Seja bem vindo, mistico buscador!!!!

Acompanhe minhas postagens e aprenda o caminho para a luz e para o conhecimento oculto



sábado, 12 de novembro de 2011

Meu aniversário e meu aeon


Meu aniversário e meu aeon



            Hoje fiz aniversário. Muito feliz levei bolo e salgado para um lanche com meus amigos, no escritório de Cléverson, Patrick e Luciano, que degustaram e me presentearam, pela data mais do que mágica, 11/11/11, e assim recebi presentes interessantes, entre estes um livro sobre misticismo, um vale DVD e uma caixa porta-caneta. Não me importo muito com minha idade, uma vez que minha alma não tem idade, ou que deve ter em torno de 18.000.000 de anos, deste que recebi essa forma humana, ainda antes sem seu corpo físico (em terceira raça, segundo teosofistas), e hoje já terminando a quinta raça raiz para adentrar na sexta, próximo a mais um cataclismo (dentre alguns que já aconteceram na história universal) e que alguns entendem o fim do mundo de 2012 (na verdade 2026, 14 anos de erro no calendário Maia...), que parece ser mais uma alteração de eixo da Terra, modificando assim o clima mundial (o que já ocorreu uma vez na Era Glacial e seu fim...). Mas fiz 30 anos, ou melhor, meu ego nesse mundo e com o nome de nascimento, etc. Meu eu superior talvez tenha a idade do aeon, dessa Era que iniciamos em algum período dentro de 100 anos, e que já provocou mudanças em nossa sociedade, em especial a tecnológica, com a terceira onda (após a primeira agrícola e a segunda industrial). Sou assim representante de meu tempo, de meu aeon, da energia que move todas as coisas, da palavra que ganha vida (ou o mantra).
            Não nasci em vão. Um grande homem surgiu em 11/11/1981, nesse tempo que iniciava um período Plutoniano, logo superior e impessoal, de alterações de concepções morais, e que na data 11 indicava o dia relacionado a mestres e conferencistas, ou mesmo a um sacerdote, como indica em seu livro de magia, Papus. Sou serpente e dragão (de sabedoria), e assim partilho da energia da Mãe Cósmica e Virgem (que pisa a minha cabeça, ou dá entendimento, uma vez Bina na cabala ), ou das águas por onde planou o Espírito (Santo) de Deus (inteligência/Hochma na cabala ), conforme sintonia entre livro de Gênese e Apocalipse bíblicos (em interpretação mística...). Mas o que é o 11? É o número mágico por excelência, uma vez ABRAHADABRA possui onze letras (ou cinco A.A.A.A.A.=V.V.V.V.V.=pentagrama, estrela de 5 pontas). Também a “árvore da ciência do bem e do mal” da cabala possui 11 esferas (a da vida possui 10). Isso tudo representa o Universo e a minha pessoa (e de qualquer pessoa que tenha consciência …). Jesus (Yeheshuah) também é um pentagrammaton, ou o Espírito que encarna na matéria (para nos salvar da morte, perdição espiritual), representado por certos gnósticos como a serpente (de metal ou bronze), que usou Moisés para não ser atingido pelo veneno, colocada numa estaca (cruz).
            Também o 11 é uma forma outra para 2 (1+1), o que revela uma outra forma para união, união diferente. Certas escolas místicas interpretam isso como diversidade sexual, mas isso não parece ser um indicativo convincente. Também a data de 11 de novembro leva ao signo de Escorpião (outra forma para serpente), e que na Bíblia é indicado como a terra do Egito, e mesmo poderíamos descobrir que o escorpião vive bem no deserto (também em túmulos). Vida-morte, ou melhor, sexo e transformação é o segredo do símbolo. Mas como astrólogo sei que escorpianos e a influência desse signo em outros signos (por ascendente, Vênus em seu signo, Lua em seu signo etc), faz dois extremos: o sensual, onde o sexo se torna o motivo de sua existência – e o sacerdote ou místico, onde isso é transformado em algo sutil ou mesmo desenvolvidos sentidos secretos (pela kundalini desperta). No tarô ainda 11 é a força, que na verdade é o autocontrole de forças interiores. Também contao com forças espirituais. No de Crowley é a carta da luxúria, com Babalon sobre a Besta, ou representando os signos de Aquário e Leão.
            Na China explodiu o número de casamentos hoje e que fez os cartórios passarem a noite fazendo registros. Outra coisa meio estranha é que 2011 não é 11, logo isso parece mais um fato que tem de ser analisado em contexto maior, como a que planeta rege o ano e se em 100 anos haverá a mesma energia, o que não ocorre. Logo esses muitos chineses que se casam hoje não terão o hieros gamos (casamento sagrado) que esperam, nem a sorte é uma coisa tão simples (se não todo mundo ganharia em loteria..). Por certo teriam de se ver as crianças que hoje nasceram, não as pessoas que casaram. Sempre se revela por fim a distância entre o sábio e entre os profanos, que na superstição procuram datas e segredos que não compreendem, e que fazem modas para coisas que podem ter sim um mistério mágico verdadeiro, mas que desconhecem. E meu aniversário é assim uma data especial quando o saber me leva a entender isso, pois do contrário seria apenas mais uma data, entre 365 do ano, ou 36.500 em cem anos, o que não revelaria grande importância, haja vista que o que faz o homem sábio não é esse mundo, mas um outro mundo, metafísico e bem mais velho em idade e em número de nascimentos para suas individualidades (Atmas, Budhis...).
           

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Caso de menino que mata a professora sob vista ocultista

Caso do menino que mata a professora sob vista ocultista

Mariano Soltys




            Na medida em que você se preocupa com uma coisa, você atrai essa coisa, seja normal ou sobrenatural. Presenciamos recentemente um caso misterioso de um menino de 10 anos que leva a arma do pai para a escola, saca em sala de aula, atira na professora pelas costas, e saindo da sala atira contra si mesmo. Relatos de amigos e testemunhas atestam que a família do menino é religiosa, muito correta e que este era um anjo, tirava boas notas e nunca teve qualquer problema disciplinar. Um tanto quieto somente. A professora sobreviveu, talvez pela imperícia do menino.
         De longe me pareceu um estado de possessão demoníaca ou alguma personalidade intrusa do plano espiritual, que usou do menino. O laço astral talvez se explique em dívida de outra existência, e o ambiente religioso (onde às vezes se fala muito em demônio...) pode ter sido local propício para atrair velha companhia da alma do menino (que talvez já estivesse desprotegido espiritualmente). Fato é que nada se faz sem permissão de leis maiores e causalidades que não compreendemos. O menino não fez o crime, acredito. Vejo que ou era uma espécie de entidade vampírica ou mesmo um cascão astral, o que nos aparece muitas vezes em fantasmas. Tais seres, muitas vezes, têm ligação com pessoas que fazem acordos em outras vidas, para qualquer finalidade, e isso pode ter sido em Idade Média, ou por dívida meterial, inventários etc. O menino possivelmente tinha essa dívida, apesar de agora ser garoto inocente, filho de bons pais e com uma religião positiva.
         Falar muito em algo atrai esse algo, não bane ou exorciza.  A mente projeta pelo subconsciente energias negativas e primitivas, muitas talvez provenientes de sistema límbico e reptiliano, fases cerebrais anteriores ao nosso córtex, de pensamento racional. Como todos têm essa “herança”, o perigo é que se desperte de forma inconsciente esses “demônios” da maldade, que têm personalidade que parece independente (assim como alucinações). Mas isso não precisa vir em visões, mediunidade ou possessões. O simples pensamento negativo parece  ser uma influência desses seres ou de um sistema primitivo, que deseja morte, sangue, sacrifício etc. O menino além de ouvir essa “voz sinistra”, parece que foi sugestionado quase em hipnose para fazer o que fez.
         Outro fator é também espiritual e envolve encarnações passadas: a professora deve ter tido um laço em outra vida, muito forte com o menino – talvez ele foi a vítima da outra vez. Isso é uma roda que continua e continua, a não ser que se perdoe, perdoe mesmo, jurando em Cristo, para Deus, do fundo do coração, para que se rompa esse laço espiritual negativo. Grande parte de casamentos com muitas brigas, inimizades de familiares, vizinhos, crimes, se deve mais por vidas passadas e ódio inconsciente que qualquer motivo real, justificável, presente. Perceba bem alguém que não vai com a cara de outra pessoa – ela apenas te dirá que não gosta, e pronto. Aqui isso foi multiplicado por mil vezes, e o menino ainda foi alimentado pela entidade sinistra, que numa personalidade totalmente contrária a ele, fez com que ele fizesse tudo isso sem mover-se com consciência.
         Existem casos de crianças cruéis e criminosas. Esses casos aparecem muito facilmente, pois estas judiam de animais, batem em outras crianças até sangrar, falam palavrões e assim por diante. Fato é que esse menino era quieto demais, e talvez isso denuncie que ele ouvia vozes, assim não podendo falar com os “outros”. Mas um menino bom. Não é raro em crimes alguém falar que ouvia vozes ordenando para matar, matar.  Isso passa batido muitas vezes e se diagnostica como esquizofrenia, psicose etc, mas ainda envolve fator paranormal e oculto, mesmo explicado por uma linguagem ocultista. Sair de si é muitas vezes o relato mais frequente em tais casos. Pessoas em bares, festas, brigas, torcidas de futebol.. etc, tudo isso ainda indica uma forma-pensamento que faz muitos agirem de forma imoral ou criminosa. Forças ocultas estão nessa dinâmica, e cada vez mais a sociedade e sua ciência não conseguirão explicar essas “fatalidades”. Chamar demais algo não é brincadeira, e isso em época medieval era feito por  pessoas preparadas (exorcistas), não por qualquer um. Abrir faixas inferiores do subconsciente acaba por revelar “demônios” que podem mesmo, roubar, matar, destruir, e isso em qualquer pessoa (mesmo criança) que sirva de meio para eles agirem, de “médium”.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As coisas melhoram

                                     As coisas melhoram



                Penitência é uma grande prova mística. O sofrimento para a maioria das pessoas é contudo algo que elas afastam e repudiam. Uma crise econômica, como a que presenciamos atualmente, bem como uma dificuldade pessoal em várias áreas da vida, fazem de nós pessoas melhores. Não é à toa que o filósofo Nietzsche desejava dificuldades para os amigos. Não sei se ficaria bravo se me desejassem algo ruim, haja vista já estar meio que vacinado contra o vírus do fracasso. Mas as coisas melhoram, e a sabedoria dos antigos já me ensinou através de uma astrologia judiciária, que não há fases comuns das energias dos planetas nas pessoas, mas que cada uma é singular de acordo com seu céu, da sua identidade nesse sentido, mapa natal.
            Vivemos em um tempo de pouco esforço, mas de muito conforto. Não percebemos, mas até onde nossos antepassados tiveram de trabalhar para que a sociedade chegasse à comodidade em qual nos encontramos? Não vivemos crises, apenas temos lutas mais serenas em comparação aqueles que enfrentaram guerras no passado, trabalhos forçados, fome, dor e tudo o mais, isso inserido em nossa memória do DNA, em nosso átomo semente do Corpo Vital. Ademais, na memória da natureza. A garoa me encobre e esconde minha alma, mas minha alma é tão maravilhosa que apenas molha sua vestimenta, algo acessório, um acidente. A substância continua maravilhosa, sou grandioso, só a coroa moral me pertence.
            Outrossim, a crise de um negócio faz o mesmo não ser rentável nem a curto e nem a longo prazo. Vácuos de relacionamentos, bens de consumo nunca comprados, felicidades tardias. Não vejo que isso tudo seja de todo ruim, uma vez que aprendo que a vida é uma grande complexidade, e que se hoje está uma pessoa na sarjeta existencial, amanhã se encontrará no sucesso da fama. Dinheiro e alegrias. Li hoje em um texto judaico místico que toda a riqueza é de Deus, e que quem a tiver tem de compartilhar com a comunidade. Nunca tive tão próximo desse conceito, e talvez isso seja uma maior caridade, na esteira de Kant, uma moral da intenção, mais do que do mero ato.
            Aqui há umidade e humildade. Vejo que devemos compreender que não nascemos para sermos mimados na escola da vida, que a tal bênção e prosperidade vem mais para quem está na presença do divino (Shekinah) e naquele que age com justiça. Mas e porque sofre quem agem corretamente? É que as forças cósmicas e leis seguem um ritmo (princípio hermético), e que alguns antigos tentaram compreender essas forças (seja por astrologia, i ching, tarô, cabala, Bíblia etc), de modo que a vida de cada um se reveste de uma complexidade semelhante às estrelas do céu, e que prever certas coisas é possível, mas não tudo. O que importa não é prever, mas compreender que as energias de cada tempo são propícias a determinadas obras.
            Mas as coisas melhoram, eu garanto. Talvez isso faça parte do nosso tempo (fim da órbita e ano solar – 2012...), e mesmo o fim do tempo de cada um, e para mim esse ano 7 (espiritualidade/sabedoria/solidão) que me acompanha. Israel ficou 40 anos no deserto, Jesus 40 dias e assim por diante. Não foram glorificados? E não seríamos todos nós planetas em órbitas que em momento certo estão visíveis, esplendorosos, e em outro momento ocultos, eclipsados? Mas como um ocultista entendo planetas como seres, entidades com espírito e inteligência, de onde forma adaptados os 12 bíblicos, sejam tribos, apóstolos etc. as coisas melhoram pois cada energia, seja de guerra/marte, saturno/dificuldade, etc, tem seu tempo de influência, e isso nada tem a ver com a idade de cada homem, se ele fez sua obra em juventude ou não, pois ele pode ser dono de seu destino, mas jamais das forças cósmicas e das leis que regem seu destino.  

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Parábola do banquete

Parábola do banquete



         Era uma vez um filósofo, que também era poeta, em um shopping-center de cidade pequena. Eis que estava refletindo sobre as coisas que se apresentam simbolicamente aos olhos de sua alma, e assim estava sentado na praça de alimentação. Noutro lugar pessoas bebiam em uma choperia e divertem-se com bate-papo, jovens e casais se entretêm. O filósofo se sentia só,  não tinha amigos na ocasião, nem mulher, por todos era esquecido. Pediu assim 7 porções de comida de diversos tipos, andou pela parte de fora do shopping. Encontrou duas pessoas em um lugar, 3 em outro, 5 em outro, e ainda uma na entrada e outra perto do sinaleiro.
         O filósofo desta feita tinha companhia, enfileirou e uniu várias mesas, trouxe aquele povo rejeitado e marginalizado para o encontro, a um banquete que seria uma forma de ele aprender com esses diálogos daí adviriam. Isso ocorreu por ele ter visto um homem pegando o resto de comida deixado por um casal enamorado. O filósofo pensou deste modo em oferecer o de melhor aquele povo. Demorou a preparação das porções de alimentos, muita fartura, e o filósofo estava sorrindo, outros olhavam e tudo parecia meio estranho, todos ficaram com nojo e estranheza. Os convidados do filósofo eram pedintes, mendigos, pobres, maltrapilhos, drogados em número de 12. Estavam perdidos na mesa, não sabendo direito para o que estava ali, o porquê de alguém lhes oferecer comida. Mas o filósofo sorria, tinha agora companhia, nada cheirosa, mal vestida, excluída pela sociedade.
         Chegam os pratos cheios. Batatas-fritas, bifes grelhados, massas, saladas, sucos, arrozes, tudo em grande quantidade, e os olhos arregalados dos convidados estavam brilhando, reluzindo a alma antes esquecida e descartada. Assim engoliam tudo o que podiam, se satisfaziam nesse banquete. O filósofo falava:
Eu não tinha companhia, nem mulher, mas eis que agora a vossa presença me é a bênção, e agora sois minha alma repartida, meus eus esquecidos. Todas as vezes que vocês disseram eu, era eu mesmo quem falava. A vossa voz é o eco de meus pensamentos, sois os quadros coloridos pelos meus olhos que tudo veem. Sois filhos de Deus vivo. Eu Sou tanto a miséria como a riqueza e nada me é estranho ao Espírito. Fui esquecido, mas a vossa alma não esquecerei, pois sou apenas instrumento da Mão Direita e do Grande Rosto de que nada sabemos. A comida desses 7 pratos jamais acabará, e de agora em diante esperem o Reino de vossa glória e justiça. Enquanto eu viver, estarei disposto a vestir e a cuidar de vossas chagas, serei a esperança nos vossos passos e no vosso caminho. Não há em minha casa negociantes.
         As pessoas olhavam do barzinho e sorriam, ao longe. O filósofo não desistia, e continuava com sua conversa, ouvindo os pedintes, os marginalizados. Perguntavam se ele era padre, se era um anjo, se era um santo, mas ele negava, apenas continuava com sua metafísica, com suas palavras, que por estes eram ouvidas e admiradas.
        - Aqui estou para ser o vosso mestre, o guia dos doze, e aqui mais ninguém se senta nessa mesa. Do outro lado, quem se embriaga bebe o espírito da bebida, e quem assim procede não é digno de confiança. Quem contempla a carne pela carne, e não sabe louvar no templo vivo que lhe foi emprestado, é apenas um insensato. Vendi meus livros, reparti nesse banquete o seu produto, e, enquanto outros apenas têm o saber congelado, vós bebeis na fonte viva, na cura total. Ouço a vossa voz agradecendo a Deus, e agora ressalvo todas as homenagens a quem ainda passando fome, perdido na vida acredita no Reparador dos Mundos. Vós sois maravilhosos, as estrelas se curvam a vossa majestade, os anjos vos guardam como guardas reais, a vossa carruagem de ouro trafega por tijolos de ouro e prata. E agora o vosso alimento filosófico é o mais sublime, estais bebendo das fontes mais profundas e dos mistérios mais secretos. Aqui inicia um novo tempo, Eu Sou um novo destino.
Os convidados agradeciam e iam embora, como se cumprimentassem um anjo, até uns se ajoelhavam. O filósofo falava muitas coisas, ensinava história, matemática economia, antropologia, epistemologia e vários saberes do mundo. Casais iam embora, indignados com aqueles maltrapilhos na praça de alimentação, no templo do capitalismo. Também os grupos de jovens paravam de beber, saiam para festas, para outros lugares, sorriam ou faziam piadas do filósofo. Rebatendo, ele criticava a superficialidade daqueles que vivem para as modas e a sociedade contemporânea. Estava quase vazio, o filósofo encontrou um senhor de barbas longas que insistia em ficar, aparentando certa loucura e este respondia com termos profundos, parecendo um professor de filosofia aposentado, tamanho era seu conhecimento dos gregos antigos e obras clássicas, bem como dos modernos. Este lia em livros que foram jogados no lixo. O filósofo perguntou como se chamava o mendigo envelhecido e barbudo. Este lhe respondeu: Sou Platão e já estive com o senhor em muitas vidas, sempre filosofando na verdade.


terça-feira, 17 de maio de 2011

A vida dança na música dos planetas


A vida dança na música dos planetas



Sábado eu estava contemplando e refletindo sobre uma apresentação de uma banda dos Beetles cover, da Argentina, a que estive presente. Não apenas a música, mas a colocação das pessoas, casais, sons, luzes, erros etc. Também as 7 notas musicais que desfilavam pra lá e pra cá, no ritmo dos anos 60, e ainda ao conjunto da obra que levava o público a certo entusiasmo, me levaram a reflexões astrológicas.
Desde Pitágoras, a música sofreu estudos místicos e foi relacionada ao som dos planetas, o qual alguns disseram ter ouvido. Mas música alegre leva a alegria, e planetas estão presentes no arquétipo que forma as pessoas. Eu via assim em maioria mulheres venusianas em sua fisionomia, pessoas jupiterianas, marcianas, solares e até mercurianas. Os jupiterianos com seu status e dinheiro, os marcianos com seu físico militar, os solares com sorrisos e olhares brilhantes e os mercurianos com o bom papo e carisma. As cores desses planetas desfilavam no palco, revelando um equilíbrio do universo, que estava as vezes nas músicas, no espírito do conjunto inglês. Não precisa ser astrólogo para saber que cada pessoa é uma estrela naquele céu da pista de dança, seja qual for o ambiente.
A vida dança e a linguagem dos movimentos e a terapia é feita pelo corpo. Não há maior prova de inteligência carnal que a dança. O corpo se mostra, o rebolado revela extroversão física, a bioenergia trafega. Mesmo para a cura se é sugerida a dança, que traz um novo tônus e resistência aos músculos e ao físico como um todo. Além da liberação de hormônio de prazer, há todo um funcionamento fisiológico que decorre daí. Diferente de algum exercício físico ou esporte, não há competição ou esforço demasiado, nem o estresse de cumprir uma meta, uma série ou ganhar algo. Apenas se é um meio onde a energia trafega e dionisiacamente se participa da evocação do deus dançarino.
Mas as conjunções estavam presentes, casais revelavam a união cósmica, amigos também. A sintonia e a sincronicidade traduzem grupos que falam a mesma língua, que dançam na mesma órbita. Não que sejam iguais, mas que há tal encontro de energias que essas pessoas sorriem e ficam mais felizes nesses ambientes, após uma semana de trabalho e certa superficialidade de sua vida. A música é arte da mais pura, como uma marcha o rock'n roll é alimento energético, juventude que fala, um espírito aquariano e de temperamento sanguíneo. A leveza se traduz nos pés, saias revelam algo que deseja também leveza, e rostos lisos na maquiagem, e beleza a leveza da Afrodite que ganha as competições de beleza do Olimpo.
Em meio a isso estava eu, saturnino-filosófico observando, contemplando a verdade que para a maioria passava batida, pela sua entrega ao voluptuoso e boêmio momento desse show, onde as verdades místicas e saberes ocorrem intensamente, curando e libertando, em verdadeira terapia, bem como uniões astrais de harmonia, que passam batidas aos não iniciados nos conhecimentos esotéricos. Também tentava uns passos, desajeitado, observava, mas despercebido eu era a mente que fala ao corpo, apesar do mundo valorizar muito mais esse último, naquilo que chamei de inteligência carnal. Após a dança vieram outras danças àquelas pessoas, certamente, na noite das estrelas onde planetas se encontram, estrelas aquecem e cometas deixam seu rastro na abóbada dos espíritos de todos. Saturno é o tempo que parece invisível, o filosófico tempo que me tomava em possessão naquele momento. Contudo dançarei mais tarde, quando as pessoas já desistirem pelo espírito rápido que têm, enquanto eu estarei cada vez mais jovem, desafiando a foice de Saturno/Cronus.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mistério é a verdade


Mistério é a verdade



Jesus disse “EU SOU o caminho, a verdade e a vida”, ou o Cristo falou assim revelando esse mistério. Mas já em hinos egípcios, bem como em muitas religiões pagãs era comum um Cristo-luz oculto, através de culto de fogo-luz que foi interpretado pelo povo como culto ao Sol. Mas os mistérios ficaram reservados a iniciados e esse fogo-luz não estava exteriormente, mas sim interiormente, na união com Deus. Osíris em Cristo, Mitra em Cristo, Odin em Cristo e assim por diante. Santo Agostinho já havia dito que antes de Cristo o cristianismo existiu.
Mas até onde esses mistérios foram velados? Nas parábolas, em imagens, ídolos, colunas e assim por diante. Mas a imagem não é a verdade, e por isso do Eterno proibir a reprodução de imagem nos mandamentos (Êxodo 20). Contudo o mistério é anterior ao povo hebreu e seu culto, vemos algo muito parecido com a Lei Mosaica nas Leis de Ma'at, do antigo Egito. Mas é em Osíris (que se pronuncia osirisis) que está a ressurreição traçada. O mistério está na parte não recuperada por Ísis de seu corpo, por guardar o fogo-luz. Lá estava a Sarça de Horeb, a Coluna de Fumaça, a luz do Senhor. E Mitra (dos Persas) passou por uma última ceia, sobreviveu ao Dilúvio e foi arrebatado ao céu no final, semelhante ao Elias bíblico. Havia os 7 céus dos pagãos que depois foram retratados na escada de Jacó.
A mãe de Krishna era Mariana, e este nasceu desta virgem que permaneceu virgem. Sempre a mãe do homem-deus, do Cristo é uma virgem. Isso também teria ocorrido com Hórus, que foi homem e também existiu. Mas esse mistério se revela no Espírito (Santo) que se une na Matéria (Maria, Ísis, Vesta, Mariana etc) para por fim usar da morte para chegar a ressurreição. Isso pelo povo pagão foi interpretado como o Sol ressuscitando a toda a manhã após morrer na noite, mas na verdade é o mistério da luz interior que une ao Pai, e isso sabe o iniciado. Como disse Cristo que para orar se devia trancar em teu quarto e orar em segredo, em silêncio.
Os doze do Zodíaco foram transformados em doze apóstolos ou doze tribos de Israel, os sete planetas em sete anjos, sete igrejas do Apocalipse, sete em alguma passagem bíblica. Não se tratavam de planetas do modo como pensamos, mas de arquétipos. Restou ainda a mitologia para representá-los. As características particulares de cada um desses anjos ou apóstolos revela de longe características de Júpiter, Marte, Vênus e assim por diante. Os mistérios estão e sempre estarão mais vivos do que nunca. Pois Ele, O Cristo (Cósmico e interno) não veio para revogar a Lei, mas para cumpri-la. Mas o revelado sempre esteve com suas imagens, com algo que apenas refletia os mistérios. Cada religião assim estava adaptada ao povo e ao seu entendimento em cada época. Se o cristianismo não for da última época, também há de ser algo para cada povo. A verdade sempre permanece, pois está em espírito, não em templos de religião x, y ou z. Está antes no homem, que é imagem e semelhança do Deus Vivo. Nos mistérios.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crime da escola e explicação oculta

Crime da escola e explicação oculta




            Pouca gente se tomou conta, mesmo aqueles que falaram em nome da espiritualidade, de que o crime praticado por Wellington foi em grande parte devido a influência de espíritos malignos. Tal fato poder-se-ia chamar de obsessão, num ponto de vista de espiritismo, sendo definida no “Livro dos médiuns”: “Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento”(Allan Kardec, 1998, 277).  Vemos no caso daquele homicida e suicida, vários sinais em suas cartas de comunicações com entidades, mesmo que apenas pela sua cabeça, ao ouvir vozes e junto a delírios. Já se descarta a priori a influência de terroristas islâmicos, a quem o rapaz era grande admirador, a supor pelo que falaram testemunhos de amigos, ainda mais aquele que frequentava sua casa para jogar games eletrônicos violentos. Por outro lado, podem ser espíritos de um nível inferior de desenvolvimento e não humano, mas algo gerado pelo humano ou por um mago ou feiticeiro. Falemos um pouco dessa outra ótica, de ponto de vista de ocultismo.
            Adão gerou filhos antes de conhecer Eva, eram filhos espirituais e espíritos da natureza. Nem todos esses espíritos eram bons, a respeito de alguns chamados pela tradição antiga de serpentes (pois serpentes naturais não falam a língua dos homens). Pode ser que o criminoso da escola estivesse dominado ou influenciado por algum vampiro do astral, alguma egrégora ou mesmo demônio. Mas o demônio faria as coisas por si, e foi meio restrita a ação para ser desse ente. Quanto ao vampiro astral, pode ser que esse ser já acompanhava o Wellington por toda a sua vida, após os 7 anos, quando se afasta o espírito angelical e abre caminho a influências sinistras. Sobre ser algo relacionado a feitiçaria ou ataque astral, acho pouco provável, haja vista o pouco relacionamento do rapaz e por não estar envolvido com cultos que praticam essas práticas. Mas se fosse um ataque astral de mago ou feiticeiro, iria contra ele, não contra terceiros. Outra possibilidade é dele mesmo ter criado tal ser sinistro.
            O ato de amor, a fantasia, a grande vontade, êxtase espiritual, bebidas, drogas etc, quando direcionados num objetivo bem fixo, fazem com que a mente crie algo no astral ou subconsciente e esse algo tenha vida própria, linguagem, etc. Não se trata de algo humano ou dos mortos, mas de algo inferior e criado, um filho mágico do ser humano que pode o ajudar ou atrapalhar. São tais seres geralmente chamados de encostos em algumas religiões ou seitas, e claro que na maioria agem atrapalhando famílias e casamentos, haja vista o ato de se desejar alguém sob forte emoção e vontade. Como o rapaz já admirava a destruição, os tiros e o atentado das tores gêmeas, tal entidade apenas fez de alguma forma o seu desejo, possibilitando a compra de armas, treinando, envolvendo-o com prazer no ato. Mas alguém pode perguntar como o prazer?
            Uma das perversões sexuais é o sadismo. Lendo uma obra chamada Psichopathia Sexualis, percebe-se analisando os relatos, que o sadismo tem conteúdo as vezes inocente, apenas ligado a um prazer que causa tesão. Muitas vezes não passa de fantasia ou chicotadas, luvas de couro, ser pisoteado. Mas em certos casos a violência e ferimentos ou morte fazem parte desse prazer e satisfação, e relatos descrevem o rapaz sentindo muito prazer ao matar as crianças na escola. Alguns casos de sadismo acabam até em ejaculação, o que mostra o prazer sexual dessa perversão. Isso também revela algo de uma fase primitiva de desenvolvimento, talvez até não humano e relacionado a porção reptiliana do cérebro, ou as nossas entidades, espíritos perversos. Mas o criminoso do caso estava na mesma vibração desses seres, o que os atraiu, seja por depressão ou baixa de vibração, que abre portas a sua influência, além de ser esquizofrênico, ou melhor, médium (passivo). Diferente de um mago, que é um médium ativo (conforme o rosacruz Papus), fica difícil ao passivo controlar a influência do espíritos. Existem técnicas de defesa, proteção, mesmo a oração. Mas a religião era presente na vida do criminoso. Há quem mate com o complexo de Messias, e isso era fato já no nazismo.
            Claro que todos nós carregamos sombras e experiências de vidas passadas e de fases evolutivas passadas, como atavismo de animais, onde isso poderia ser usado para o negativo, como para o positivo. Austin Osman Spare, um artista e mago, usou uma força de um tigre para fazer uma peripécia. Fato é que se fomos já seres inferiores em evolução, e estamos em maioria fechados a essa influência, nada impede que exista uma chave que abra essa energia. Talvez nesses casos tais forças frias se manifestem automaticamente e o criminoso “saia de si” e use do momento especial para demonstrar força ou poder, e quando retorna a si, provoca o suicídio. O arrependimento já era desde a carta que ele escreveu, com seu falso lado religioso. Espiritualidade é manifestação de amor, de progresso, não justifica vinganças particulares de meninos sensíveis de escolas. Mesmo porque até eu sofri Bulling, e acho que todos numa fase da vida sofreram humilhação, ou algo parecido. Melhor é perdoar, pois no ódio apenas a destruição é construída. E esses seres ou espíritos entristecidos e de criminosos, repetem os seus atos e por influência material inclinam certas mentes a satisfazer a sua vontade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Céu oriental e ocidental

Céu oriental e ocidental


        
A princípio pensei em escrever sobre o céu relatado em teosofia chamado de Devakhan, mas decidi lembrar do céu ocidental e suas características. Uma terra ou lugar de paz e tranquilidade perpétua, numa comunhão com os santos e mesmo o reencontro com profetas, um pastor (Cristo) e uma Israel celeste, pode ser algo que se aproxime do céu ocidental. Claro que místicos levaram isso a uma profundidade maior e aqui não caberia levar em conta todas as visões que poderíamos ligar ao céu. A escada de Jacó pode ser uma chave a esse mistério, bem como o Éden ou um oásis paradisíaco, terra de leite e mel. O paraíso do Islã pode ser um bom meio termo, com suas muitas virgens. Mas vou aqui falar do céu oriental, ou melhor, dos dois céus.
         Há várias dimensões, uma para a mente (manas), outro para budhi, outro para atman e assim por diante. Dimensões de iluminação, de corpos sutis e mentais, muito mais espirituais que materiais. Então o fato de se falar em terra, jardim, fuga de deserto, nada disso tem a ver com  a mente (pois se pode estar em qualquer lugar na mente), independente de se onde esteja. O Nirvana aparenta um vazio, mas é alguma coisa. Não é um sentimento apenas de perder a individualidade, mas de iluminação, unidade com Deus ou com Deus em mim mesmo. Mas assim não há ego, mas sim o Ele que É através de mim. Sentimento parecido é com a visão de santos e santas (Dhyana), ou mesmo o êxtase espiritual (Samadhi). Isso tudo leva a uma complexidade também do céu, que não se confunde com Nirvana. Para mim Nirvana seria a dissolução no seio do Pai.
         Céu ou céus seriam o inferior, parecido com o que concebemos como mundo espiritual em espiritismo, e o superior, ligado as crenças religiosas e espirituais da pessoa. O ponto de vista da pessoa e a individualidade vão ser muito importantes na formação de seu céu (inferior), que se chama Devakhan. No céu superior há pessoas que nem passam um tempo entre encarnações e há quem nem tenha um inferior, haja vista pouca evolução. Depende do apego a matéria e ao mundo. Os mais apegados ficam em um lugar que lembra o purgatório, limbo ou mesmo inferno, com sangue e instintos, chamado kama loka. A distância entre o ocidente e o oriente não é tão grande, são apenas formas diferentes de ver o ser humano em sua dimensão espiritual, que talvez seja o mesmo.
         Não se trata de terra de descanso, mas de realização. O céu Devakhan vai ser um meio mental de realizar os sonhos, aspirações que no mundo não foram realizados, por diversos fatores. Claro que para viver um karma ou espiação se fez necessário não realizar sonhos na vida material e terrena. Romances lidos, sonhos, fantasias, muitas coisas vêm nessa dimensão a ser satisfeita, amor, reencontro de familiares, filhos que se perdeu, tudo vive numa grande alegria. É o lado mais puro e benéfico da pessoa, uma forma de “descansar”, mas por não ter problemas, ou ter menos problemas, viver num alto-astral. Cada pessoa vai ter o seu, de acordo com suas aspirações. Por isso não se perde individualidade, nem se encontra ainda anjos ou santos. O céu superior é que vai se destinar a isso, geralmente em um período de tempo menor que o inferior. No céu superior cada pessoa vai viver a sua espiritualidade e realização dessa de forma específica, um budista viva com Buda, um cristão encontre o reino dos céus, um muçulmano as suas virgens, e assim por diante, não é algo padrão, também respeitando a individualidade. Há quem não mais precise encarnar, daí fique nesses céus, ou encarne apenas para uma missão específica. Os grandes mestres da humanidade assim o fazem. Mas eles levam o céu com eles, não precisam fugir ou se elevar a outro céu.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vidas passadas e sua influência

Vidas passadas e sua influência




            Mesmo quem seja cristão faz por vezes brincadeiras ou comentários sobre as vidas passadas, reencarnação passada ou coisa do tipo. Pesquisando material se percebe que muitas doutrinas defendem a reencarnação, desde o judaísmo, o hinduísmo, o budismo e assim por diante. Mas foi o espiritismo que mais influenciou o nosso entendimento, juntamente com doutrinas primitivas indígenas, umbanda e candomblé. Também a teosofia influi sociedades secretas que divulgam o tema. De qualquer forma somos brasileiros e temos a influência de todos esses pontos de vista, por mais dogmáticos que sejamos. Mas onde está a influência dessas vidas passadas em nós e no mundo que nos envolve?
            A regressão comprova que temos forte ligação com um passado de natureza extra corporal, até a nível paranormal, dizendo coisas de ruas que não mais existem, eventos de épocas de passado muito distante, bem como fatos que não poderíamos saber por livros de história ou fofocas de anciãos. As relações familiares e vínculos também continuam, sendo que alguém pensa em ter seu primeiro amor quando é um que já dezenas de vezes o acompanha ao longo das encarnações. Por isso pessoas com mundos tão distantes, diferença de idade, classe social e tudo mais se encontram, ficam juntas, fazem sacrifícios para que isso aconteça, não muitas vezes tomando um ponto de vista prático e mais fácil. O tempo das encarnações varia, sendo que entre espíritas se defende que é rápido o intervalo para voltar a esse mundo, já a Teosofia, que mais me inclino, fala em intervalos maiores para pessoas mais instruídas e menores para as mais simples. Uma pessoas simples reencarnaria assim a cada 100 anos, ou pouco menos, e um médico, ou um cientista em torno de a cada 1000 anos, 700 etc.
            Um fato que ninguém pergunta é de onde surgem fobias inexplicáveis. O medo de dirigir é um mistério, e além do fato de se ter “medo de dirigir a própria vida”, o que faz o problema surgir mais em mulheres (mas surgem em homens, eu fui o exemplo), faz procurar a causa de tal medo. A explicação é claro é um acidente de automóvel na vida passada, ou algumas delas, possivelmente fatal e que foi um tanto sofrido, se esteve preso a ferragens etc. Medo de água é de morrer afogado. Insetos pode ser a picada fatal de um desses peçonhentos. Medo de voar pode ser em decorrência de acidente aéreo em vida passada, tipo numa guerra mundial.
            Sobre a nossa família, é sempre a nossa família. O vínculo devemos manter na medida do possível com pessoas com quem já tivemos ligação, e for ao karma, que vem nos ensinar algo a conviver com inimigos (vários casais briguentos provam isso...), faz com que haja um objetivo a viver, com qualquer vida que se tenha. A Influência religiosa, gosto por paganismo: o que faria uma pessoa gostar de magia ou paganismo 500 anos depois dessa crenças praticamente serem extintas, em meio a um mundo moderno e científico? Claro que ela já praticou essas crenças e volta a ser o que era. Por isso em minha filosofia digo que a pessoa tem de buscar quem realmente é. Conhecimentos, talentos, há músicos extraordinários de forma inata, isso só pode surgir de algum lugar, esse apriorismo. Também atos não tão bons surgem de vidas passadas, como violências que continuam, vinganças e coisas de fraquezas humanas.
            O que resta saber é até onde podemos nos livrar das coisas ruins de nossas vidas passada e atrair as boas. Acho que Hipnose pode trazer sequelas e nem sempre é bom saber de certas coisas. O melhor é que as pessoas vivam o agora, já que muitos vivem presos no passado já dessa vida, traumas e crises emocionais, quem diria se conhecessem suas vidas passadas, o problema ia se ampliar. Mas uma influência inexplicável, talentos, tudo isso se prova, mas não sabemos se é por herança genética, se é por espíritos, metempsicose, pantomnésia, a parapsicologia tem muitos nomes aos fenômenos. A influência de algo existe, e as vidas passadas seria uma boa explicação, seguindo tradições ancestrais e a sabedoria também inata do ser humano.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Nossa missão cósmica

Nossa missão Cósmica


           
Chegamos num tempo em que a sociedade perdeu-se de seu mais íntimo desígnio, de sua missão Cósmica evolutiva.  Vejo-me como porta voz de forças que desejam uma mudança, em prol do amor e da fé, mesmo que vestida de misticismo e da plêiade de mestres que me inspiro. Não apenas pelos estudos dentro de uma sociedade iniciática, ou como escritor, mas mesmo sem nenhum órgão exterior que represente essa senda, vejo que devemos caminhar para o encontro com nosso ser, a fim de vivermos em paz e espalharmos essa paz entre aqueles que convivem conosco, desde os de nossa família, dessa constelação espiritual que nos abraça com carinho ou mesmo na severidade tem seu ensinamento, ou, como as pessoas com quem convivemos e assim trocamos experiências das mais variegadas, a fim de compreendermos nossa pluralidade existencial. A missão Cósmica parece ser uma rede onde todos dependemos de todos, onde não existe defeito, pecado ou julgamento.
            Jesus ensinou que na mesma medida em que julgarmos, seremos julgados. Assim  quando vemos nossos irmãos tropeçarem no caminho, não devemos condená-los frente as nossas regras limitadas de moral, mas perdoa-los e amá-los, uma vez que serão certamente julgados pela justiça dos homens, pelas leis naturais e cósmicas. A pluralidade existencial faz dos indivíduos uns úteis, outros não tanto ao mecanismo capitalista, as modas e mesmo aos ideais ilusórios de quem acha que normal é ter beleza física e conviver socialmente, quando na verdade tudo é normal aos olhos do Cósmico. Uma pessoa aparentemente deficiente pode nos dar mais lições sobre a vida e sobre nossa fé do que aqueles que divertem-se na sua beleza e conquistas, que a oda tanto divulga através da TV, Internet e redes sociais. Um místico não deve assim querer julgar uma pessoa de aproveitadora, deficiente, perfeita ou quer que o seja, uma vez que tem de ter “olhos para ver” que todas as coisas provam a sua senda, são tentações no deserto dos 40 dias.
            O mundo anda confuso, as pessoas refletem em seu microcosmo essa confusão. Não apenas o problema do meio ambiente ou aquecimento global, nem as crises no Egito e países limítrofes, que de ditaduras rumam para a democracia, mas toda essa época atual é especial a que busquemos a sabedoria, ensinamentos elevados, também com a ajuda da Internet. Podemos ajudar centenas ou até milhares de pessoas por esse meio, doar mensagens de otimismo, criar vínculos de amor. Sabemos de tudo em tempo real, nossa comunidade global está cada vez mais sincronizada, vemos que a paz ou guerra mundial estão todos os dias frente ao nosso peito, em notícias que não mais nos afetam. Estamos anestesiados, ou somos levados a isso. Contudo, o materialismo vem crescendo, vem anulando cada vez mais a intuição, a inspiração humana, seu amor, seu desapego as coisas passageiras e supérfluas. O ter superou o ser, o corpo a alma, o ódio o amor.
            Devemos receber conhecimentos dos mais diversificados e aproveitar o que leva-nos a sermos pessoas melhores, que nos preserve o mundo, esse ente vivo, e a convivência com quem amamos e com quem não nos inspira simpatia. Vemos que todos os dias surgem crimes revelando o lado primitivo e cruel das pessoas, mesmo certos costumes apoiam a violência  e a exploração. Não perdure a fome mundial, não existam mais miseráveis: essa devia ser nossa meta. Devíamos ensinar nossos filhos a amar as mulheres, não a torturá-las – assim como as mulheres a ter certa independência e a respeitar os homens. Devíamos ensinar nossos filhos que o amor alimenta mais que colecionar bugigangas, que vestir o que a moda dita, ou mesmo ter mil conquistas, que são mais competição que afetividade, quando estes ficam em festas. O nosso tempo isola as pessoas, faz delas seres virtuais, não humanos, mas arquivos, mensagens, fotografias digitalizadas.  Não devemos usar de religiões e espiritualidade como um mercado, pois assim pode-se encontrar mais ajuda em um shopping center que em uma religião.
            Nossa missão Cósmica tem de defender um modo de vida (modus vivendi) onde o ser humano tenha mais felicidade, onde  não seja julgado pelo salário, pela casa, automóvel ou qualquer quinquilharia que possui. São coisas que corrompidas serão pelo tempo, que enferrujam e apodrecem. A personalidade-alma do homem não apodrece, ela fica cade vez mais reluzente e gloriosa. Nem a fama deve nos guiar, pois todos somos especiais, e mesmo um mendigo tem mais valor que todos os bancos desse mundo, pois encerra a sabedoria divina, um ser humano, Adão.
           

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Gnose: um conhecimento superior

A Gnose: um conhecimento superior

 Gnose significa conhecimento. Mas a doutrina espiritual e mística que retrataremos aqui significa conhecimento divino, uma doutrina da síntese. Apesar de ser muito antiga, remontando a tradição oral dos apóstolos de Jesus, tudo indica que é um saber que sempre existiu, envolvendo as religiões com uma chave que revela o sentido oculto de seus ensinamentos e escritos. Materializada está por um pergaminho achado no Egito que remonta o século quarto, chamado de Pistis Sophia. Nesse escrito está encerrado o conhecimento das 7 escolas de yôga, o platonismo, neoplatonismo, orfismo, do Zend Avesta e assim por diante. Isso sem falar dos evangelhos gnósticos, que foram julgados de apócrifos ou não inspirados pela igreja e religiosos. O que nos interessa é esse diálogo inter-religioso e uma busca de espiritualidade, que está em conformidade com o tempo atual, globalizado e de cidadãos do mundo. A gnose vem a suprir certas perguntas de religiosos, especialmente relativos a trechos como o Apocalipse, batismo do Espírito Santo, santo Graal etc.
 Mas hoje o acesso a gnose ainda existe, apesar dessa grande carga de historicidade de que se reveste a Gnose. Sociedades secretas estão em grande parte sintonizadas pela influências dos gnósticos, como rosacruzes, templários, telemitas, maçons etc. Mas existem duas ordens específicas que tratam e defendem a doutrina de forma mais concentrada: a Fraternitas Rosacruciana Antiqua e o Movimento Gnóstico Cristão Univesal. A primeira está fundada em ensinamentos de Clymer e Krumm Heller (Huiracocha) e a segunda com Samael Aun Weor. Sobre a FRA há nesta a Igreja Gnóstica, que guarda muita semelhança com a Igreja Católica, apesar de ter ritos próprios e diferentes óticas. Em Samael há grande enfoque em trabalho com a kundalini, energia especial serpentina que deve ser despertada para sentidos extras e expansão da consciência e na transmutação sexual, bem como toda a doutrina de yôga, mantras e tudo mais.
 Sobre algumas interpretações, tem a que Maria Madalena era esposa de Jesus, o que foi atualmente entendido como novidade pelo livro Código da Vinci, mas que para quem conhecia a Gnose já é coisa antiga, revelada em muitos outros livros. Como há a necessidade da transmutação sexual, de despertar Kundalini, para gnósticos o sexo seria uma ferramenta espiritual, devendo serem seguidas certas regras. Outra questão é que as duas testemunhas do Apocalipse são para a sua doutrina o homem e a mulher, justamente nesse aspecto de transmutação. Voltamos a questão do pecado original e da queda adâmica. Adão teria cometido pecado e segundo livros e tradição judaica oral, este pecado seria sexual (não ato de comer maçã...), e tal se daria com um demônio chamado Lilith, que era responsável por abortos, estupros, perversões, etc. A porta de saída do paraíso foi desse modo, e a porta de entrada seria também, mas por um ato especial, uma forma casta de fazer amor. Tal seria pelo despertar da Kundalini, a divina mãe, e assim abrindo os sete selos e sete Igrejas, que não são outros que os sete Chacras despertos ou ativos.
 Já a FRA tem ainda o complemento de se chamar Rosa Cruz, mas que se diferencia dessa linha. Têm apenas 3 sacramentos em sua Igreja (batismo, eucaristia e extrema-unção), e, revela importância a outros atos de Jesus e também em sintonia com os Mistérios Solares. Não permite que seus adeptos fumem, por exemplo. Tem sérias regras de moral. Epifânia seria a manifestação de Cristo em nós, o Cristo interno. Também se tem a noção de Cristo Cósmico. A simbologia no mais é mística e relacionada a doutrinas antigas.
 Em livro futuro desejo dedicar um capítulo somente a interpretação do Apocalipse sobre esse enfoque, bem como outras vertentes ocultistas. Fato é que a gnose está presente em maioria de sociedades secretas e que encerra o que se respeita a nível de cristianismo, uma vez que segundo muitos a Igreja Católica teria feito de tudo para destruir e perseguir gnósticos e seus escritos, uma vez que abriam caminho a visões mais amplas e menos fundamentalistas. Como defender dogma quando devemos conhecer conhecimentos de várias religiões? Até do Egito antigo, com IAO, mitologias etc. Semelhante ao que foram os antigos essênios, doutrina realmente espiritual e mística que tinha muita sintonia com o que fez o mestre Jesus (batismo de água, ceia ritual etc) e certamente o que escrever João Batista está bem além de mero judaísmo ou doutrinas morais do cotidiano. Fato é que um conhecimento superior é exigido, e que a Gnose pode revelar mais ao buscador sobre as religiões, mesmo o cristianismo, que o saber que normalmente se torna público.
Mariano Soltys
Advogado e escritor
Autor de obras: Mistérios ocultos do amor, Fonte da felicidade, Axiologia e Reflexões gerais

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Medicina oculta e Paracelso

Medicina oculta e Paracelso




Medicina oculta e Paracelso

Ao conversar com as pessoas, descobrimos sempre algum problema de saúde, não há quem escape de algum pequeno malefício. Problemas diversos de saúde surgem e muitos fatais, crônicos e julgados até sem cura. Mas há além da medicina que conhecemos alguma que vai além do que compreendemos, a nível de ocultismo. As causas das doenças também são explicadas apenas por vírus, micróbios, genética, maus hábitos e não se explicam as causas das causas. O ainda invisível pode ser essa resposta das causas das causas. Paracelso, místico e médico, foi e é muitas vezes julgado de forma equivocada, pela sua linguagem alquímica. O que nos interessa de Paracelso é que ele dizia que não existe doença incurável, o que concordo e passarei a falar.
 Primeiro que as doenças provêm não somente do corpo, mas também da alma e do espírito. Problemas com antepassados, brigas, inventários, terras amaldiçoadas, muito dessas causas fazem parte do subconsciente humano, devendo ser levados em conta. Há três elementos fundamentais nas doenças: o sal, o mercúrio e o enxofre, mas não se tratam de elementos que conhecemos na química, mas de entidades que dão características a todas as coisas, inclusive as doenças. São  base na alquimia. Há desarmonia, desequilíbrio entre corpo, alma e espírito na doença.
 Segundo que há conforme Paracelso cinco causas as doenças: ambientais (astral), venenos, genética (naturae), espiritual (pensamentos negativos) e divina. O ambiental é evidenciado pelo ar que respiramos, pelo alimentos que ingerimos e assim por diante. Mas o alimento segundo ele não interfere, contra aqueles que acham que somos o que comemos. Hoje mesmo falei com um senhor que possui sua pequena horta e relatava sobre agrotóxicos em verduras e legumes, revelando que estes demoram 45 dias a sair, não bastando apenas lavar. Sobre o ar, um ar impuro pode envenenar, alterar o corpo, estimular (perfumes), levar ao mal-estar (odor fétido). Pensamentos negativos já são de senso comum que levam a um estado de piora para a pessoa, sendo algo psicossomático. O estresse da vida moderna gera muitas doenças, a impessoalidade, a distância, falta de amor pela vida. As mudanças no éter provocam mudanças nas pessoas. Muita doença vem antes no astral, no invisível, onde o vidente a pode diagnosticar antes que surja.
 Terceiro que a doença surge muitas vezes do astral, de formas-pensamento nem sempre boas, miasmas, larvas e algumas formas de influência que não percebemos. Certos ambientes amplificam essas influências, como os cemitérios, açougues, fóruns, delegacias e lugares onde ocorreram crimes e suicídio. Casas mal-assombradas geralmente têm um histórico ligado a crimes e injustiças. O doente muitas vezes habita esses locais, ouve vozes, coisas quebram, sons estranhos a noite, etc. A parapsicologia tenta explicar o fenômeno. Mas a doença tem grande causa localizada no invisível, e no invisível ainda não descoberto.
 Quarto que o corpo é uma totalidade, que é imagem e semelhança da natureza. O clima do planeta é o clima do corpo. Percebemos as mudanças do mundo, reconhecemos o efeito da poluição no aquecimento global, mas não percebemos que o nosso corpo também é feito de terra, dos elementos, é vegetal, animal, mineral. Os músculos são em parte vegetal, os ossos e dentes  mineral e na parte instintiva e no mais animal. A doença é uma linguagem, ela sempre quer dizer algo. Cristina Cairo faz uma grande relação de certas doenças, obesidade, e outras, com maldades, ressentimentos, comportamentos que alteram a imagem corporal e sua saúde. A cura começaria na mudança de comportamento, no equilíbrio, na dieta, na fé. Uma doença criada por Deus tem também o seu remédio correspondente, dizia Paracelso.
 Todas as coisas têm vida e determinada consciência, mesmo que não seja autoconsciência. A memória é o estômago da mente. O estômago é um alquimista, segundo o místico médico. O nosso corpo é um universo, o coração é solar, cérebro lunar, baço saturnino, fígado jupteriano, pulmão mercuriano e rim venusiano. Para alquimistas taoistas o rim é principal órgão, e essencial a sexualidade. Vênus é deusa do amor, seu planeta corresponde a essa característica. O corpo tem muitos metais. Os metais se relacionam aos planetas, uns ligados a ira – Marte\ferro, outros ao Sol\ouro, outros a lua\prata, e assim por diante, com suas características simbólicas. Mas o planeta não é o real, mas um arquetípico. Uma grande verdade existe nesse pequeno universo do nosso corpo, seus planetas, céu, saúde e doença. Por isso um desequilíbrio em um órgão gera por vezes desequilíbrio em outro, uma doença gera outra doença. A alma nasce após a morte. A vontade age além da forma física de que se origina. Todo o plano de existência tem seus próprios remédios. Não existe doença sem cura, apenas o remédio que desconhecemos.
Mariano Soltys, escritor e advogado
Autor de obra Mistérios ocultos do amor, Reflexões Gerais, Fonte da Felicidade e Axiologia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ciclos e enchentes do ponto de vista místico

Ciclos e enchentes do ponto de vista místico

 É com muita tristeza que presenciamos em nosso município, São Bento do Sul, enchente no último dia 23 de janeiro, com centenas de casas afetadas e milhares pessoas ilhadas. Lendo sobre história de Corupá, em um livro de José Kormann, percebi que nossa região já é marcada por enchentes de longa data, ocorrendo tristemente o fenômeno de forma imprevista, mas, contudo dentro de um certo período de tempo. Em Corupá já em 1910 há fotos registrando grande enchente, em 1924, 1937, 1943, 1945 e ainda outros anos. Em 1926 aconteceu grande enchente em Rio Negrinho, fora aquela triste lembrada de 1983. Fábricas, hidrelétricas, pontes, muita coisa era destruída já no passado por esse evento que vem cada vez mais severo e afetando mais pessoas, tendo em vista inflação populacional e maior número de residências. Em São Bento não foi diferente. Mas não havia muito lixo nas ruas, nem efeito estufa na época, logo não devemos apenas considerar esses fatos como causadores de alagamentos. Contudo sabemos quais são certas áreas onde ocorrem com mais frequência, e a localidade em frente a prefeitura e em frente ao antigo Buschle, já alaga de longa data. Observo que ocorrem em determinado período ou ciclo.
 Lembramo-nos que aqui residimos, que foram construídas galerias para solucionar o problema no centro, mas que em bairros não foi tomada a mesma providência. De certo modo, áreas de risco já deveriam ser mapeadas pela Defesa Civil, sendo necessária até certa proibição de construir em determinados locais, como morros sujeitos a desmoronamentos e localidades sujeitas a alagamentos com ocorrências no passado. Onde resido, no Bairro Schramm, observamos sempre que chove muito um alagamento em certa localidade, e mesmo antes de acontecer, já temos a premonição haja vista nada ou quase ter sido feito naquela rua. Sabemos que aqui próximo havia os chamados “banhados”, e que muito foi modificado no solo das redondezas, afetando de certo modo a natureza, a alma da terra. Terrenos de “terra enchida”, terraplenagens, desmatamento, tudo isso faz prevermos que não vem coisa boa quando a intensidade pluvial aumenta.
 A ciência fala em zonas de convergência, efeitos como o “La Niña”, “El Niño” entre outros, que levam a esquentar muito e a chover acima do normal na época veraneia. Contudo, sabemos que algo supera o comum e que muitos locais nunca afetados sofrem danos maiores, sem contudo nenhuma meteorologia prever. Com a ajuda de supercomputadores, capazes de prever com mais precisão certo fenômeno climático, algo pode melhorar. Mas entre os antigos havia a inteligência de se observar certos ciclos naturais, não apenas das estrelas, planetas, fases da Lua e do Sol. Isso era essencial para quem plantava antigamente, e a fertilidade era comemorada, assim como a destruição compreendida e respeitada.
 Li ano passado, um livro de certo místico, Henri Durville, onde ele falava nos ciclos de maior radiação solar, estes podendo ser verificados por processos comprovados pela ciência, mas que têm causas além da ciência: ocorrem na maior radiação solar revoluções, tornados, guerras, catástrofes, terremotos e porque não as nossas presentes e locais enchentes. Fez o autor uma tabela do século dezenove, onde comprovou esse fato. A que verifiquei acabava em 1900 e pouco, mas continuei o processo e descobri datas como 1939 (início de segunda guerra mundial), 1917 (fim da primeira), 1964 e outras datas enigmáticas como de grande radiação solar. O ciclo gira em torno de 11 anos. O próximo para a minha surpresa cai em 2012, o que é data tida por fim do mundo por certas pessoas, o que não acredito. Mas os fenômenos naturais são cíclicos, a exemplo de nosso metabolismo, da respiração, circulação sanguínea e mesmo as doenças respeitam determinada lei natural, não devendo a nossa experiência ser desperdiçada. Aonde quero chegar? Queria que fôssemos humildes a ponto de reconhecer a força da natureza e sábios a ponto de prever certas coisas, como já faziam povos antigos, sem os mesmos recursos que possuímos, mas com uma visão holística das coisas. Poderíamos assim prever, prevenir e salvar muitas vidas, economizar dinheiro e reduzir a tristeza daquelas famílias que seriam  afetadas pelas enchentes, superando até o exemplo da Austrália, que conseguiu zerar as mortes, mesmo com grandes enchentes. O material reconstruímos, pois somos o trabalhador povo são bentense. O Cósmico tem leis, devemos apenas conhecê-las.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O diário mágico



O diário mágico




         Há um livro muito especial para o mago, e mesmo em algumas ordens é exigido o seu uso, noutras para o próprio ingresso se têm de mostrar um diário mágico com seus rituais, práticas, sensações etc. Autores antigos, como Papus, Éliphas Lévi, Cornelius Agrippa etc, revelam alguns segredos de sua confecção. Aparentemente guarda muita semelhança com o “Livro das Sombras” dos bruxos, apesar que esse último é elaborado com menos técnica. Fica em segredo e afastado dos profanos, uma vez que neste muitas vezes se encontram rituais, práticas veladas e mesmo alguma experiência mística do mago, o que em mãos erradas pode ser usado para um objetivo sombrio, uma vez que não tem o merecimento para tirar o véu de Isis.
         Vemos que os dogmáticos, como os que citei, parecem colocar uma fórmula para a sua elaboração, com o que parece ser as regras de Salomão, de suas Clavículas, com a estrela hexagrama na capa, juntamente com uma cruz e nomes de Deus, cujo poder seria em proteção em razão de espíritos.  Instruem fabricar o papel, ou usar um perfeito, até mesmo alguma consagração. Cornelius Agrippa tem uma fórmula para conjurar os espíritos simplesmente no ato de abrir esse livro. Mesmo na literatura, percebe-se em Shakespeare, em sua obra “A Tempestade”, onde o feiticeiro domina todas as situações e acontecimentos, sendo que ao fim se despede do espírito Ariel e ao voltar de navio a sua terra natal, joga seu livro ao mar, que não é outro senão o que contém as fórmulas mágicas, o seu diário. Claro que se pegarmos um livro dessa magnitude, se se tratar de medieval ou renascentista, certamente estará em linguagem cifrada, necessitando da chave para traduzi-lo, o que muitas vezes não está disponível. Claro que nem sempre revela encontro com entidades, mas pode se referir apenas por praticas como a meditação, exercícios respiratórios e aquilo que for do grau do seu autor.
         Na prática são raros os diário mágicos que encontramos, sendo que já me referia a um em meu outro artigo, este de um membro da O.T.O., o St. John (Crowley) editado em língua portuguesa por Aiwass Ligvori, que dá uma ideia do dia a dia de um mago de determinada sociedade secreta, mas claro que de um grau não elevado e não revelando todos os detalhes, pois para a prática de rituais precisa estar iniciado nestes para conhecê-los, e há também de Marcelo Motta, na obra "Sol no Sul". Assim, podemos ver a rotina de quase um yogui, mudando pré-conceitos que se têm com relação aos iniciados em sociedades secretas como a referida e outras. Eis um trecho:

“O SEGUNDO DIA

 O bater da Meia-Noite encontrou-me devidamente em minha Ásana, praticando Pranayama.
Que eu persevere neste trabalho; pois está escrito que para com o perseverante mortal os Abençoados Imortais são rápidos...
O que deverá então acontecer no caso de um Imortal Perseverante como Eu?[32]
12:07 a.m. Tentando meditação e mantra.
12:18 a.m. Impossível concentrar os pensamentos; e minha Ásana, a despeito de várias covardes tentativas de “alívio”,[33] é pavorosamente doloroso.
12:20 a.m. Na postura do Enforcado, meditando e querendo a Presença de Adonai pelo Ritual do Inascido[34] e fórmulas mentais.
12:28 a.m. Eu estou incrivelmente sonolento! A Invocação é tão má quanto possível – a atenção divaga em todas as direções. Alucinações irracionais, tal como uma visão ou de Éliphas Lévi ou de meu pai (eu não tenho certeza qual dos dois!), no momento mais solene! [35]
Mas o caráter irracional de tais visões não é mau. Elas vêm não se sabe de onde; é muito pior quando o nosso próprio cérebro controlado toma as rédeas nos dentes e dispara.
12:33 a.m. Portanto, eu me comporei para dormir; não está escrito que Ele dá ao Seu amado mesmo no sono? “Outros, mesmo no sono, Ele frutifica com Sua própria força”.[36]
7:29 a.m. Despertei-me e forcei-me a me levantar. Tive uma porção de sonhos muito agradáveis, tanto quanto posso lembrar-me; mas o conteúdo deles foi-se de mim; e, na ausência do profeta Daniel, eu deixarei de pensar nisto.[37]
7:44 a.m. Pranayama. 13 ciclos. Muito cansativo; eu comecei a suar. Uma atuação medíocre.
8:00-8:20 a.m. Quebra-jejum. Hattha Yoga – uma pêra e duas gaufrettes.[38]
8:33 a.m. Tenho estado meditando na posição do Enforcado. Os pensamentos embotados e divagantes; porém, uma vez, “a concepção do Fogo Brilhante” visto como um planeta (talvez Marte). Só o bastante para destruir a concentração; então apagou-se, raios o partam!
10:40 a.m. Tratei de minha correspondência e outros assuntos e bebi um citron pressé.
A Voz dos Nadi começa a soar.[39]
10:50 a.m. Executei o “Inascido” em Ásana. Bom; no entanto, eu estou me sentindo desesperado com a impossibilidade da Tarefa. Especialmente eu experimento a atitude budista, não só de que a Ásana é intensamente dolorosa, mas também de que todas as concebíveis posições do corpo são igualmente dolorosas.
11:00 a.m. Ainda sentado; bem cético; persistindo apenas porque sou um homem, e decidi-me a persistir venha o que vier.
11:13 a.m. Fiz dez ciclos de Pranayama. Um pouco melhor, e um prenúncio do Bhuchari Siddhi.[40] Tenho estado vocalizando o mantra; a questão se ergue em minha mente: Será que eu estou misturando demais as minhas bebidas? Não creio; se eu não passasse a outro método místico, teria que recorrer a ler jornais.
11:20 a.m. Isto completa a minha meia-hora de Ásana. As pernas muito doloridas entretanto, novamente eu me pego ansiando por Kandy (não sugar-candy, mas o lugar onde eu fiz as minhas primeiras práticas hindus e consegui os meus primeiros resultados) e uma vida inteiramente devotada à meditação. Mas não para mim! Eu não sou nenhum Pratyeka-Buddha; eu sou um Dhamma-Buddha até às unhas dos pés! (Um Pratyeka-Buddha atinge à Suprema Recompensa para si mesmo; o Dhamma-Buddha renuncia a ela a retorna ao inferno – a terra – para ensinar o Caminho a outros. – Ed.)[41]
Eu agora tirarei uns minutos de “folga” para tecer “considerações”.
Eu creio firmemente que a mínima dose do Elixir operaria como um “detonador”. Eu pareço tão completamente pronto para iluminação, se apenas porque estou tão perfeitamente escuro. No entanto, meu poder de criar imagens mágickas ainda permanece comigo.
11:40 a.m.–12.00 p.m. Posição do Enforcado. Invocarei Adonai uma vez mais por puro pensamento.
Entrei em um estado verdadeiramente curioso; parte de mim estando completamente adormecida, e parte completamente acordada.
2:10 p.m. Dormi, e profundamente, se bem que com muitos sonhos. Acordei com o mais intenso horror e repulsão pelo Caminho dos Sábios – parecia como um vasto dragão-demônio com asas de bronze verde iridescente que se ergueu surpreso e colérico. E eu vi que a mínima coragem é suficiente para levantar-se e afastar o sono, como um soldadinho em completa armadura de prata avançando com espada e escudo – à vista do qual o dragão, não ousando enfrentar o choque, foge em derrocada e desaparece.[42]
2:15 p.m. Almoço, 3 Garibaldis e 3 Gaufrettes. Escrevi duas cartas.
2:50 p.m. Vou dar um passeio com mantra.[43]
8:03 p.m. Esta caminhada foi de certa forma um sucesso. Eu consegui os bons resultados de Mantra-Yoga, isto é, o cérebro tomando o mantra e continuando-o por si próprio; também, o desgosto por todas as coisas com exceção de Adonai tornou-se mais e mais forte.
Mas quando eu retornei de uma visita a Barne numa iniciativa de camaradagem – uma hora e meia de conversação a subtrair desta Mantra-Yoga – eu encontrei uma porção de pessoas no Dôme, onde tomei um citron-pressé; eles me detiveram em palestra, e às 6:30 p.m. Maryt apareceu e eu tive que mastigar um sanduíche e tomar o café enquanto ela jantava.
Eu sinto um pouco de dor de cabeça; passará.
Ela está aqui agora comigo, mas eu tentarei meditar. Encantadora como ela é, não quero ir para a cama com ela.

8:40 p.m. Mistura de mantra e carícias um certo sucesso. (A seu pedido, dei a Maryt uma dose mínima de X.)
9:15 p.m Ásana e meditação com mantra desde 8:40 p.m. A escuridão parece estar sendo rompida. Por um momento eu tive uma vaga impressão de minha espinha dorsal (ou antes, do Sushumna) como uma galáxia de estrelas, assim sugerindo que as estrelas são os gânglios do Universo.
9:18 p.m. Vou continuar.
10:18 p.m. Não muito satisfatório. Ásana tornou-se dolorosa; como um verme, eu desisti, e comecei a bancar o tolo; deixei-me divertir pelo Novo Monstro[44], mas não executei o Vajroli Mudra. (Para isto veja o Shiva Sanhita,[45] e outros Tantras Sagrados do Sânscrito – Ed.)
10:24-10:39 p.m. P.Y.,[46] 14 ciclos. Algum esforço necessário; a transpiração parece ter parado[47] e o Buchari mal começou.
Minha cabeça dói bastante.
Eu devo acrescentar um ou dois comentos. Em meu passeio a pé eu descobri que meu mantra Hua Allahu, etc. pertence em realidade ao Visuddhi Cakkram;[48] de forma que eu permiti ao pensamento que se encontrasse ali.
Também, desde que muitas outras pessoas isto, deve ser mencionado que desde o princípio deste Trabalho de Arte Mágicka o aspecto transformado do mundo, cuja culminação é o cumprimento do juramento “Eu interpretei todo fenômeno como um trato particular de Deus com a minha alma”, tem estado presente comigo. O significado mundano das coisas está perdido, e espera-se a percepção do Significado Espiritual delas; tal como, quando pomos o olho ao microscópio, a gota d’água na lâmina desaparece, e um mundo de vida é descoberto; se bem que a importância real daquele mundo não é apreendida até que o nosso conhecimento se torna muito maior do que uma única olhada pode fazê-lo.
10:55 p.m. Tendo escrito o que está acima, eu descansarei por alguns momentos para tentar livrar-me da minha dor de cabeça.
Uma boa analogia (por sinal) do Yogui é dizer que ele vigia seu pensamento como um gato vigia um camundongo. A pata pronta para bater no momento em que o Sr. Camundongo se mexe.
Eu mastiguei um Gaufrette bebi um pouco de água, caso a dor de cabeça seja causada por fome. (P.S. – Assim era; a comida curou-a imediatamente.)
11:02 p.m. Eu agora me deito como o Sacrificado e digo o mantra em Visuddhi.
11:10 p.m. Eu devo realmente anotar a curiosa confusão em minha mente entre o Visuddhi Cakkram e aquela parte do Boulevard Edgar Quinet que dá para o cemitério. Parece uma identidade.
Tentando contemplar o Cakkram, eu vi aquilo.
Pergunta: Qual a conexão, que pareceu ser absoluta e essencial? Eu tinha particularmente me impressionado com aquele portão faz alguns dias, com seu grupo de enlutados. Poderá talvez ser que a cena foi registrada em uma célula cerebral adjacente àquela que registra a idéia do Visuddhi? Ou será que naquele momento eu pensei subconscientemente em minha garganta por qualquer outra razão? Bolas! Estas coisas são todas demônios com cara de cão! Ao trabalho!
11:17 p.m. Trabalho: Meditação e Mantra.
11:35 p.m. Debalde. Comecei um devaneio sobre um castelo e homens de armas. Isto tinha todas as qualidades de um legítimo sonho, e no entanto eu não estava, em qualquer outro senso da palavra, adormecido. Eu cedo estarei, porém. Parece tolice persistir. E realmente, se bem que eu tentei continuar o mantra com sua elevada aspiração de conhecer Adonai, eu devo ter caído no sono quase imediatamente.[49]”


         Vemos o bom humor e às vezes a dificuldade de uma prática séria, como em pranayama e mantras, bem como certas ásanas são dolorosas, o que logo espanta marinheiros de primeira viagem que não têm o comprometimento com sua senda. Referências a conhecimentos de budismo, cabala, tarô e outros são relatados, apesar de não aprofundado seu significado e utilidade. Mas se percebe que tem alguma utilidade. Doutra feita, de regra não se deve publicar diário secreto, uma vez que o mago ou iniciado tem ali seu poder, seu vínculo com o espiritual, e pode ser aproveitado pelo profano, para fins nem sempre nobres. Claro que com sociedades secretas de vanguarda, muita coisa foi aberta e mesmo algumas vieram quase a ruína por essa publicação de seus segredos. Dizem que Crowley teria feito isso com a Aurora Dourada, que viu seus símbolos perderem  o poder mágicko, uma vez por serem revelados aos profanos. Hoje mesmo de sociedades secretas de mão esquerda se encontra material publicado ou na internet, o que é perigoso, uma vez que faz de uma prática isolada de um membro ou mesmo algo tomando uma amplitude que muitas vezes não possui dentro de uma ordem iniciática. Mesmo por moda atual, se vê muito da Maçonaria sendo revelado, o que não impressiona, mas que pode suprir também a importância dos ritos em seu aspecto místico e ocultista, ficando assim profanados e feitos como um habito diário, como escovar os dentes ou tomar banho, sem a sacralidade que se deveria ser revestido. O ritual que representaria uma morte de Hiram, com todo o mistério de Osíris e mesmo da ressurreição, ficaria relegado a uma mera fórmula de teatro, numa ordem que é bem maior em sabedoria do que se tem geralmente revelado, e que tem em seus símbolos muito mais que ética, axiologia, geometria ou filosofia, mas que tem os mistérios da vida e da morte, algo referente a mistérios. Assim um diário também deve se revestir dessa importância, que o mago lhe dá, e somente funciona uma conjuração quando é por esse escrito, conforme autores dogmáticos.