salva a todos no seu autossacrifício, pela Grande Obra que é ser um veículo do Logos. Mesmo inciado no Egito (pelo astral) e com influência dos essênios, o Yeheshua (Jesus) revelou-se um enviado e avatar principal, dentro daquilo que é conhecido como a Grande Irmandade Branca. O nome dele participa no do Eterno, com o tetragrama IHVH adicionado para o pentagrama, IHWVH, nesse jogo cabalístico. Ele foi um grande cabalista. Seu simbolismo está presente ainda no 18º Grau do Rito Escocês da Maçonaria. O Homem-Deus nos demonstrou através de milagres simbólicos grandes arcanos, que revelam verdades cósmicas e mistérios relativos a vida após a morte, a ressurreição, ao Reino, ao Paraíso e outras coisas sacrossantas.
O seu segredo ainda está presente nas ordens e igrejas que seriamente levam a frente o seu evangelho, que mais do que da letra de um livro, é da palavra viva, que cura e renova através do batismo do fogo. O Sol é crucificado no equinócio de inverno para representar o Salvador naquele momento extremo. O Iluminado encontra o Cristo interno e é um verdadeiro imitador de Cristo, um verdadeiro cristão. O caminho, a luz e a vida, onde se trilha a senda e se enfrenta a própria cruz (de provações materiais) e se eleva a alma (a rosa), se é abençoado e glorificado. Cristo está em todo o lugar, é todas as coisas, pois participa da vida. Sua presença de luz é o Rosa+Cristo, de amor, de Deus de amor.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Baphomet - Um hieróglifo

Bafomé – um hieróglifo





            A primeira ideia que vem a nós é que essa figura de Eliphas Levi, o mago e ocultista, representa o diabo. Contudo o caduceu entre as pernas leva claramente a uma referência hermética, bem como o ser inteiro parece se referir a certos deuses ou energias. É um hieróglifo simbólico e deve representar um conceito mágico, acessível somente a iniciados ou iluminados. Tanto a cabeça como a referência ao bode parece nos levar aos deuses pagãos Pã e Dionísio, sendo representações da totalidade, do Uno etc. Além da dualidade, então não pode ser um diabo cristão (ou Ahriman do Zoroastrismo...). É anterior ao cristianismo. Hoje não há mal nenhum em se falar todos somos um, sendo até recente manifestação esotérica nesse sentido.
            O ídolo segundo dizem era usado pelos templários, e parece por esses ter sido introduzido como herança junto ao oriente.  Também certas lojas maçônicas fazem uso do símbolo, o que como outros símbolos alquímicos, herméticos, mágicos e cabalísticos, leva a certa interpretação equivocada por parte de profanos. Chamado também de a serpente-leão. A origem parece ser incerta mesmo assim. Há a referência a três cartas de tarô e três esferas cabalísticas da árvore da vida, sendo a cabeça ligada à carta do diabo, o ventre feminino a carta da arte e o ventre de escamas de peixe ligado a carta morte (que significa transformação, renovação...). Por outro lado, quanto a satanistas, estes ainda entendem que o tal Baphomet é a esposa de Satã, um também demônio.
            No Egito antigo existiu mesmo um tal bode de Mendés. Contudo, percebo que a figura não está muito desconectada das bestas (ou feras) bíblicas, como as descritas por Ezequiel e ao Apocalipse, sendo figura mitológica e representando um evento cósmico, até celeste ou terrestre. Pelo Zohar, livro referência em cabala,  a tradição mística judaica, há animais chamados Jaiot, os quais participam de um equilíbrio celestial, sustentando estrelas etc. Tais animais se ligam aos Arcanjos e são representações destes, apesar de nossa cultura insistir em querer ver anjos ou grandes forças divinas como crianças nuas com asas branquinhas. Sobre esses animais simbólicos, escreverei um comentário a respeito do Apocalipse bíblico.
            Encerra todo esse ser como um hieróglifo cabalístico, e todas as escrituras da Bíblia respeitam essas chaves, acessíveis a pouquíssimos homens, iniciados e iluminados. Não que não exista um diabo, mas que este é na verdade uma entidade egregórica produzida pela união de todas as mentes perversas desse mundo (concordo com Frater Velado nesse sentido), manifestada em crimes e seres desequilibrados, que não duvidamos existir, pois convivemos com os mesmos na sociedade. Mas uma figura que desperta aversão sempre causa polêmica, e o tal Bafomé é o mais famosos desses seres fabulosos.

sobre a figura com aparência maligna..

sobre o que era o chifre na simbologia antiga.. parece que era uma representação lunar.. nada de maligno, mas de oposto as nossas culturas masculinas, de mistérios solares.. referência a Isis... e ao espírito..


já o círculo se refere ao sol... e a alma..

a cruz a matéria.. também sendo os elementos.. os 4 ou 5.. água, ar, fogo e terra.. nada de figura maligna, mas um hieróglifo que foi decomposto em símbolos como os usados em astrologia.. ou mesmo o de vênus, para representar sexo feminino... e ninguém vê maldade nisso

Apresentação

ESSE BLOG é uma criação para que eu venha as vossa presença anunciar minha missão cósmica, tratando-se o presente de revelações do mistério da minha existência e das obras que venho por aqui divulgar, uma vez seja já autor de alguns livros sobre ocultismo e filosofia. Sou Mariano Soltys e resido na cidade de São Bento do Sul, Santa Catarina, Brasil. Falarei de sociedades secretas, o que a moda nos anuncia superficialmente em bancas de revistas e livrarias, sem contudo ser tudo gabaritado ou de membros dessas fraternidades iniciáticas. Ademais, postarei poemas com tom místico e uma série de textos que levarão o internauta a ser um buscador, a fim de coroar a missão da minha presente encarnação, do meu karma e até que a transição me venha em sintonia com o Cósmico. Receitarei uma bibliografia sobre os grandes arcanos e ainda ciências antigas, como astrologia, quiromancia, fisiognomia, etc. Tenho noção de que não estou nesse mundo esférico e nessa dimensão material em vão, anunciando assim o meu auxílio espiritual, relatando já meu caminho percorrido na senda. Fui e sou membro de escolas e filosofias esotéricas, católico de religião, cristão místico, rosacruz etc. Comecemos a meditação...