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domingo, 22 de janeiro de 2012

Filme Atividade Paranormal e sua análise oculta

Filme Atividade Paranormal e sua análise oculta




         De início parecia algo amador, mas com o tempo percebi que era essa a intenção. Talvez para dar mais realismo e contrastar o silêncio e fenômenos sonoros, para assim assustar as pessoas mais sugestionáveis. Dessa forma um filme de pouco investimento na produção se transforma em um sucesso. Mas Atividade Paranormal e sua continuação, que tem mais noções sobre espíritos, fazem as pessoas pensarem em um modo medieval, frente a nossa atual sociedade moderna, com sua ciência que diz saber tudo e soluções para a felicidade em consumismo e farmácia. No mais o filme parece um Big Brother sem as cenas de possíveis atos libidinosos ou festas com bebedeiras e provas de resistência. Aqui imaginamos fantasmas e coisas se mexem sem motivo aparente. A sugestão faz o filme e com a aparência de realidade vemos pelo menos algo criativo, frente a um cinema enlatado e de mesmice.
         Um parapsicólogo ao ver os fenômenos lembraria dos vários que já ocorreram na história, cujo termo é poltergeist. Casas onde móveis se mexem, lâmpadas queimam sem motivo, muito mofo, sombras, batidas, barulhos inexplicáveis, vultos, e mais muitos outros fenômenos, tudo isso já aconteceu em grande escala, e por isso talvez quem assista o filme tenha uma compreensão. Mas o exagero acontece e a desculpa do demônio (ou demônios) pareceu a tônica do filme, mas uma vez nos levando a visão medieval das coisas. Pessoas morrem no final e não se dá solução nem explicação a nada, em uma ignorância sobre a parapsicologia e mesmo sobre o espiritismo, este último colocando todos os demônios como nada mais que desencarnados, pessoas que perturbadas continuam a entristecidas incomodar os vivos. Quanto a parapsicologia, o fenômeno é de telergia ou psicocinesia, o pode da mente movendo objetos e isso de forma inconsciente, sem nenhum além, alma penada ou demônio. Um desequilíbrio emocional, alguém na puberdade e certo ambiente colaboram com o fenômeno, geralmente acontecendo em emoções muito fortes e uma luta extrema por sobrevivência. Mas na realidade o fenômeno existe, mas não há o teatro dos vampiros do final dos filmes Atividade Paranormal, nem os exageros da possessão.
         Eu sendo um ocultista, talvez pelo menos aproveite relacionar os fenômenos e criticar as classificações. Primeiro que todos temos um espírito que nos protege, ou uma energia, e isso é nosso Sagrado Anjo Guardião, que não permitiria tamanhas influências de entidades negativas. Segundo que pelo que vi no filme, estava claro ser um elemental de fogo, salamandra, pelo domínio desse elemento, primeiro no jogo ouija e segundo no fogão a gás, com tochas parecendo ter vida própria. Sobre ser um demônio, parece que não, uma vez que a relação com esses “deuses primitivos” está longe de nossa realidade, e poucos mexem com essas entidades, especialistas em goécia, e só. O demônio (daemon) não tem muita interação com pessoas simples, parecendo mais um anjo ao contrário (muitos deles conservam ainda o título de querubim, trono etc..) e demônios gostam de aparecer sobre forma animal, o que não aconteceu no filme. E julgar anjos de bons e demônios de maus foi obra de teólogos, e a coisa é mais complexa, supera esse moralismo maniqueista. Mas acertaram em colocar a criança e o cão no segundo filme, uma vez que estes têm mesmo maior contato com o astral, o mundo espiritual, e isso é pela experiência um fato, pelo menos para a criança que lembra desses fatos.
         Sobre a possessão, essa já ocorreu de forma semelhante, e muitas histéricas já o manifestaram, bem como pessoas que estavam internadas em manicômios. Para mim, grande parte desses fenômenos não se devia a espíritos exteriores, mas mais a uma personalidade da pessoa mesma, porém de outra vida (e outro sexo) que queria se vingar, atacar etc. O primeiro Atividade Paranormal tem uma relação entre o casal, e o segundo entre o casal e sua família. Um livro de Eleasar C. Mendes relata um estudo sobre essas personalidades subliminares e sua influência em casais e relações amorosas, bem como ataques. Seria no caso do primeiro filme um homem que em vida passada foi marido da protagonista e agora queria impedir o atual na “traição” dela, e isso acontece no plano espiritual. No segundo filme o evento ocorreu por fim com a adolescente, e confirmaria a teoria parapsicológica da maior incidência de fenômenos com essa linha etária, no caso poltergeist. Estranho que o filme não mostra nenhum vulto ou ectoplasma, o que na realidade ocorre quando há esses casos, e filmes existem na internet com tais eventos. Cena interessante é a criança levitando, e no mais um pouco de monotonia no filme. O estranho é que essa personalidade subliminar, um outro eu, de outra vida, queira se vingar e interfira na presente vida com crença de estar noutra vida, onde fatos eram outros, e com um poder paranormal. Vivos e mortos em interação, ou vidas que se somam, não se apagam nunca.
         Fato é que o perturbador é a falta de fé e técnica de defesa astral em ambos os filmes, e total desconhecimento das coisas. Poderia se chamar por exemplo sacerdotes de candomblé ou umbanda e a limpeza da casa seria feita e seu espírito maligno (quiumba), ou o da mulher, seria doutrinado para ter consciência do seu mal e libertar/libertar-se, com cantos e ervas sobre a casa ou pessoa. Ou um mago hermetista poderia dissolver a entidade astral com alguma técnica (Eliphas Lévi falou em livro sobre o fazer com uma espada..), e isso dentro de um sigilo, ou transportado para um cristal, ou ainda absorvido pelo mago mesmo. Mas muita técnica é exigida a esses exorcismos ( e um padre não mais saberia fazer...), tendo ainda os exorcistas de serem pessoas de elevada moral, purificados, com defesas, armas mágicas, paramentos outros, usar de círculo mágico, espada, punhal (ou tridente) e assim por diante. Não é tarefa fácil se livrar de certos espíritos. E nem brincadeira, e nem aqueles do filme teriam chance. Uma busca da fé já poderia dar o escudo, caridade, transformação. Pois a influência de espíritos é permitida por algum motivo pelas leis cósmicas. Se esse motivo desaparece, não há o porquê de continuar a possessão ou ataques astrais. Fato é que o filme faz refletir e a maioria das pessoas continua com o medo como única forma de lidar com os fenômenos, enquanto cientistas parapsicólogos, espíritas e ocultistas já o trataram em larga escala, há muito tempo e trocando o medo pela razão, pelo conhecimento e saber.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meu amigo viu fantasma

MEU AMIGO VIU UM FANTASMA!!!!



Um relato interessante recebi há alguns dias de uma amigo, C., que disse ter visto nas proximidades do cemitério uma loira pela qual teria passado a pé e que ao olhar para trás, viu que esta entrou correndo no cemitério, mas ao desviar olhar, percebe que esta desapareceu. Este me ligou um tempo depois e perguntou o que deveria ser, e não respondi nem queria arriscar alguma explicação ao fenômeno. Parece que semelhante a “lendas urbanas” de loiras pedindo carona que desaparecem, noivas, vultos etc, está cada vez mais ignoradas em virtude da vida moderna, onde a razão toma cada vez mais o lugar de reinado. Para os antigos, que talvez fossem supersticiosos, as coisas eram corriqueiras, e não havia o espanto de se ver um fantasma, pois era um assunto tratado muitas vezes, mesmo que envolto em lendas e mitos. A metapsiquica e a parapsicologia trouxeram um pouco desses fantasmas para o aspecto científico, estudando a princípio fenômenos espíritas, materializações. Vejamos.
Segundo Oscar Quevedo, aquele mesmo do “isto non ecxiste!”, parapsicólogo, trata seriamente do tema e o chama de fantasmogênese, que é sim existente, existe, mas que segundo ele não se deve ao além (nada de morto ou espírito), mas a ectoplasma, espécie de substância que sai do corpo de um paranormal, um dotado, e que isso pelo vapor adquire certa forma e parece se manifestar em um raio de 50 metros, ainda semelhante a mover objetos (casas mal assombradas?), fenômeno chamado de telergia. Contudo o fenômeno é passageiro, pois usa da energia do médium-paranormal-dotado. Isso tudo está fotografado, foi estudado e há boa informação no livro “As forças físicas da mente”, desse autor.
Outra questão é que pode ser fantasma de vivo. Uma projeção mental ou ideal materializada. Pois há um caso de um senhor que doente se materializou para a esposa (em Campinas, SP), em espelho perto da cama, mesmo a 300 km de distância! Isso acho que em livro “A face oculta da mente”. Talvez uma imagem via telepatia (projeção psíquica), seria uma explicação mais simples. Mas há coisas que talvez não se expliquem por esses fenômenos, como antes falei em 50 metros e agora vem o fato de 300KM. Voltamos ao espiritismo, mas as explicações ficam sem nexo, como um espírito que já se reencarnou muitas vezes com variadas personalidades e ainda se identifica como um Sócrates, Paulo etc. Mas o espiritismo tem avanços, principalmente com vários profissionais da psicologia que aderem a esse ponto de vista. Ouço uma rádio espírita pela parabólica, e todas pegam isso, bastando regular, a rádio Boa Nova, que agora ouço um locutor falando de vários estudos e temas de psicologia. Mas um fantasma seria um espírito em seu corpo quase material, chamado de perispírito pelo espiritismo. Isso se dá por um fluido animal e um universal que se combinam e provocam a manifestação ou fenômeno, isso precisando de uma pessoa (o médium). E espíritos mais materializados, mais materialistas teriam essa facilidade de aparecer mais. Já a parapsicologia ainda é um bebê. Então explicar os fantasmas não parece por esse caminho algo muito pleno ainda, pelas lacunas e contradições, e nem o espiritismo parece muito completo.
O antigo ocultismo já explicava os fatos, mas muito estava em segredo, presente na escola dos mistérios, hoje continuadas por sociedades secretas. Porém bem mais científicas e cuidadosas, não ousando tanto nas explicações. Há dois anos ou mais tento estudar algo teórico de magia, o que me mostrou outro lado das coisas. Já na Índia os fenômenos extraordinários eram bem mais comuns, talvez por muitos terem conhecimento desses poderes inerentes ao ser humano. Lá se fala em linga sarita, que é o duplo-etérico, o corpo astral, que se manifesta como um fantasma. Aqui a coisa toma outro rumo. Isso não se dá por morto ou além, mas por alguém vivo que se projeta de alguma forma, muito rara, mas que acontece. Mas a magia classifica um rol de entidades e seres do mundo espiritual ou astral, muito mais vasto que espíritos de mortos. O mago, por exemplo, se bem treinado, pode criar um fantasma para seu auxílio, um um “elemental artificial”, que pode ter função de proteção, informação etc. Mas há ainda os demônios, que se manifestam por animais, ou homens que se transformam nesses animais e vêm dos mesmos.
Há ainda o defunto desse corpo astral, que não é mais utilizado, e isso é o que vemos mais na forma de fantasmas ou se manifesta – isso é chamado de cascão astral. “Mas como?”, alguém pergunta. Quando uma outra entidade usa desse “defunto” espiritual, sendo quase sempre um elemental (que às vezes se encarna como ser humano). Logo nem todos as “pessoas” são seres completos (microcosmos). O fantasma segundo outros é uma forma mais grosseira de luz astral, que é meio que o mesmo que o linga sarita ou corpo etérico. Vestimos assim mais veículos, não apenas o corpo físico e uma alma. Ainda há um autor que fela em personalidades intrusas, sub-personalidades que podem agir à distância. E um mago pode projetar na mente de outra pessoa alguma imagem ou mesmo situação. Contudo não acredito existir um mago por perto de meu amigo. O fantasma da loira é assim algo que não explicamos de pronto, mas que selecionando essas doutrinas podemos encontrar aquela que se encaixaria, estando o corpo astral ou cascão talvez como o mais possível. Exista a possibilidade de um grupo de pessoas criar uma egrégora por idealizar uma loira, e essa vir a ter certa vida (isso acontecia com antigos deuses..). Então as possibilidades são muitas, e explicar o fenômeno é possível, mas com uma visão interdisciplinar, e levando em conta o saber dos antigos, como o da magia, uma vez que ainda não temos uma ciência avançada nesse sentido. E antes talvez começar por explicações como sonho acordado, alucinação, projeção, sugestão, paranormalidade, para depois irmos a que eu citei, a magia e ao ocultismo. O fantasma, mesmo assim nos provoca medo, talvez por desconhecermos seu paradeiro, e a loira é por fim mais inteligente que nós todos.



Fontes

Oscar G-Quevedo – O poder físico da mente, volume II
Oscar G-Quevedo – A face oculta da mente
Curso de Magia – J.R.R Abrahão




sábado, 12 de novembro de 2011

Meu aniversário e meu aeon


Meu aniversário e meu aeon



            Hoje fiz aniversário. Muito feliz levei bolo e salgado para um lanche com meus amigos, no escritório de Cléverson, Patrick e Luciano, que degustaram e me presentearam, pela data mais do que mágica, 11/11/11, e assim recebi presentes interessantes, entre estes um livro sobre misticismo, um vale DVD e uma caixa porta-caneta. Não me importo muito com minha idade, uma vez que minha alma não tem idade, ou que deve ter em torno de 18.000.000 de anos, deste que recebi essa forma humana, ainda antes sem seu corpo físico (em terceira raça, segundo teosofistas), e hoje já terminando a quinta raça raiz para adentrar na sexta, próximo a mais um cataclismo (dentre alguns que já aconteceram na história universal) e que alguns entendem o fim do mundo de 2012 (na verdade 2026, 14 anos de erro no calendário Maia...), que parece ser mais uma alteração de eixo da Terra, modificando assim o clima mundial (o que já ocorreu uma vez na Era Glacial e seu fim...). Mas fiz 30 anos, ou melhor, meu ego nesse mundo e com o nome de nascimento, etc. Meu eu superior talvez tenha a idade do aeon, dessa Era que iniciamos em algum período dentro de 100 anos, e que já provocou mudanças em nossa sociedade, em especial a tecnológica, com a terceira onda (após a primeira agrícola e a segunda industrial). Sou assim representante de meu tempo, de meu aeon, da energia que move todas as coisas, da palavra que ganha vida (ou o mantra).
            Não nasci em vão. Um grande homem surgiu em 11/11/1981, nesse tempo que iniciava um período Plutoniano, logo superior e impessoal, de alterações de concepções morais, e que na data 11 indicava o dia relacionado a mestres e conferencistas, ou mesmo a um sacerdote, como indica em seu livro de magia, Papus. Sou serpente e dragão (de sabedoria), e assim partilho da energia da Mãe Cósmica e Virgem (que pisa a minha cabeça, ou dá entendimento, uma vez Bina na cabala ♀), ou das águas por onde planou o Espírito (Santo) de Deus (inteligência/Hochma na cabala ♂), conforme sintonia entre livro de Gênese e Apocalipse bíblicos (em interpretação mística...). Mas o que é o 11? É o número mágico por excelência, uma vez ABRAHADABRA possui onze letras (ou cinco A.A.A.A.A.=V.V.V.V.V.=pentagrama, estrela de 5 pontas). Também a “árvore da ciência do bem e do mal” da cabala possui 11 esferas (a da vida possui 10). Isso tudo representa o Universo e a minha pessoa (e de qualquer pessoa que tenha consciência …). Jesus (Yeheshuah) também é um pentagrammaton, ou o Espírito que encarna na matéria (para nos salvar da morte, perdição espiritual), representado por certos gnósticos como a serpente (de metal ou bronze), que usou Moisés para não ser atingido pelo veneno, colocada numa estaca (cruz).
            Também o 11 é uma forma outra para 2 (1+1), o que revela uma outra forma para união, união diferente. Certas escolas místicas interpretam isso como diversidade sexual, mas isso não parece ser um indicativo convincente. Também a data de 11 de novembro leva ao signo de Escorpião (outra forma para serpente), e que na Bíblia é indicado como a terra do Egito, e mesmo poderíamos descobrir que o escorpião vive bem no deserto (também em túmulos). Vida-morte, ou melhor, sexo e transformação é o segredo do símbolo. Mas como astrólogo sei que escorpianos e a influência desse signo em outros signos (por ascendente, Vênus em seu signo, Lua em seu signo etc), faz dois extremos: o sensual, onde o sexo se torna o motivo de sua existência – e o sacerdote ou místico, onde isso é transformado em algo sutil ou mesmo desenvolvidos sentidos secretos (pela kundalini desperta). No tarô ainda 11 é a força, que na verdade é o autocontrole de forças interiores. Também contao com forças espirituais. No de Crowley é a carta da luxúria, com Babalon sobre a Besta, ou representando os signos de Aquário e Leão.
            Na China explodiu o número de casamentos hoje e que fez os cartórios passarem a noite fazendo registros. Outra coisa meio estranha é que 2011 não é 11, logo isso parece mais um fato que tem de ser analisado em contexto maior, como a que planeta rege o ano e se em 100 anos haverá a mesma energia, o que não ocorre. Logo esses muitos chineses que se casam hoje não terão o hieros gamos (casamento sagrado) que esperam, nem a sorte é uma coisa tão simples (se não todo mundo ganharia em loteria..). Por certo teriam de se ver as crianças que hoje nasceram, não as pessoas que casaram. Sempre se revela por fim a distância entre o sábio e entre os profanos, que na superstição procuram datas e segredos que não compreendem, e que fazem modas para coisas que podem ter sim um mistério mágico verdadeiro, mas que desconhecem. E meu aniversário é assim uma data especial quando o saber me leva a entender isso, pois do contrário seria apenas mais uma data, entre 365 do ano, ou 36.500 em cem anos, o que não revelaria grande importância, haja vista que o que faz o homem sábio não é esse mundo, mas um outro mundo, metafísico e bem mais velho em idade e em número de nascimentos para suas individualidades (Atmas, Budhis...).
           

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Caso de menino que mata a professora sob vista ocultista

Caso do menino que mata a professora sob vista ocultista

Mariano Soltys




            Na medida em que você se preocupa com uma coisa, você atrai essa coisa, seja normal ou sobrenatural. Presenciamos recentemente um caso misterioso de um menino de 10 anos que leva a arma do pai para a escola, saca em sala de aula, atira na professora pelas costas, e saindo da sala atira contra si mesmo. Relatos de amigos e testemunhas atestam que a família do menino é religiosa, muito correta e que este era um anjo, tirava boas notas e nunca teve qualquer problema disciplinar. Um tanto quieto somente. A professora sobreviveu, talvez pela imperícia do menino.
         De longe me pareceu um estado de possessão demoníaca ou alguma personalidade intrusa do plano espiritual, que usou do menino. O laço astral talvez se explique em dívida de outra existência, e o ambiente religioso (onde às vezes se fala muito em demônio...) pode ter sido local propício para atrair velha companhia da alma do menino (que talvez já estivesse desprotegido espiritualmente). Fato é que nada se faz sem permissão de leis maiores e causalidades que não compreendemos. O menino não fez o crime, acredito. Vejo que ou era uma espécie de entidade vampírica ou mesmo um cascão astral, o que nos aparece muitas vezes em fantasmas. Tais seres, muitas vezes, têm ligação com pessoas que fazem acordos em outras vidas, para qualquer finalidade, e isso pode ter sido em Idade Média, ou por dívida meterial, inventários etc. O menino possivelmente tinha essa dívida, apesar de agora ser garoto inocente, filho de bons pais e com uma religião positiva.
         Falar muito em algo atrai esse algo, não bane ou exorciza.  A mente projeta pelo subconsciente energias negativas e primitivas, muitas talvez provenientes de sistema límbico e reptiliano, fases cerebrais anteriores ao nosso córtex, de pensamento racional. Como todos têm essa “herança”, o perigo é que se desperte de forma inconsciente esses “demônios” da maldade, que têm personalidade que parece independente (assim como alucinações). Mas isso não precisa vir em visões, mediunidade ou possessões. O simples pensamento negativo parece  ser uma influência desses seres ou de um sistema primitivo, que deseja morte, sangue, sacrifício etc. O menino além de ouvir essa “voz sinistra”, parece que foi sugestionado quase em hipnose para fazer o que fez.
         Outro fator é também espiritual e envolve encarnações passadas: a professora deve ter tido um laço em outra vida, muito forte com o menino – talvez ele foi a vítima da outra vez. Isso é uma roda que continua e continua, a não ser que se perdoe, perdoe mesmo, jurando em Cristo, para Deus, do fundo do coração, para que se rompa esse laço espiritual negativo. Grande parte de casamentos com muitas brigas, inimizades de familiares, vizinhos, crimes, se deve mais por vidas passadas e ódio inconsciente que qualquer motivo real, justificável, presente. Perceba bem alguém que não vai com a cara de outra pessoa – ela apenas te dirá que não gosta, e pronto. Aqui isso foi multiplicado por mil vezes, e o menino ainda foi alimentado pela entidade sinistra, que numa personalidade totalmente contrária a ele, fez com que ele fizesse tudo isso sem mover-se com consciência.
         Existem casos de crianças cruéis e criminosas. Esses casos aparecem muito facilmente, pois estas judiam de animais, batem em outras crianças até sangrar, falam palavrões e assim por diante. Fato é que esse menino era quieto demais, e talvez isso denuncie que ele ouvia vozes, assim não podendo falar com os “outros”. Mas um menino bom. Não é raro em crimes alguém falar que ouvia vozes ordenando para matar, matar.  Isso passa batido muitas vezes e se diagnostica como esquizofrenia, psicose etc, mas ainda envolve fator paranormal e oculto, mesmo explicado por uma linguagem ocultista. Sair de si é muitas vezes o relato mais frequente em tais casos. Pessoas em bares, festas, brigas, torcidas de futebol.. etc, tudo isso ainda indica uma forma-pensamento que faz muitos agirem de forma imoral ou criminosa. Forças ocultas estão nessa dinâmica, e cada vez mais a sociedade e sua ciência não conseguirão explicar essas “fatalidades”. Chamar demais algo não é brincadeira, e isso em época medieval era feito por  pessoas preparadas (exorcistas), não por qualquer um. Abrir faixas inferiores do subconsciente acaba por revelar “demônios” que podem mesmo, roubar, matar, destruir, e isso em qualquer pessoa (mesmo criança) que sirva de meio para eles agirem, de “médium”.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As coisas melhoram

                                     As coisas melhoram



                Penitência é uma grande prova mística. O sofrimento para a maioria das pessoas é contudo algo que elas afastam e repudiam. Uma crise econômica, como a que presenciamos atualmente, bem como uma dificuldade pessoal em várias áreas da vida, fazem de nós pessoas melhores. Não é à toa que o filósofo Nietzsche desejava dificuldades para os amigos. Não sei se ficaria bravo se me desejassem algo ruim, haja vista já estar meio que vacinado contra o vírus do fracasso. Mas as coisas melhoram, e a sabedoria dos antigos já me ensinou através de uma astrologia judiciária, que não há fases comuns das energias dos planetas nas pessoas, mas que cada uma é singular de acordo com seu céu, da sua identidade nesse sentido, mapa natal.
            Vivemos em um tempo de pouco esforço, mas de muito conforto. Não percebemos, mas até onde nossos antepassados tiveram de trabalhar para que a sociedade chegasse à comodidade em qual nos encontramos? Não vivemos crises, apenas temos lutas mais serenas em comparação aqueles que enfrentaram guerras no passado, trabalhos forçados, fome, dor e tudo o mais, isso inserido em nossa memória do DNA, em nosso átomo semente do Corpo Vital. Ademais, na memória da natureza. A garoa me encobre e esconde minha alma, mas minha alma é tão maravilhosa que apenas molha sua vestimenta, algo acessório, um acidente. A substância continua maravilhosa, sou grandioso, só a coroa moral me pertence.
            Outrossim, a crise de um negócio faz o mesmo não ser rentável nem a curto e nem a longo prazo. Vácuos de relacionamentos, bens de consumo nunca comprados, felicidades tardias. Não vejo que isso tudo seja de todo ruim, uma vez que aprendo que a vida é uma grande complexidade, e que se hoje está uma pessoa na sarjeta existencial, amanhã se encontrará no sucesso da fama. Dinheiro e alegrias. Li hoje em um texto judaico místico que toda a riqueza é de Deus, e que quem a tiver tem de compartilhar com a comunidade. Nunca tive tão próximo desse conceito, e talvez isso seja uma maior caridade, na esteira de Kant, uma moral da intenção, mais do que do mero ato.
            Aqui há umidade e humildade. Vejo que devemos compreender que não nascemos para sermos mimados na escola da vida, que a tal bênção e prosperidade vem mais para quem está na presença do divino (Shekinah) e naquele que age com justiça. Mas e porque sofre quem agem corretamente? É que as forças cósmicas e leis seguem um ritmo (princípio hermético), e que alguns antigos tentaram compreender essas forças (seja por astrologia, i ching, tarô, cabala, Bíblia etc), de modo que a vida de cada um se reveste de uma complexidade semelhante às estrelas do céu, e que prever certas coisas é possível, mas não tudo. O que importa não é prever, mas compreender que as energias de cada tempo são propícias a determinadas obras.
            Mas as coisas melhoram, eu garanto. Talvez isso faça parte do nosso tempo (fim da órbita e ano solar – 2012...), e mesmo o fim do tempo de cada um, e para mim esse ano 7 (espiritualidade/sabedoria/solidão) que me acompanha. Israel ficou 40 anos no deserto, Jesus 40 dias e assim por diante. Não foram glorificados? E não seríamos todos nós planetas em órbitas que em momento certo estão visíveis, esplendorosos, e em outro momento ocultos, eclipsados? Mas como um ocultista entendo planetas como seres, entidades com espírito e inteligência, de onde forma adaptados os 12 bíblicos, sejam tribos, apóstolos etc. as coisas melhoram pois cada energia, seja de guerra/marte, saturno/dificuldade, etc, tem seu tempo de influência, e isso nada tem a ver com a idade de cada homem, se ele fez sua obra em juventude ou não, pois ele pode ser dono de seu destino, mas jamais das forças cósmicas e das leis que regem seu destino.  

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Parábola do banquete

Parábola do banquete



         Era uma vez um filósofo, que também era poeta, em um shopping-center de cidade pequena. Eis que estava refletindo sobre as coisas que se apresentam simbolicamente aos olhos de sua alma, e assim estava sentado na praça de alimentação. Noutro lugar pessoas bebiam em uma choperia e divertem-se com bate-papo, jovens e casais se entretêm. O filósofo se sentia só,  não tinha amigos na ocasião, nem mulher, por todos era esquecido. Pediu assim 7 porções de comida de diversos tipos, andou pela parte de fora do shopping. Encontrou duas pessoas em um lugar, 3 em outro, 5 em outro, e ainda uma na entrada e outra perto do sinaleiro.
         O filósofo desta feita tinha companhia, enfileirou e uniu várias mesas, trouxe aquele povo rejeitado e marginalizado para o encontro, a um banquete que seria uma forma de ele aprender com esses diálogos daí adviriam. Isso ocorreu por ele ter visto um homem pegando o resto de comida deixado por um casal enamorado. O filósofo pensou deste modo em oferecer o de melhor aquele povo. Demorou a preparação das porções de alimentos, muita fartura, e o filósofo estava sorrindo, outros olhavam e tudo parecia meio estranho, todos ficaram com nojo e estranheza. Os convidados do filósofo eram pedintes, mendigos, pobres, maltrapilhos, drogados em número de 12. Estavam perdidos na mesa, não sabendo direito para o que estava ali, o porquê de alguém lhes oferecer comida. Mas o filósofo sorria, tinha agora companhia, nada cheirosa, mal vestida, excluída pela sociedade.
         Chegam os pratos cheios. Batatas-fritas, bifes grelhados, massas, saladas, sucos, arrozes, tudo em grande quantidade, e os olhos arregalados dos convidados estavam brilhando, reluzindo a alma antes esquecida e descartada. Assim engoliam tudo o que podiam, se satisfaziam nesse banquete. O filósofo falava:
Eu não tinha companhia, nem mulher, mas eis que agora a vossa presença me é a bênção, e agora sois minha alma repartida, meus eus esquecidos. Todas as vezes que vocês disseram eu, era eu mesmo quem falava. A vossa voz é o eco de meus pensamentos, sois os quadros coloridos pelos meus olhos que tudo veem. Sois filhos de Deus vivo. Eu Sou tanto a miséria como a riqueza e nada me é estranho ao Espírito. Fui esquecido, mas a vossa alma não esquecerei, pois sou apenas instrumento da Mão Direita e do Grande Rosto de que nada sabemos. A comida desses 7 pratos jamais acabará, e de agora em diante esperem o Reino de vossa glória e justiça. Enquanto eu viver, estarei disposto a vestir e a cuidar de vossas chagas, serei a esperança nos vossos passos e no vosso caminho. Não há em minha casa negociantes.
         As pessoas olhavam do barzinho e sorriam, ao longe. O filósofo não desistia, e continuava com sua conversa, ouvindo os pedintes, os marginalizados. Perguntavam se ele era padre, se era um anjo, se era um santo, mas ele negava, apenas continuava com sua metafísica, com suas palavras, que por estes eram ouvidas e admiradas.
        - Aqui estou para ser o vosso mestre, o guia dos doze, e aqui mais ninguém se senta nessa mesa. Do outro lado, quem se embriaga bebe o espírito da bebida, e quem assim procede não é digno de confiança. Quem contempla a carne pela carne, e não sabe louvar no templo vivo que lhe foi emprestado, é apenas um insensato. Vendi meus livros, reparti nesse banquete o seu produto, e, enquanto outros apenas têm o saber congelado, vós bebeis na fonte viva, na cura total. Ouço a vossa voz agradecendo a Deus, e agora ressalvo todas as homenagens a quem ainda passando fome, perdido na vida acredita no Reparador dos Mundos. Vós sois maravilhosos, as estrelas se curvam a vossa majestade, os anjos vos guardam como guardas reais, a vossa carruagem de ouro trafega por tijolos de ouro e prata. E agora o vosso alimento filosófico é o mais sublime, estais bebendo das fontes mais profundas e dos mistérios mais secretos. Aqui inicia um novo tempo, Eu Sou um novo destino.
Os convidados agradeciam e iam embora, como se cumprimentassem um anjo, até uns se ajoelhavam. O filósofo falava muitas coisas, ensinava história, matemática economia, antropologia, epistemologia e vários saberes do mundo. Casais iam embora, indignados com aqueles maltrapilhos na praça de alimentação, no templo do capitalismo. Também os grupos de jovens paravam de beber, saiam para festas, para outros lugares, sorriam ou faziam piadas do filósofo. Rebatendo, ele criticava a superficialidade daqueles que vivem para as modas e a sociedade contemporânea. Estava quase vazio, o filósofo encontrou um senhor de barbas longas que insistia em ficar, aparentando certa loucura e este respondia com termos profundos, parecendo um professor de filosofia aposentado, tamanho era seu conhecimento dos gregos antigos e obras clássicas, bem como dos modernos. Este lia em livros que foram jogados no lixo. O filósofo perguntou como se chamava o mendigo envelhecido e barbudo. Este lhe respondeu: Sou Platão e já estive com o senhor em muitas vidas, sempre filosofando na verdade.


terça-feira, 17 de maio de 2011

A vida dança na música dos planetas


A vida dança na música dos planetas



Sábado eu estava contemplando e refletindo sobre uma apresentação de uma banda dos Beetles cover, da Argentina, a que estive presente. Não apenas a música, mas a colocação das pessoas, casais, sons, luzes, erros etc. Também as 7 notas musicais que desfilavam pra lá e pra cá, no ritmo dos anos 60, e ainda ao conjunto da obra que levava o público a certo entusiasmo, me levaram a reflexões astrológicas.
Desde Pitágoras, a música sofreu estudos místicos e foi relacionada ao som dos planetas, o qual alguns disseram ter ouvido. Mas música alegre leva a alegria, e planetas estão presentes no arquétipo que forma as pessoas. Eu via assim em maioria mulheres venusianas em sua fisionomia, pessoas jupiterianas, marcianas, solares e até mercurianas. Os jupiterianos com seu status e dinheiro, os marcianos com seu físico militar, os solares com sorrisos e olhares brilhantes e os mercurianos com o bom papo e carisma. As cores desses planetas desfilavam no palco, revelando um equilíbrio do universo, que estava as vezes nas músicas, no espírito do conjunto inglês. Não precisa ser astrólogo para saber que cada pessoa é uma estrela naquele céu da pista de dança, seja qual for o ambiente.
A vida dança e a linguagem dos movimentos e a terapia é feita pelo corpo. Não há maior prova de inteligência carnal que a dança. O corpo se mostra, o rebolado revela extroversão física, a bioenergia trafega. Mesmo para a cura se é sugerida a dança, que traz um novo tônus e resistência aos músculos e ao físico como um todo. Além da liberação de hormônio de prazer, há todo um funcionamento fisiológico que decorre daí. Diferente de algum exercício físico ou esporte, não há competição ou esforço demasiado, nem o estresse de cumprir uma meta, uma série ou ganhar algo. Apenas se é um meio onde a energia trafega e dionisiacamente se participa da evocação do deus dançarino.
Mas as conjunções estavam presentes, casais revelavam a união cósmica, amigos também. A sintonia e a sincronicidade traduzem grupos que falam a mesma língua, que dançam na mesma órbita. Não que sejam iguais, mas que há tal encontro de energias que essas pessoas sorriem e ficam mais felizes nesses ambientes, após uma semana de trabalho e certa superficialidade de sua vida. A música é arte da mais pura, como uma marcha o rock'n roll é alimento energético, juventude que fala, um espírito aquariano e de temperamento sanguíneo. A leveza se traduz nos pés, saias revelam algo que deseja também leveza, e rostos lisos na maquiagem, e beleza a leveza da Afrodite que ganha as competições de beleza do Olimpo.
Em meio a isso estava eu, saturnino-filosófico observando, contemplando a verdade que para a maioria passava batida, pela sua entrega ao voluptuoso e boêmio momento desse show, onde as verdades místicas e saberes ocorrem intensamente, curando e libertando, em verdadeira terapia, bem como uniões astrais de harmonia, que passam batidas aos não iniciados nos conhecimentos esotéricos. Também tentava uns passos, desajeitado, observava, mas despercebido eu era a mente que fala ao corpo, apesar do mundo valorizar muito mais esse último, naquilo que chamei de inteligência carnal. Após a dança vieram outras danças àquelas pessoas, certamente, na noite das estrelas onde planetas se encontram, estrelas aquecem e cometas deixam seu rastro na abóbada dos espíritos de todos. Saturno é o tempo que parece invisível, o filosófico tempo que me tomava em possessão naquele momento. Contudo dançarei mais tarde, quando as pessoas já desistirem pelo espírito rápido que têm, enquanto eu estarei cada vez mais jovem, desafiando a foice de Saturno/Cronus.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mistério é a verdade


Mistério é a verdade



Jesus disse “EU SOU o caminho, a verdade e a vida”, ou o Cristo falou assim revelando esse mistério. Mas já em hinos egípcios, bem como em muitas religiões pagãs era comum um Cristo-luz oculto, através de culto de fogo-luz que foi interpretado pelo povo como culto ao Sol. Mas os mistérios ficaram reservados a iniciados e esse fogo-luz não estava exteriormente, mas sim interiormente, na união com Deus. Osíris em Cristo, Mitra em Cristo, Odin em Cristo e assim por diante. Santo Agostinho já havia dito que antes de Cristo o cristianismo existiu.
Mas até onde esses mistérios foram velados? Nas parábolas, em imagens, ídolos, colunas e assim por diante. Mas a imagem não é a verdade, e por isso do Eterno proibir a reprodução de imagem nos mandamentos (Êxodo 20). Contudo o mistério é anterior ao povo hebreu e seu culto, vemos algo muito parecido com a Lei Mosaica nas Leis de Ma'at, do antigo Egito. Mas é em Osíris (que se pronuncia osirisis) que está a ressurreição traçada. O mistério está na parte não recuperada por Ísis de seu corpo, por guardar o fogo-luz. Lá estava a Sarça de Horeb, a Coluna de Fumaça, a luz do Senhor. E Mitra (dos Persas) passou por uma última ceia, sobreviveu ao Dilúvio e foi arrebatado ao céu no final, semelhante ao Elias bíblico. Havia os 7 céus dos pagãos que depois foram retratados na escada de Jacó.
A mãe de Krishna era Mariana, e este nasceu desta virgem que permaneceu virgem. Sempre a mãe do homem-deus, do Cristo é uma virgem. Isso também teria ocorrido com Hórus, que foi homem e também existiu. Mas esse mistério se revela no Espírito (Santo) que se une na Matéria (Maria, Ísis, Vesta, Mariana etc) para por fim usar da morte para chegar a ressurreição. Isso pelo povo pagão foi interpretado como o Sol ressuscitando a toda a manhã após morrer na noite, mas na verdade é o mistério da luz interior que une ao Pai, e isso sabe o iniciado. Como disse Cristo que para orar se devia trancar em teu quarto e orar em segredo, em silêncio.
Os doze do Zodíaco foram transformados em doze apóstolos ou doze tribos de Israel, os sete planetas em sete anjos, sete igrejas do Apocalipse, sete em alguma passagem bíblica. Não se tratavam de planetas do modo como pensamos, mas de arquétipos. Restou ainda a mitologia para representá-los. As características particulares de cada um desses anjos ou apóstolos revela de longe características de Júpiter, Marte, Vênus e assim por diante. Os mistérios estão e sempre estarão mais vivos do que nunca. Pois Ele, O Cristo (Cósmico e interno) não veio para revogar a Lei, mas para cumpri-la. Mas o revelado sempre esteve com suas imagens, com algo que apenas refletia os mistérios. Cada religião assim estava adaptada ao povo e ao seu entendimento em cada época. Se o cristianismo não for da última época, também há de ser algo para cada povo. A verdade sempre permanece, pois está em espírito, não em templos de religião x, y ou z. Está antes no homem, que é imagem e semelhança do Deus Vivo. Nos mistérios.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crime da escola e explicação oculta

Crime da escola e explicação oculta




            Pouca gente se tomou conta, mesmo aqueles que falaram em nome da espiritualidade, de que o crime praticado por Wellington foi em grande parte devido a influência de espíritos malignos. Tal fato poder-se-ia chamar de obsessão, num ponto de vista de espiritismo, sendo definida no “Livro dos médiuns”: “Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento”(Allan Kardec, 1998, 277).  Vemos no caso daquele homicida e suicida, vários sinais em suas cartas de comunicações com entidades, mesmo que apenas pela sua cabeça, ao ouvir vozes e junto a delírios. Já se descarta a priori a influência de terroristas islâmicos, a quem o rapaz era grande admirador, a supor pelo que falaram testemunhos de amigos, ainda mais aquele que frequentava sua casa para jogar games eletrônicos violentos. Por outro lado, podem ser espíritos de um nível inferior de desenvolvimento e não humano, mas algo gerado pelo humano ou por um mago ou feiticeiro. Falemos um pouco dessa outra ótica, de ponto de vista de ocultismo.
            Adão gerou filhos antes de conhecer Eva, eram filhos espirituais e espíritos da natureza. Nem todos esses espíritos eram bons, a respeito de alguns chamados pela tradição antiga de serpentes (pois serpentes naturais não falam a língua dos homens). Pode ser que o criminoso da escola estivesse dominado ou influenciado por algum vampiro do astral, alguma egrégora ou mesmo demônio. Mas o demônio faria as coisas por si, e foi meio restrita a ação para ser desse ente. Quanto ao vampiro astral, pode ser que esse ser já acompanhava o Wellington por toda a sua vida, após os 7 anos, quando se afasta o espírito angelical e abre caminho a influências sinistras. Sobre ser algo relacionado a feitiçaria ou ataque astral, acho pouco provável, haja vista o pouco relacionamento do rapaz e por não estar envolvido com cultos que praticam essas práticas. Mas se fosse um ataque astral de mago ou feiticeiro, iria contra ele, não contra terceiros. Outra possibilidade é dele mesmo ter criado tal ser sinistro.
            O ato de amor, a fantasia, a grande vontade, êxtase espiritual, bebidas, drogas etc, quando direcionados num objetivo bem fixo, fazem com que a mente crie algo no astral ou subconsciente e esse algo tenha vida própria, linguagem, etc. Não se trata de algo humano ou dos mortos, mas de algo inferior e criado, um filho mágico do ser humano que pode o ajudar ou atrapalhar. São tais seres geralmente chamados de encostos em algumas religiões ou seitas, e claro que na maioria agem atrapalhando famílias e casamentos, haja vista o ato de se desejar alguém sob forte emoção e vontade. Como o rapaz já admirava a destruição, os tiros e o atentado das tores gêmeas, tal entidade apenas fez de alguma forma o seu desejo, possibilitando a compra de armas, treinando, envolvendo-o com prazer no ato. Mas alguém pode perguntar como o prazer?
            Uma das perversões sexuais é o sadismo. Lendo uma obra chamada Psichopathia Sexualis, percebe-se analisando os relatos, que o sadismo tem conteúdo as vezes inocente, apenas ligado a um prazer que causa tesão. Muitas vezes não passa de fantasia ou chicotadas, luvas de couro, ser pisoteado. Mas em certos casos a violência e ferimentos ou morte fazem parte desse prazer e satisfação, e relatos descrevem o rapaz sentindo muito prazer ao matar as crianças na escola. Alguns casos de sadismo acabam até em ejaculação, o que mostra o prazer sexual dessa perversão. Isso também revela algo de uma fase primitiva de desenvolvimento, talvez até não humano e relacionado a porção reptiliana do cérebro, ou as nossas entidades, espíritos perversos. Mas o criminoso do caso estava na mesma vibração desses seres, o que os atraiu, seja por depressão ou baixa de vibração, que abre portas a sua influência, além de ser esquizofrênico, ou melhor, médium (passivo). Diferente de um mago, que é um médium ativo (conforme o rosacruz Papus), fica difícil ao passivo controlar a influência do espíritos. Existem técnicas de defesa, proteção, mesmo a oração. Mas a religião era presente na vida do criminoso. Há quem mate com o complexo de Messias, e isso era fato já no nazismo.
            Claro que todos nós carregamos sombras e experiências de vidas passadas e de fases evolutivas passadas, como atavismo de animais, onde isso poderia ser usado para o negativo, como para o positivo. Austin Osman Spare, um artista e mago, usou uma força de um tigre para fazer uma peripécia. Fato é que se fomos já seres inferiores em evolução, e estamos em maioria fechados a essa influência, nada impede que exista uma chave que abra essa energia. Talvez nesses casos tais forças frias se manifestem automaticamente e o criminoso “saia de si” e use do momento especial para demonstrar força ou poder, e quando retorna a si, provoca o suicídio. O arrependimento já era desde a carta que ele escreveu, com seu falso lado religioso. Espiritualidade é manifestação de amor, de progresso, não justifica vinganças particulares de meninos sensíveis de escolas. Mesmo porque até eu sofri Bulling, e acho que todos numa fase da vida sofreram humilhação, ou algo parecido. Melhor é perdoar, pois no ódio apenas a destruição é construída. E esses seres ou espíritos entristecidos e de criminosos, repetem os seus atos e por influência material inclinam certas mentes a satisfazer a sua vontade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Céu oriental e ocidental

Céu oriental e ocidental


        
A princípio pensei em escrever sobre o céu relatado em teosofia chamado de Devakhan, mas decidi lembrar do céu ocidental e suas características. Uma terra ou lugar de paz e tranquilidade perpétua, numa comunhão com os santos e mesmo o reencontro com profetas, um pastor (Cristo) e uma Israel celeste, pode ser algo que se aproxime do céu ocidental. Claro que místicos levaram isso a uma profundidade maior e aqui não caberia levar em conta todas as visões que poderíamos ligar ao céu. A escada de Jacó pode ser uma chave a esse mistério, bem como o Éden ou um oásis paradisíaco, terra de leite e mel. O paraíso do Islã pode ser um bom meio termo, com suas muitas virgens. Mas vou aqui falar do céu oriental, ou melhor, dos dois céus.
         Há várias dimensões, uma para a mente (manas), outro para budhi, outro para atman e assim por diante. Dimensões de iluminação, de corpos sutis e mentais, muito mais espirituais que materiais. Então o fato de se falar em terra, jardim, fuga de deserto, nada disso tem a ver com  a mente (pois se pode estar em qualquer lugar na mente), independente de se onde esteja. O Nirvana aparenta um vazio, mas é alguma coisa. Não é um sentimento apenas de perder a individualidade, mas de iluminação, unidade com Deus ou com Deus em mim mesmo. Mas assim não há ego, mas sim o Ele que É através de mim. Sentimento parecido é com a visão de santos e santas (Dhyana), ou mesmo o êxtase espiritual (Samadhi). Isso tudo leva a uma complexidade também do céu, que não se confunde com Nirvana. Para mim Nirvana seria a dissolução no seio do Pai.
         Céu ou céus seriam o inferior, parecido com o que concebemos como mundo espiritual em espiritismo, e o superior, ligado as crenças religiosas e espirituais da pessoa. O ponto de vista da pessoa e a individualidade vão ser muito importantes na formação de seu céu (inferior), que se chama Devakhan. No céu superior há pessoas que nem passam um tempo entre encarnações e há quem nem tenha um inferior, haja vista pouca evolução. Depende do apego a matéria e ao mundo. Os mais apegados ficam em um lugar que lembra o purgatório, limbo ou mesmo inferno, com sangue e instintos, chamado kama loka. A distância entre o ocidente e o oriente não é tão grande, são apenas formas diferentes de ver o ser humano em sua dimensão espiritual, que talvez seja o mesmo.
         Não se trata de terra de descanso, mas de realização. O céu Devakhan vai ser um meio mental de realizar os sonhos, aspirações que no mundo não foram realizados, por diversos fatores. Claro que para viver um karma ou espiação se fez necessário não realizar sonhos na vida material e terrena. Romances lidos, sonhos, fantasias, muitas coisas vêm nessa dimensão a ser satisfeita, amor, reencontro de familiares, filhos que se perdeu, tudo vive numa grande alegria. É o lado mais puro e benéfico da pessoa, uma forma de “descansar”, mas por não ter problemas, ou ter menos problemas, viver num alto-astral. Cada pessoa vai ter o seu, de acordo com suas aspirações. Por isso não se perde individualidade, nem se encontra ainda anjos ou santos. O céu superior é que vai se destinar a isso, geralmente em um período de tempo menor que o inferior. No céu superior cada pessoa vai viver a sua espiritualidade e realização dessa de forma específica, um budista viva com Buda, um cristão encontre o reino dos céus, um muçulmano as suas virgens, e assim por diante, não é algo padrão, também respeitando a individualidade. Há quem não mais precise encarnar, daí fique nesses céus, ou encarne apenas para uma missão específica. Os grandes mestres da humanidade assim o fazem. Mas eles levam o céu com eles, não precisam fugir ou se elevar a outro céu.